27/05/2026
Todo mês a mesma história. Numa semana tu carrega o que sempre carrega e ainda sobra. Na outra, o mesmo peso parece dobrado, o humor desce, a cólica chega. E aí vem a culpa: será que tô treinando errado, será que tô sem disciplina, será que é só na minha cabeça?
Não é só na cabeça. Tem fisiologia rodando aí embaixo.
O teu ciclo tem duas metades. Na primeira, a folicular, o estrogênio sobe e favorece anabolismo, força, potência. Na segunda, a lútea, a progesterona sobe, eleva a temperatura basal e pode aumentar a percepção de fadiga.
McNulty e colegas, em 2020, juntaram 78 estudos sobre fase do ciclo e performance. A maior revisão feita até hoje. O que acharam: a folicular tem uma pequena vantagem sobre a lútea em força e potência. Mas o efeito médio é trivial a pequeno. E a variação entre mulheres é gigantesca.
Pra maioria, treinar consistente já entrega. Não precisa virar planilha hormonal.
Mas pra algumas, a queda na lútea é nítida. Cólica forte, sono pior, força que despenca antes da menstruação. Pra essas, calibrar volume e intensidade por fase faz total sentido.
No método GH, aluna que responde forte ao ciclo treina intensidade maior na folicular e volume reduzido na lútea. Aluna que não responde mantém periodização normal. Porque consistência ainda é o que mais entrega no longo prazo.
Salva esse pra revisar no próximo ciclo.
Manda pra amiga que jura que é só na cabeça dela.
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