Cuidado Consciente - Camila Rabelo

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Cuidado Consciente - Camila Rabelo Ajudo quem cuida de alguém com Alzheimer a ter uma vida mais leve

Cuidar do diabetes é também cuidar do seu futuro. 🌿Quando pensamos no tratamento do diabetes, é comum lembrar da glicemi...
04/11/2026

Cuidar do diabetes é também cuidar do seu futuro. 🌿

Quando pensamos no tratamento do diabetes, é comum lembrar da glicemia, dos exames e dos medicamentos. Mas cuidar bem do diabetes vai muito além dos números!

É também uma forma de proteger o coração, os rins, o cérebro e preservar a autonomia ao longo dos anos.

E a boa notícia é que existem muitas atitudes que você pode começar a colocar em prática no dia a dia.

🌿 1. Movimente-se de diferentes formas.
Caminhar, pedalar ou dançar são ótimas opções. Mas lembre-se também dos exercícios de força, importantes para preservar os músculos, e dos exercícios de equilíbrio, especialmente com o avançar da idade.

🥗 2. Cuide da alimentação sem buscar a perfeição.
Inclua mais verduras, legumes, frutas inteiras, feijões e alimentos pouco processados. Pequenas mudanças sustentáveis costumam ser mais úteis do que dietas muito restritivas.

❤️ 3. Não cuide apenas da glicemia.
Acompanhar a pressão arterial, o colesterol e a saúde dos rins também faz parte do tratamento. O diabetes exige um olhar para a saúde como um todo.

😴 4. Dê atenção ao sono.
Dormir bem ajuda a regular o metabolismo, o apetite e a disposição. Se você ronca muito, acorda cansado ou sente sonolência durante o dia, vale investigar.

🩺 5. Mantenha o acompanhamento médico.
Revise seus medicamentos, converse sobre suas metas de tratamento e mantenha em dia as avaliações dos olhos, rins e pés. As metas de glicemia precisam ser individualizadas, especialmente nas pessoas mais velhas.

🤝 6. Comece por onde for possível.
Talvez hoje você não consiga mudar sua alimentação inteira ou começar uma rotina completa de exercícios. Mas pode caminhar alguns minutos a mais, organizar uma refeição ou estabelecer um horário para dormir.

Você não precisa mudar tudo de uma vez para começar a cuidar melhor de si.

💚 Qual dessas mudanças você sente que poderia começar nesta semana?

Referências:

American Diabetes Association Professional Practice Committee. Standards of Care in Diabetes—2026. Diabetes Care.

Disability-Free Life-Years Lost Among Adults Aged ≥50 Years With and Without Diabetes. Diabetes Care, 2016.

O número de pessoas vivendo com demência está aumentando em todo o mundo. Segundo estimativas publicadas no The Lancet P...
27/10/2026

O número de pessoas vivendo com demência está aumentando em todo o mundo. Segundo estimativas publicadas no The Lancet Public Health, aproximadamente 57 milhões de pessoas viviam com demência em 2019 e a projeção é que esse número chegue a 153 milhões em 2050.

O envelhecimento e o crescimento da população explicam grande parte desse aumento, mas condições de saúde, hábitos de vida e determinantes sociais também influenciam o risco de desenvolver demência.

Recentemente, tive a oportunidade de conversar sobre esse cenário no programa Panorama, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Mas também falamos sobre algo que os números não conseguem traduzir completamente: o que acontece com uma família quando alguém recebe o diagnóstico de demência?

Foi pensando nisso que escrevi o livro infantil Aventuras na Terra da Memória.

O livro conta a história de uma avó que tem Alzheimer e de seus netos, Pedro e Elisa, que percebem algumas mudanças no comportamento da avó e criam um plano para ajudá-la.

Escrevi essa história porque acredito que, quando alguém da família desenvolve demência, a vida das crianças também muda.

Elas percebem os esquecimentos, as mudanças na rotina e, muitas vezes, sentem medo, tristeza ou confusão. Mas nem sempre encontram espaço para conversar sobre o que está acontecendo.

E nós, adultos, também podemos ter dificuldade para explicar uma doença tão complexa de maneira que elas consigam compreender.

Acredito que a literatura pode ser uma ponte para essas conversas. Uma forma de abordar assuntos difíceis com delicadeza, acolher sentimentos e ajudar as crianças a compreender que, mesmo quando a memória muda, o afeto e os vínculos continuam sendo importantes.

Precisamos falar sobre prevenção, diagnóstico e cuidado. Mas também precisamos olhar para as histórias, as relações e as pessoas que existem por trás de cada diagnóstico.

E você, já precisou conversar com uma criança sobre o Alzheimer de alguém da família?

O manejo do estresse pode envolver grandes decisões: mudar para uma casa no pé da montanha, repensar a carreira ou decid...
19/10/2026

O manejo do estresse pode envolver grandes decisões: mudar para uma casa no pé da montanha, repensar a carreira ou decidir que chegou o momento de levar sua mãe com Alzheimer para uma instituição de longa permanência.

Mas cuidar do estresse também pode começar com atitudes muito mais simples, que cabem na nossa rotina, mesmo quando as demandas e preocupações parecem não ter fim.

E o mais interessante é que essas pequenas práticas podem nos ajudar a enfrentar os grandes desafios com mais calma e clareza.

Um estudo publicado em 2023 mostrou que apenas 5 minutos diários de uma técnica de respiração estruturada, durante um mês, foram capazes de melhorar o humor e reduzir a frequência respiratória dos participantes.

Que tal experimentar?

Você não precisa resolver todos os problemas da sua vida para começar a cuidar de si. Às vezes, pode começar reservando cinco minutos do seu dia para respirar. 🌿

Referência: Balban MY et al. Brief structured respiration practices enhance mood and reduce physiological arousal. Cell Reports Medicine. 2023;4(1):100895.

Neste Dia do Médico, celebro a oportunidade de conhecer tantas histórias, compartilhar momentos importantes e aprender c...
18/10/2026

Neste Dia do Médico, celebro a oportunidade de conhecer tantas histórias, compartilhar momentos importantes e aprender com cada pessoa que passa pelo meu consultório.

Com o tempo, descobri que a medicina vai muito além de diagnosticar e tratar doenças. É também escutar, acolher e compartilhar conhecimento.

Acredito em uma medicina que cuida, ensina e fortalece a autonomia de cada pessoa.

Feliz Dia do Médico! 💚

Essa é uma pergunta legítima, pois a vacina não está disponível no SUS e realmente tem um preço elevado. Mas você já par...
16/10/2026

Essa é uma pergunta legítima, pois a vacina não está disponível no SUS e realmente tem um preço elevado.

Mas você já parou pra pensar nos custos de uma doença que pode envolver a dor crônica?

O Herpes-zóster, conhecido como cobreiro, é causado pela reativação do vírus da catapora e um dos principais riscos dessa reativação é o aumento da idade.

E ainda por cima, existem evidências que sugerem que quem está vacinado tem um menor risco de ter demência.

Por tudo isso, recomendo que avalie a possibilidade de se vacinar, pois cuidar da nossa saúde é muito valioso.

📚 Referências científicas:

Lal H, et al. Efficacy of an Adjuvanted Herpes Zoster Subunit Vaccine in Older Adults. New England Journal of Medicine. 2015;372:2087–2096.

Cunningham AL, et al. Efficacy of the Herpes Zoster Subunit Vaccine in Adults 70 Years of Age or Older. New England Journal of Medicine. 2016;375:1019–1032.
Eyting M, et al. A natural experiment on the effect of herpes zoster vaccination on dementia. Nature. 2025.

Taquet M, et al. The recombinant shingles vaccine is associated with lower risk of dementia. Nature Medicine. 2024;30:2777–2781.

Essa é uma pergunta legítima, pois a vacina não está disponível no SUS e realmente tem um preço elevado. Mas você já par...
16/10/2026

Essa é uma pergunta legítima, pois a vacina não está disponível no SUS e realmente tem um preço elevado.

Mas você já parou pra pensar nos custos de uma doença que pode envolver a dor crônica?

O Herpes-zóster, conhecido como cobreiro, é causado pela reativação do vírus da catapora e um dos principais riscos dessa reativação é o aumento da idade.

E ainda por cima, existem evidências que sugerem que quem está vacinado tem um menor risco de ter demência.

Por tudo isso, recomendo que avalie a possibilidade de se vacinar, pois cuidar da nossa saúde é muito valioso.

📚 Referências científicas:

Eyting M, et al. A natural experiment on the effect of herpes zoster vaccination on dementia. Nature. 2025.

Taquet M, et al. The recombinant shingles vaccine is associated with lower risk of dementia. Nature Medicine. 2024;30:2777–2781.

Ensinar Medicina é uma experiência desafiadora e muito gratificante. Ela me permite compartilhar conhecimentos, experiên...
15/10/2026

Ensinar Medicina é uma experiência desafiadora e muito gratificante. Ela me permite compartilhar conhecimentos, experiências, histórias e a oportunidade de refletir sobre a prática de cuidado dos meus pacientes, o que me torna uma médica melhor.

Meus alunos sempre trazem maneiras de pensar que eu não tinha pensado antes, inquietações que me fazem querer buscar mais conhecimento e diferentes olhares sobre um mesmo problema e assim vou me questionando sobre o que eu acreditava que já sabia.

Acredito que ser professora vai muito além de transmitir conhecimento. É despertar a curiosidade, estimular o pensamento crítico e contribuir para a formação de profissionais que saibam olhar para as pessoas, e não apenas para as doenças.

Nem sempre é fácil sensibilizar os alunos sobre a importância da geriatria, dos cuidados paliativos, sobre o cuidado de uma pessoa que tem uma história longa de vida, que tem várias doenças e usa muitos medicamentos, o que torna o cuidado mais complexo, mas sei que de vez em quando encanto um ou outro aluno com uma história de cuidado.

Gostaria de agradecer a todos os alunos que já passaram por mim algum dia, que me fizeram perguntas, que contaram sobre suas dificuldades para que eu pudesse pensar novas formas de ensinar, que compartilharam histórias dos pacientes que atenderam, histórias próprias e histórias dos seus familiares. Aprendi muito com vocês.

Agradeço também meus colegas professores pois trabalhar em equipe é sempre mais enriquecedor e agradeço a todos os professores que eu tive e me possibilitaram chegar até aqui.

Feliz Dia dos Professores! 📚

O que a geriatria, o diabetes e a prevenção da demência têm em comum? Muito mais do que você imagina!Meu objetivo, como ...
13/10/2026

O que a geriatria, o diabetes e a prevenção da demência têm em comum? Muito mais do que você imagina!

Meu objetivo, como geriatra, não é apenas tratar doenças, mas ajudar as pessoas a envelhecer com saúde, autonomia e qualidade de vida.

Muita gente associa o diabetes tipo 2 a um maior risco de doenças do coração, dos rins e dos olhos, mas ele também está relacionado a perda da funcionalidade e alterações cognitivas.

E a notícia boa é que existem muitas oportunidades de prevenção e de cuidado ao longo da vida.

É justamente aí que a geriatria tem muito a contribuir.

Ao acompanhar uma pessoa com diabetes, meu olhar não está voltado apenas para os níveis de glicose. Quero compreender como estão sua memória, sua força muscular, sua alimentação, sua capacidade de realizar as atividades cotidianas e, principalmente, o que é importante para ela.

Afinal, o objetivo do tratamento não é apenas viver mais, mas viver melhor.

Foi pensando nisso que decidi aprofundar meus estudos sobre diabetes e ampliar minha atuação nessa área com a formação da Dra.Janice Sepúlveda | Endocrinologista, coordenada pela Dra Janice Sepúlveda, que me convidou para fazer parte da clínica Diabete Saúde, onde tenho a oportunidade de trabalhar em conjunto com profissionais de outras especialidades, como a endocrinologia e a nutrição.

Acredito muito na força desse cuidado multidisciplinar. Cada profissional contribui com seu conhecimento para construirmos um plano de tratamento mais completo, individualizado e alinhado às necessidades de cada paciente.

Meu propósito continua sendo o mesmo: cuidar de pessoas, e não apenas de doenças.

Seja para prevenir complicações, preservar a memória, manter a independência ou conquistar um envelhecimento mais ativo, há muito que podemos fazer juntos.

Porque envelhecer com diabetes também pode ser uma história de saúde, autonomia e novas possibilidades.

Referência do artigo : de Leijer JF et al. Dementia in type 2 diabetes: risk factors, disease processes and opportunities for prevention across the lifespan. Diabetologia. 2026. DOI: 10.1007/s00125-026-06795-2.

Emagrecer após os 65 anos exige atenção ao que a balança não mostra.Uma revisão sistemática sobre medicações antiobesida...
07/10/2026

Emagrecer após os 65 anos exige atenção ao que a balança não mostra.

Uma revisão sistemática sobre medicações antiobesidade em pessoas idosas destaca uma preocupação: a perda de peso pode vir acompanhada de perda de massa muscular e óssea, em uma fase da vida em que essas estruturas já sofrem mudanças relacionadas ao envelhecimento.

E quando a pessoa usa a medicação sem fazer atividade física? O artigo não mede diretamente esse risco, mas ressalta a importância da alimentação e atividade física, ao longo do processo de emagrecimento.

Por isso, os autores defendem acompanhar também massa muscular, força, densidade óssea, função física e qualidade de vida. A revisão encontrou redução de peso com as medicações estudadas, mas ainda há poucos dados sobre sua segurança especificamente em idosos.

Por essa razão, se você está usando alguma medicação anti-obesidade é indispensável manter um acompanhamento próximo de saúde de preferência com uma equipe multidisciplinar.

Salve este post e leve essa conversa para sua consulta.

Referência: Chen AS et al. Efficacy of Anti-Obesity Medications for Weight Reduction in Older Adults: A Systematic Review. Obesity (Silver Spring). 2025;33(Suppl 1):11–21. doi:10.1002/oby.24160.

Eu já tinha escrito artigo científico e capítulo de livro de saúde e não imaginava que um dia escreveria um livro literá...
04/10/2026

Eu já tinha escrito artigo científico e capítulo de livro de saúde e não imaginava que um dia escreveria um livro literário. Mas a maternidade chegou e com ela veio a inspiração e a vontade de escrever para crianças.

Além disso, há 20 anos (isso mesmo em 2006) eu fiz parte de um projeto de divulgação científica na UFMG chamado Universidade das Crianças. Fazíamos perguntas para os pequenos e escrevíamos pílulas para explicar sobre o funcionamento do corpo humano. Essas pílulas eram divulgadas na Rádio UFMG e com certeza esse projeto também me fez chegar até aqui.

Nos meus livros, as crianças se deparam com situações difíceis e encontram um ambiente seguro para criar formas próprias de lidar com elas. Memória, afeto e despedidas encontram palavras para abrir conversas entre crianças e adultos.

Caso você tenha interesse, os links para aquisição dos livros Aventuras na Terra da Memória e O enterro do beija-flor estão na bio.

Você já leu algum deles? Me conta suas impressões e conversas que surgiram depois da leitura?💚

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