13/09/2026
Aproveitando a trend… e se estivéssemos na década de 80? Como seria o tratamento e entedimento da obesidade?
Naquela época, ainda predominava uma visão muito simplif**ada: emagrecer era ‘força de vontade’. As opções terapêuticas eram limitadas, e pouco se conhecia sobre a complexa regulação biológica do peso corporal e sobre a influência da genética sobre o apetite.
Quatro décadas depois, a ciência transformou esse cenário.
Hoje sabemos que a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e recidivante, influenciada principalmente por genética e ambiente.
Também aprendemos que, quando uma pessoa perde peso, o organismo pode ativar mecanismos para recuperá-lo: a fome pode aumentar, a saciedade diminuir e o gasto energético se adaptar. Isso ajudou a mudar profundamente a maneira como enxergamos o tratamento.
E a terapêutica também evoluiu. Passamos de poucas alternativas para estratégias individualizadas que incluem medicamentos potentes que atuam em vias fisiológicas envolvidas na fome e na saciedade.
Olhar para trás nos faz perceber o quanto avançamos. E talvez o mais importante desses avanços seja entender que tratar obesidade não signif**a simplesmente mandar alguém “ter força de vontade”.
Signif**a compreender a biologia, tratar uma doença crônica com respeito e usar, de forma responsável, tudo aquilo que a ciência colocou à nossa disposição.
A medicina mudou. A endocrinologia evoluiu. E o tratamento da obesidade também.
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Dra. Ana Mari David Fernandes
Endocrinologista e Metabologista
CRM: 163138
Clínica Médica | RQE: 67918
Endocrinologia e Metabologia | RQE: 80418