10/07/2026
Ela não comia porque estava com fome.
Ela comia para não sentir.
Toda vez que vinha estresse, tristeza, ansiedade ou raiva, a comida aparecia.
Porque ela acreditava que as emoções eram grandes demais e que, se permitisse senti-las, seria engolida por elas.
Então comia até ficar distante de si mesma.
Até não perceber mais o que estava sentindo.
Mas isso tinha um custo.
Precisava de muita comida para se anestesiar.
E sua relação com o corpo e com a alimentação foi ficando cada vez mais difícil.
No acompanhamento ela descobriu algo importante:
as emoções não são perigosas.
Elas passam, contam uma história, mostram necessidades.
E ela não precisava enfrentar tudo sozinha.
Podia pedir ajuda.
Pedir colo.
Conversar.
Ser acolhida.
A comida continuou sendo conforto em alguns momentos.
Mas deixou de ser uma forma de desligar as emoções.
Porque quando aprendemos que podemos sentir, não precisamos mais comer para nos anestesiar.
🦋 Às vezes, o que mais precisamos não é de mais controle com a comida, mas de mais espaço para sentir e ser acolhidos.