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Dra Elen Melo Dra Elen Melo , Endocrinologia e Nutrologia. Emagrecimento saudavel

Se a testosterona é produzida a partir do colesterol, baixar o colesterol poderia reduzir a testosterona?Essa é uma dúvi...
01/10/2026

Se a testosterona é produzida a partir do colesterol, baixar o colesterol poderia reduzir a testosterona?
Essa é uma dúvida bastante comum e a resposta exige um pouco mais de contexto.
O colesterol participa da produção dos hormônios esteroides, incluindo a testosterona. Mas isso não significa que níveis altos de LDL sejam necessários para manter uma produção hormonal adequada.
A testosterona depende de um sistema complexo de regulação hormonal, envolvendo hipotálamo, hipófise e testículos, além da saúde metabólica do paciente como um todo.
Alguns estudos mostram que as estatinas podem estar associadas a uma pequena redução da testosterona total em alguns homens. Mas isso, isoladamente, não significa hipogonadismo nem explica a maioria dos casos de testosterona baixa.
Na prática, condições como obesidade, diabetes, resistência à insulina, alterações da hipófise ou dos testículos, distúrbios do sono e outras doenças clínicas podem ter impacto muito mais relevante sobre a produção hormonal.
Por isso, quando encontramos testosterona baixa, o raciocínio não deve ser apenas:
“qual medicamento esse paciente usa?”
É preciso investigar por que essa testosterona está baixa.
Nem toda testosterona baixa é efeito de medicamento.

Dra. Elen Melo

30/09/2026

A CULPA NÃO É SUA!
Segue Dra. Elen Melo para não perder informações importantes como essa!

“Onde quer que a arte da Medicina seja amada, haverá também amor pela humanidade.” — atribuída a Hipócrates
26/09/2026

“Onde quer que a arte da Medicina seja amada, haverá também amor pela humanidade.” — atribuída a Hipócrates

Você sabe o que é o colesterol?Muitas pessoas associam colesterol apenas a algo “ruim”, mas ele é, na verdade, uma subst...
24/09/2026

Você sabe o que é o colesterol?

Muitas pessoas associam colesterol apenas a algo “ruim”, mas ele é, na verdade, uma substância essencial para o funcionamento do organismo.

O colesterol participa da formação das membranas das células, da produção de hormônios esteroides, da vitamina D e dos ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras.

Ou seja: o problema não é simplesmente ter colesterol.

Quando avaliamos um exame, o mais importante é entender como esse colesterol está sendo transportado no sangue e qual é o contexto clínico de cada pessoa.

O LDL-colesterol, quando está elevado e associado a outros fatores de risco, pode favorecer o desenvolvimento da aterosclerose, que é o acúmulo de placas nas artérias.

Já o HDL-colesterol participa do transporte reverso do colesterol e costuma estar relacionado a um perfil metabólico mais favorável, embora sua interpretação também não deva ser feita de forma isolada.

Por isso, na prática, não tratamos apenas um número do exame.

A avaliação deve considerar o risco cardiovascular como um todo:
idade, pressão arterial, presença de diabetes, tabagismo, histórico familiar, excesso de peso, hábitos de vida e outros fatores que interferem na saúde do coração e da circulação.

Entender o que é o colesterol é o primeiro passo para compreender por que ele merece atenção sem simplificações e sem terrorismo.

Dra. Elen Melo

22/09/2026

A patente da caneta de emagrecer caiu — e isso mudou tudo.

Até o fim de 2026, esse mercado quase dobra: de 11 para 20 bilhões. Vão surgir mil versões e mil pessoas vendendo.

Mais oferta parece bom. O problema é QUEM está vendendo: gente sem formação, mexendo na dose, oferecendo versão manipulada e preço que não fecha.

E injeção errada não é comprimido errado — o efeito é no seu corpo, na hora.

Quem é qualificado pra conduzir esse tratamento é médico. Não é o vendedor do stories.

Salva pra não esquecer. E me conta: já te ofereceram uma dessas? 🤍

Conteúdo educativo, não substitui consulta médica.

Levotiroxina + análogos de GLP-1: por que essa associação merece atenção?Com o aumento do uso dos análogos de GLP-1 no t...
21/09/2026

Levotiroxina + análogos de GLP-1: por que essa associação merece atenção?

Com o aumento do uso dos análogos de GLP-1 no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, uma questão prática ganhou espaço: pacientes que usam levotiroxina podem precisar de reavaliação durante o tratamento.

Isso pode acontecer principalmente por dois motivos: a perda de peso pode modificar a necessidade hormonal, e o retardo do esvaziamento gástrico provocado por essas medicações pode interferir na absorção da levotiroxina.

Na prática, isso significa que não basta “manter a mesma dose para sempre”. O acompanhamento da função tireoidiana, especialmente com TSH, pode ser necessário após o início do tratamento, durante períodos de perda de peso significativa ou quando surgem sintomas compatíveis com descontrole hormonal.

E um ponto importante: isso não significa que todo paciente precisará reduzir ou aumentar a levotiroxina. A decisão depende dos exames, dos sintomas e do contexto clínico de cada pessoa.

Medicação não deve ser ajustada por conta própria. Acompanhamento e monitorização fazem parte do tratamento.

Dra. Elen Melo

10/09/2026

Você sabe como funciona esse sensor?

O FreeStyle Libre é um sistema de monitorização da glicose que utiliza um pequeno sensor aplicado na parte posterior do braço.

Ele mede continuamente a glicose presente no líquido intersticial e permite acompanhar não apenas o valor naquele momento, mas também as tendências e variações da glicose ao longo do dia e da noite.

Com essas informações, é possível identificar episódios de hipoglicemia e hiperglicemia, observar como alimentação, atividade física e insulina interferem na glicose e avaliar métricas importantes, como o tempo no alvo.

Nos modelos mais recentes, como o FreeStyle Libre 2 Plus, os dados podem ser enviados automaticamente para o celular compatível e há possibilidade de alertas para glicose baixa ou elevada.

É uma tecnologia especialmente importante no acompanhamento de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1, porque oferece uma visão muito mais completa do comportamento glicêmico do que medidas isoladas.

E tem uma informação muito bacana para quem é de Dourados: existe um programa municipal que disponibiliza essa tecnologia gratuitamente para pacientes com DM1 que atendem aos critérios.

Vou explicar como funciona esse programa no próximo post.

Dra. Elen Melo
Médica

DIABETES MELLITUS TIPO 1 Você sabe o que realmente acontece no organismo de uma pessoa com Diabetes Mellitus tipo 1?O DM...
10/09/2026

DIABETES MELLITUS TIPO 1

Você sabe o que realmente acontece no organismo de uma pessoa com Diabetes Mellitus tipo 1?

O DM1 é uma doença autoimune. O sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Com a redução progressiva dessa produção, a glicose deixa de ser adequadamente utilizada pelas células e se acumula no sangue.

E aqui existe um mito que precisamos quebrar: Diabetes Tipo 1 não acontece porque a pessoa “comeu muito açúcar”.

Os sintomas podem surgir de forma relativamente rápida, principalmente em crianças e adolescentes. Sede excessiva, aumento da quantidade de urina, perda de peso, fome aumentada, cansaço e fraqueza são alguns dos sinais de alerta.

O tratamento com insulina é indispensável, mas cuidar do DM1 vai muito além disso. Educação em diabetes, alimentação, atividade física e monitorização adequada da glicose fazem parte desse acompanhamento.

Dra. Elen Melo
Médica

04/09/2026

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