Vivian Sanches - Psicóloga e Psicopedagoga Clínica

Vivian Sanches - Psicóloga e Psicopedagoga Clínica Psicóloga com foco na abordagem cognitiva comportamental Atendimento psicoterápico para crianças e adolescentes. (Primeira sessão não é cobrada)

Tem gente que sabe demonstrar interesse, intensidade e carinho. Mas desaparece quando precisa oferecer clareza.E é aí qu...
31/05/2026

Tem gente que sabe demonstrar interesse, intensidade e carinho. Mas desaparece quando precisa oferecer clareza.

E é aí que muita gente se confunde.

Porque responsabilidade afetiva não é nunca frustrar alguém. É ter maturidade para não manter o outro preso em sinais confusos só pela conveniência de continuar recebendo atenção, afeto ou validação.

Silêncio comunica. Ausência comunica. Indefinição também.

E muitas vezes o que mais machuca não é o fim de um vínculo, mas a falta de honestidade dentro dele.

No final, relações saudáveis não se sustentam só em sentimento. Precisam também de clareza, consideração e responsabilidade emocional.

Às vezes, a sensação de estar “atrasado” nem vem da sua vida em si, vem do hábito de olhar pro lado o tempo todo. Aí qua...
13/05/2026

Às vezes, a sensação de estar “atrasado” nem vem da sua vida em si, vem do hábito de olhar pro lado o tempo todo. Aí qualquer pausa parece fracasso, qualquer caminho diferente parece erro e surge aquela pressão constante de acelerar, resolver tudo logo, “dar conta”.

Mas nem todo processo acontece rápido. Tem coisa que precisa de tempo pra fazer sentido, pra amadurecer, pra se sustentar de verdade.

O problema de viver tentando acompanhar o ritmo dos outros é que, muitas vezes, você acaba se afastando do seu.

Nem toda demora é atraso. Às vezes, é só alguém tentando crescer sem passar por cima de si mesmo no caminho.

Por muito tempo, a vida adulta foi apresentada como um roteiro previsível: estudar, trabalhar, crescer e conquistar esta...
06/05/2026

Por muito tempo, a vida adulta foi apresentada como um roteiro previsível: estudar, trabalhar, crescer e conquistar estabilidade. Na prática, muitas pessoas perceberam que esse “acordo” não se sustenta como prometido, pois esforço nem sempre garante segurança.

Isso abre espaço para outras perguntas: até que ponto vale manter um caminho que leva ao esgotamento?

Não por acaso, cresce o movimento de revisão: mudanças de carreira, busca por autonomia, mais foco em saúde mental e tempo de qualidade. O que muitas vezes é lido como fracasso pode ser, na verdade, um questionamento legítimo de regras que deixaram de funcionar.

Às vezes, o que parece “tranquilidade” é, na prática, um padrão de adaptação.Você pode ter aprendido que se posicionar g...
04/05/2026

Às vezes, o que parece “tranquilidade” é, na prática, um padrão de adaptação.

Você pode ter aprendido que se posicionar gerava perda, e evitar conflitos virou uma forma de proteção. O ponto é: quando o conflito é evitado com frequência, o limite também deixa de aparecer. A relação se organiza assim: você cede, o outro avança.

Não é fraqueza. É aprendizagem emocional — e pode ser revisada.
Sustentar limites não é perder o outro.
É não se perder de si.

Existe uma violência silenciosa em tentar viver de acordo com expectativas externas que não respeitam a sua estrutura em...
28/04/2026

Existe uma violência silenciosa em tentar viver de acordo com expectativas externas que não respeitam a sua estrutura emocional.

Quando você força decisões, acelera processos ou ignora seus próprios limites para “dar conta”, o que está em jogo não é produtividade, é autoabandono.

Muitas pessoas chamam isso de disciplina. Mas, em muitos casos, é apenas desconexão de si mesma legitimada socialmente.

Evoluir, do ponto de vista psicológico, é sustentar escolhas que não te fragmentam.

É conseguir dizer “ainda não” sem sentir que está falhando. É tolerar o desconforto de não corresponder às expectativas externas para preservar a própria integridade.

Nem toda pressão precisa ser atendida. Algumas precisam ser questionadas.

Porque crescer de verdade não exige que você se destrua no processo.

Pensar não é o problema. Ficar preso no mesmo pensamento é.Ruminar não é “pensar demais à toa”. É o cérebro tentando fec...
27/04/2026

Pensar não é o problema. Ficar preso no mesmo pensamento é.

Ruminar não é “pensar demais à toa”. É o cérebro tentando fechar algo que ficou em aberto, uma conversa, uma decisão, um sentimento. O problema é que, quanto mais você entra nesse loop, mais ele se fortalece. A repetição cria uma sensação de controle, mas, na prática, só mantém o desconforto e te prende no mesmo lugar.

Por isso, distrair nem sempre resolve. Não é falta de foco, é excesso de engajamento com o mesmo conteúdo mental. A mente não precisa de mais análise nesse momento, precisa de interrupção.

Criar pausas conscientes ajuda a sair do automático. Respirar com atenção, mudar de ambiente, escrever o que está passando pela cabeça sem tentar resolver. Nem todo pensamento precisa ser resolvido. Alguns só precisam perder força para que você possa seguir.

Quando a sua dor é questionada, não precisa ser anuladaQuando alguém não entende o que você sente, é comum começar a duv...
26/04/2026

Quando a sua dor é questionada, não precisa ser anulada

Quando alguém não entende o que você sente, é comum começar a duvidar de si. Pensamentos como “talvez eu esteja exagerando” ou “isso nem é tão importante assim” vão aparecendo e, aos poucos, você se afasta da própria experiência. Na TCC, isso é entendido como um efeito da invalidação: o ambiente questiona, e a mente aprende a fazer o mesmo.

Um primeiro passo é diferenciar validar de concordar. Validar é reconhecer que sua emoção faz sentido dentro da sua história, mesmo que outras pessoas não vejam da mesma forma. Você pode treinar isso se perguntando: “Dado o que vivi, é compreensível eu me sentir assim?”. Esse tipo de pergunta ajuda a reconstruir uma referência interna mais estável.

Também é útil observar os pensamentos que surgem depois da invalidação. Quando vier algo como “eu deveria lidar melhor com isso”, experimente responder de forma mais equilibrada: “talvez eu ainda esteja aprendendo a lidar com isso, e tudo bem não ser perfeito agora”. Esse pequeno ajuste já muda a forma como você se trata.

No nível comportamental, vale testar limites simples e claros. Em vez de explicar repetidamente para quem não escuta, você pode dizer algo como: “isso é importante para mim, mesmo que você não veja da mesma forma”. É uma forma de se posicionar sem entrar em desgaste constante.

A partir da Terapia de Aceitação e Compromisso, outro exercício é se perguntar: “que tipo de pessoa eu quero ser diante disso?”. Mesmo com desconforto, você pode escolher agir com respeito por si, em vez de continuar se invalidando para manter o vínculo.

E, na perspectiva da autocompaixão, existe um treino simples: falar consigo mesma como falaria com alguém que você ama. Provavelmente você não diria “isso não é nada” para essa pessoa. Você diria “eu entendo que isso te afetou”.

Se preservar não é evitar tudo o que dói, mas parar de se machucar tentando convencer quem não está disponível para compreender. Em alguns momentos, se escolher não é desistir do outro. É parar de desistir de si.

Quando agradar deixa de ser escolha e vira condiçãoNem sempre a gente percebe quando começa a se afastar de si. Não acon...
23/04/2026

Quando agradar deixa de ser escolha e vira condição

Nem sempre a gente percebe quando começa a se afastar de si. Não acontece de uma vez. Vai em pequenas concessões, ajustes, flexibilizações que parecem necessárias naquele momento. Quando vê, já não é mais sobre escolher agradar, é sobre sentir que precisa disso para manter o lugar que ocupa.

Agradar não é fraqueza, é uma estratégia de adaptação. Mas quando o olhar do outro vira a principal referência, algo interno começa a se perder. Você continua funcionando, sendo reconhecida, até admirada, mas com uma sensação difícil de explicar, como se não estivesse mais totalmente ali. Talvez o ponto não seja até onde você iria para chegar, mas em que momento começou a negociar partes suas para não perder pertencimento.

**Você não precisa dar conta de tudo**Na psicologia, existe a ideia de que a nossa mente funciona de forma distribuída. ...
07/04/2026

**Você não precisa dar conta de tudo**

Na psicologia, existe a ideia de que a nossa mente funciona de forma distribuída. Ou seja, não fomos feitos para dominar tudo sozinhos, mas para compartilhar, dividir tarefas, pedir ajuda e construir trocas. Ser humana inclui ter limites, e são esses limites que tornam a conexão possível 🤍 (Hutchins, *Cognition in the Wild*, 1995; Wegner, *Transactive Memory Systems*, 1987).

Quando tentamos dar conta de tudo ao mesmo tempo, especialmente sob alta cobrança e sem pausa, entramos em sobrecarga cognitiva. Isso impacta diretamente nossa capacidade de pensar com clareza, tomar decisões e até criar soluções. Não é falta de capacidade, é o cérebro funcionando sob excesso de demanda (Sweller, *Cognitive Load Theory*, 1988; Arnsten, *Stress signalling pathways that impair prefrontal cortex structure and function*, 2009; Starcke & Brand, *Decision Making Under Stress*, 2012).

Por outro lado, desenvolver autocompaixão, reconhecer o que você ainda não sabe, aceitar pedir apoio e se permitir aprender são atitudes associadas a mais equilíbrio emocional, resiliência e bem-estar. Não se trata de fazer menos por falta de esforço, mas de fazer com mais consciência e sustentabilidade (Neff, *Self-compassion: An alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself*, 2003; Neff & Germer, *Mindful Self-Compassion*, 2013).

Você não precisa ser boa em tudo. Precisa escolher onde faz sentido colocar sua energia, respeitando seus limites e permitindo que outras pessoas caminhem junto com você ✨.

Às vezes a maior coragem não está em correr atrás de mais,mas em parar... e perceber o quanto você já construiu.desacele...
04/04/2026

Às vezes a maior coragem não está em correr atrás de mais,
mas em parar... e perceber o quanto você já construiu.

desacelerar não é retroceder, é respirar, sentir orgulho, se reconhecer.
você merece celebrar a jornada, não só o destino. 🍷

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