Dr. Cristiano Eduardo Busso - Medicina Reprodutiva

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Dr. Cristiano Eduardo Busso - Medicina Reprodutiva Especialista em Reprodução Humana Assistida (inseminaçao artificial e fertilizaçao in vitro).

12/10/2026

Quem não precisa congelar óvulos?

O congelamento de óvulos é uma possibilidade importante para preservar a fertilidade, mas não é necessário para todas as mulheres.

Se você já teve filhos e tem certeza de que não deseja ter outros, provavelmente não há motivo para congelar óvulos.

Se você tem certeza de que não quer ter filhos, também não há indicação. Mas, se você acha que não quer, mas ainda tem dúvidas, vale considerar essa possibilidade antes que o tempo passe. Afinal, mudar de ideia no futuro pode acontecer.

E existe uma questão importante: a idade.

Depois dos 40 anos, as chances de sucesso com óvulos congelados são significativamente menores, porque a qualidade dos óvulos diminui com o tempo. Isso não significa que seja impossível, mas as expectativas precisam ser realistas.

E depois da menopausa? O congelamento de óvulos já não é uma opção viável, porque a atividade ovariana cessou.

Congelar óvulos não é uma obrigação nem uma garantia de gravidez futura. É uma opção que faz sentido para algumas mulheres, dependendo da idade, dos planos reprodutivos e das circunstâncias de cada uma.

10/10/2026

O óvulo perde qualidade enquanto está congelado?

Não. Essa é uma informação importante para quem está pensando em congelar os óvulos.

Quando um óvulo é vitrificado e armazenado adequadamente, o tempo que ele permanece congelado não provoca envelhecimento biológico. Um óvulo congelado aos 30 anos mantém as características biológicas relacionadas à idade em que foi congelado, mesmo que seja utilizado muitos anos depois.

Mas isso não significa que o processo seja isento de perdas.

Durante o aquecimento, que é como chamamos o descongelamento dos óvulos vitrificados, alguns podem não sobreviver. Embora as taxas de sobrevivência sejam geralmente altas, precisamos considerar essa possibilidade no planejamento. Uma estimativa de perda de até 10% pode ser usada como referência, embora o resultado varie conforme o laboratório e as características dos óvulos.

Por isso, quando pensamos em quantos óvulos guardar, precisamos considerar não apenas a idade em que eles são congelados, mas também que nem todos necessariamente sobreviverão ao aquecimento e que nem todos resultarão em um embrião ou em uma gravidez.

O tempo não envelhece o óvulo congelado. O que faz diferença é a idade em que ele foi congelado — e quantos óvulos foram armazenados.

Foi muito especial participar da Arena Ideia Fértil, em um momento ainda mais especial: a comemoração dos 25 anos do Ins...
06/10/2026

Foi muito especial participar da Arena Ideia Fértil, em um momento ainda mais especial: a comemoração dos 25 anos do Instituto Ideia Fértil.

São 25 anos de história, dedicação à reprodução humana e, acima de tudo, de cuidado com tantas pessoas que sonham em formar uma família.

Parabéns a toda a equipe do Instituto Ideia Fértil por essa trajetória tão bonita. Foi uma honra poder estar presente e fazer parte dessa celebração.


Instituto Ideia Fértil

04/10/2026

Se meu hormônio anti-Mülleriano está baixo, ainda devo congelar meus óvulos?

Essa é uma dúvida muito comum.

E a resposta é: sim, pode fazer bastante sentido considerar o congelamento de óvulos.

O hormônio anti-Mülleriano, o AMH, nos ajuda a estimar a quantidade de óvulos disponíveis, mas ele não mede a qualidade desses óvulos.

Então imagine uma mulher jovem com AMH baixo.

Ela provavelmente tem menos óvulos disponíveis e pode produzir menos óvulos durante uma estimulação. Mas os óvulos que ela tem ainda carregam uma característica muito importante: a idade dela.

E idade é o principal fator relacionado à qualidade dos óvulos.

O problema é que o tempo continua passando.

Essa mulher que hoje tem poucos óvulos e é jovem provavelmente terá ainda menos óvulos no futuro — e será mais velha.

Por isso, em algumas situações, esses poucos óvulos que ela consegue congelar hoje podem ser muito valiosos no futuro.
Ter um AMH baixo não significa que os óvulos sejam ruins.

Significa, principalmente, que talvez tenhamos menos oportunidades para encontrá-los.

Por isso, se você é jovem e tem uma reserva ovariana reduzida, vale conversar com um especialista sobre preservação da fertilidade.

Às vezes, justamente porque são poucos, esses óvulos merecem ser guardados.

04/10/2026

Qual é a melhor idade para congelar os óvulos?

Se você está pensando em congelar seus óvulos, provavelmente já se perguntou: qual é a melhor idade para fazer isso?

De forma geral, quanto mais jovem, melhor tende a ser a qualidade dos óvulos.

Isso acontece porque, com o passar dos anos, aumenta progressivamente a chance de alterações cromossômicas nos óvulos.

A partir dos 35 anos, essa queda começa a ficar mais evidente e se acelera progressivamente nos anos seguintes.

Por isso, do ponto de vista biológico, congelar óvulos aos 30 anos é diferente de congelar aos 35 — e diferente de congelar aos 40.

Mas isso não significa que exista uma idade obrigatória para congelar.

A decisão depende também dos seus planos reprodutivos, da sua reserva ovariana e, principalmente, de quando você imagina que poderá querer engravidar.

Quanto mais cedo, melhor a qualidade. Mas o melhor momento é aquele em que essa decisão faz sentido para a sua vida.

03/10/2026

“Dormir mal diminui a sua fertilidade?”

Tem uma coisa que me incomoda muito na forma como alguns estudos científicos são divulgados nas redes sociais.

Um estudo publicado na Fertility & Sterility encontrou uma associação entre pior qualidade do sono e marcadores de menor reserva ovariana.

E rapidamente aparecem posts dizendo:
“Você precisa dormir bem para preservar sua fertilidade.”

Calma.

O estudo encontrou associação.
E associação não é causalidade.

É muito diferente dizer:
“Mulheres que dormem pior apresentaram menor reserva ovariana”

de dizer:
“Dormir mal diminui a reserva ovariana.”
A segunda afirmação não pode ser feita a partir desse estudo.

E isso vale para várias outras coisas que vemos nas redes sociais:
“estresse causa infertilidade”,
“ansiedade impede de engravidar”,
“durma melhor para aumentar sua fertilidade”.

Nós precisamos ter muito cuidado para não transformar associações em causas.

Porque, se existe uma associação entre duas coisas, existem várias possibilidades: uma pode influenciar a outra, pode existir uma relação nos dois sentidos ou pode haver um terceiro fator influenciando ambas.

Aliás, uma revisão sistemática sobre sono e reprodução também concluiu que os estudos são bastante heterogêneos e que ainda são necessárias mais pesquisas para entender essa relação.

Isso não significa que dormir bem seja irrelevante para a saúde.

Significa apenas que não temos base científica para dizer a uma mulher ou a um casal que eles estão tendo dificuldade para engravidar porque dormem mal ou porque estão estressados.

E essa diferença — entre associação e causalidade — é fundamental para interpretar ciência.

02/10/2026

É certeza que vou engravidar com esses óvulos no futuro?

Não. O congelamento de óvulos preserva uma possibilidade, mas não garante uma gravidez no futuro.

Hoje já existem ferramentas que podem nos ajudar a avaliar características dos óvulos.

Uma delas é o Violet, um método baseado em inteligência artificial que analisa imagens dos óvulos e pode fornecer informações sobre sua qualidade.

Mas existe uma questão importante: o óvulo é apenas uma parte da história.

Nós ainda não sabemos qual será a qualidade do sêmen que irá fertilizar esses óvulos no futuro. Alterações nos espermatozoides podem interferir na fertilização e no desenvolvimento embrionário.

E também não sabemos como estará o útero no momento em que o embrião for transferido. Alterações uterinas ou endometriais podem interferir na implantação e na evolução da gestação.

Por isso, mesmo que você tenha congelado óvulos em uma idade favorável e em uma boa quantidade, não podemos transformar isso em uma garantia de gravidez.

O congelamento preserva uma parte importante do potencial reprodutivo — mas o resultado final depende de várias etapas que ainda acontecerão no futuro.

30/09/2026

Agora eu guardei meus óvulos. O que esperar?

Congelar os óvulos é uma forma de preservar uma possibilidade reprodutiva para o futuro. Mas o que podemos esperar quando chegar o momento de utilizá-los?

Isso depende principalmente de duas coisas: a idade em que os óvulos foram congelados e a quantidade de óvulos maduros armazenados.

A idade é importante porque os óvulos congelados preservam a idade biológica que você tinha no momento do congelamento. Um óvulo congelado aos 30 anos continua sendo um óvulo de 30 anos quando for descongelado anos depois.

Já a quantidade importa porque nem todos os óvulos sobreviverão ao descongelamento, nem todos serão fertilizados e nem todos os embriões chegarão ao estágio de blastocisto ou serão cromossomicamente normais.

Por isso, congelar óvulos não é uma garantia de gravidez. É uma estratégia de preservação de fertilidade, cuja chance de sucesso depende principalmente da idade no congelamento e do número de óvulos armazenados.

E é justamente por isso que, antes de congelar, é importante discutir quantos óvulos faz sentido tentar preservar para o seu objetivo reprodutivo.

28/09/2026

28/09/2026

Nem sempre o congelamento de óvulos acontece simplesmente porque uma mulher decidiu adiar a gravidez.

Existem situações em que preservar a fertilidade antes de um tratamento médico pode ser especialmente importante.

É o caso, por exemplo, de mulheres com desejo reprodutivo que serão submetidas a tratamentos ou procedimentos que podem comprometer a reserva ovariana, como algumas cirurgias para endometriose, tratamentos oncológicos com quimioterapia ou radioterapia e outras intervenções que possam afetar os ovários.

Nessas situações, o ideal é que a possibilidade de preservação da fertilidade seja discutida antes do tratamento, quando houver tempo e condições clínicas para isso.

O objetivo é simples: antecipar uma possível perda de reserva ovariana e preservar, quando possível, uma opção reprodutiva para o futuro.

Por isso, se você tem desejo de ter filhos e recebeu indicação de um tratamento que pode afetar sua fertilidade, converse com um especialista em Reprodução Humana antes de iniciar o tratamento.

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