Dra. Blenda Oliveira

Dra. Blenda Oliveira - Doutora em psicologia pela PUC-SP
- Psicoterapeuta de adultos e casais Seja bem-vindo!

Sou doutora em psicologia pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e psicoterapeuta de adultos, adolescentes, crianças, famílias e casais. Nesses 30 anos de prática como psicoterapeuta desenvolvi enorme interesse pelas diferentes formas de comunicação. Assim, além da prática presencial no consultório, escrevo e troco ideias por meio das redes sociais. Aqui,

pretendo incitar discussões, indicar vídeos, livros e eventos que possam ajudar a refletir e a compreender questões do viver no dia-a-dia, que possam se transformar em ações que estejam de acordo com a vida real de cada pessoa que por aqui passar. A vida é um vai e vem de grandes e inesperadas mudanças, o que faz com que a todo momento algumas regras mudem e outras se dissolvam. Cabe, então, a cada um observar e atender com mais leveza e paciência seus anseios e sua intuição. Afinal, o que serve para uma vida bem vivida é a atenção e o cuidado com o que cada um é e pode vir a ser, fazer e criar - esse é o tripé para uma real aprendizagem. Você é meu convidado a navegar neste canal e compartilhar pensamentos, informações e experiências.

09/08/2026

Quem exerce o princípio do pai?

Talvez essa função não dependa necessariamente da presença de um pai. Um tio, um avô, um professor, um mentor ou até alguém que cruzou nosso caminho pode ocupar esse lugar ao oferecer referência, limite, proteção, direção e, principalmente, a possibilidade de descobrir quem somos para além do que esperam de nós.

O princípio do pai pode estar em quem ajuda a criança a sair do lugar de dependência e, pouco a pouco, construir autonomia. E compreender isso também permite uma escolha: se recebemos ou não essa função, podemos, ao longo da vida, construir uma forma mais consciente de exercê-la. Afinal, ser pai não é apenas ocupar um lugar na família. É também sustentar uma presença capaz de ajudar alguém a se tornar quem pode ser.

09/08/2026

Desidealizar a relação com os pais pode ser um caminho saudável para compreender melhor a própria história.

Isso não significa deixar de amar, agradecer ou reconhecer tudo aquilo que eles fizeram por nós. Também não significa transformar os pais em vilões ou procurar culpados para tudo o que vivemos.

Significa conseguir olhar para eles como pessoas reais: com qualidades, limites, medos, desejos, contradições e, principalmente, com uma história que começou muito antes de nós.

Nossos pais também receberam alguma coisa de seus próprios pais. Foram educados dentro de determinadas crenças, épocas, condições sociais e afetivas. Deram aquilo que conseguiram dar e, em alguns momentos, talvez tenham dado menos do que precisávamos.

Compreender isso não apaga o que aconteceu. Mas pode mudar a forma como nos relacionamos com essa história.

Às vezes, amadurecer é justamente sair do lugar de filho que precisa idealizar ou condenar os pais e conseguir enxergá-los em sua humanidade.Porque entender de onde veio aquilo que recebemos não significa repetir a história.

Pode ser o começo de escolher o que queremos levar adiante e o que termina em nós.

Do que é feito esse pai? Newton sempre se manteve, até hoje, seguindo princípios importantes da paternidade: presença, f...
09/08/2026

Do que é feito esse pai? Newton sempre se manteve, até hoje, seguindo princípios importantes da paternidade: presença, firmeza, diálogo, carinho e forneceu as suas filhas tudo que podia haver de melhor para que se tornassem mulheres autônomas, independentes e capazes de seguirem suas vidas para além dele. Newton não faz sombra, suporta bem ser desidealizado. Nunca teve a pretenção de ter a verdade sobre as filhas, estava disposto a ouvir. Embora nenhum de nós dois tínhamos ideia de como cada um seria como pais, quando tive a primeira filha logo entendi que ali surgia um pai que eu poderia contar e estava disposto a ocupar seu lugar de importância. Sou muito fã desse sujeito, Newton Rocha Junior. Juntos no exercício da educação de nossas filhas sempre estivemos alinhados, abertos a discutir nossas convergências e divergências, mas nunca, nunca discutidas com nossas filhas. Um bom pai traz senso de justiça, ética, sustentação e responsabilidade para abrir caminhos para além do colo da mãe! Todo o meu amor e admiração para esse homem/ pai! Deus o abençoe imensamente. Amo você! ❤️

08/08/2026

Do que um pai é feito?

Talvez um pai não seja feito apenas daquilo que recebeu dos próprios pais, mas também daquilo que decide fazer com essa herança.

Todo humano que se torna pai chega a esse lugar carregando uma história: a maneira como foi cuidado, o que lhe faltou, o que aprendeu sobre autoridade, afeto, presença, responsabilidade e até sobre o que significa ser homem. Nada disso desaparece quando nasce um filho.

Mas compreender essa história abre uma possibilidade importante: a de não ser completamente determinado por ela.

Um pai pode olhar para o próprio passado e perguntar: o que quero repetir? O que preciso interromper? O que nunca recebi e gostaria de oferecer? O que aprendi a chamar de amor, mas hoje reconheço que não quero reproduzir?

É nesse espaço entre a herança e a escolha que pode surgir um papel mais consciente de pai.

Não um pai perfeito, porque esse lugar não existe. Mas alguém capaz de reconhecer suas limitações, reparar quando necessário, sustentar a presença e construir com o filho uma relação que não seja apenas repetição daquilo que recebeu.

07/08/2026

Respeitar nunca significou concordar com tudo. Significa reconhecer que cada pessoa carrega uma história, uma visão de mundo e experiências que moldam a forma como pensa e age. Podemos discordar de ideias, opiniões e escolhas sem transformar a diferença em motivo para hostilidade.

Em um tempo em que parece que pensar diferente virou sinônimo de estar em lados opostos, vale lembrar que o respeito continua sendo a base de qualquer relação saudável. Não precisamos enxergar o mundo da mesma forma para tratar o outro com dignidade. A verdadeira maturidade está em saber ouvir, dialogar e entender que a diversidade de pensamentos não é uma ameaça, mas uma oportunidade de crescer. No fim das contas, o respeito não elimina as diferenças,ele nos ensina a conviver com elas.

07/08/2026

Emoção e razão não vivem em lados opostos, nem pertencem a um gênero específico. Ambas fazem parte da experiência humana e estão em constante movimento, juntas.

Ser mais racional ou mais emocional não define quem somos, isso é resultado de uma combinação de vivências, contexto, personalidade e inúmeros outros fatores. Reduzir pessoas a estereótipos nos afasta da complexidade que existe em cada ser humano.

06/08/2026

As feridas que todos nós carregamos não precisam nos definir, mas é impossível negar que elas influenciam a forma como enxergamos a nós mesmos, os outros e o mundo. Quando não reconhecidas, muitas vezes passam a conduzir nossas escolhas, nossas reações e até os nossos relacionamentos.

O problema não é ter feridas. Todos temos. O perigo é permitir que elas se tornem a única lente pela qual interpretamos a vida.

Nossa história merece ser acolhida, mas não precisa ser uma prisão.

06/08/2026

Sentir não diminui a masculinidade. Pelo contrário: amplia as possibilidades de ser homem.

Quando existe espaço para reconhecer, nomear e expressar as próprias emoções, também se abre espaço para o autocuidado, para relações mais saudáveis e para a saúde mental.

Transformar a masculinidade começa, muitas vezes, pela coragem de sentir.

04/08/2026

Você precisou amadurecer cedo?

Tem gente que aprendeu a ser forte antes mesmo de aprender a ser criança. Cresceu resolvendo problemas, escondendo o que sentia e carregando responsabilidades que nunca deveriam ter sido suas.

Mas sobreviver não é a mesma coisa que viver.

Se essa foi a sua história, lembre-se: você não precisa passar o resto da vida apenas sobrevivendo. Ainda é possível aprender a descansar, confiar e viver com mais leveza. O que você quer fazer com tudo o que te aconteceu?

04/08/2026

A ideia de que esconder emoções é a melhor forma de ser forte é uma falácia.

Força não é silêncio. Não é engolir o choro, fingir que está tudo bem ou carregar tudo sozinho.

A verdadeira força está em reconhecer o que se sente, dar nome às próprias emoções e encontrar formas saudáveis de lidar com elas.

Sentir não te enfraquece. Reprimir, muitas vezes, é o que mais pesa.Vulnerabilidade não é o oposto da força. É parte dela.

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