13/08/2026
Não é difícil se deparar, aqui no feed do Instagram, com vídeos de pessoas comendo de forma excessiva em tom de competição, os chamados desafios de "comida extrema". Há quem considere um entretenimento inofensivo, mas, como cirurgião do aparelho digestivo, preciso falar do quão sensível é ver a saúde colocada em risco em troca de likes.
O estômago não é um compartimento infinito. O organismo humano simplesmente não foi projetado para suportar volumes extremos de comida em janelas tão curtas de tempo. Forçar esses limites gera riscos reais e imediatos, que vão muito além de um mal-estar passageiro.
Comer faz parte da nossa cultura, da nossa nutrição e dos momentos de convivência com quem amamos. Transformar o prato em uma arena de competição pode render cliques por alguns dias, mas os danos ao corpo podem durar para sempre.
E, claro, enquanto usuários das redes, também temos nossa parcela de responsabilidade em não consumir ou fomentar esse tipo de conteúdo. F**a a dica!
CRM 73264-SP / RQE 134352