26/05/2026
Há alguns anos, eu estava sentada descansando no shopping quando uma criança parou diante de mim e começou a dançar. Essa lembrança apareceu como um flash, como se quisesse me perguntar: quando foi que perdemos a nossa espontaneidade?
A criança estava ali dançando, sem se preocupar com o que o outro iria dizer, e achei isso maravilhoso. Porém, quando nos tornamos adultos, vamos perdendo isso por conta das demandas e regras que muitas vezes nos são impostas. Vamos nos enrijecendo e perdendo, cada vez mais, o nosso brilho. A nossa sociedade, cada vez mais exigente, vai apagando aquilo que temos de mais próprio, infelizmente.
Quantas vezes, antes de fazer dança de salão, eu disse: “Não vou dançar, tenho vergonha” ou quantas pessoas recusaram um convite para dançar pela mesma razão, mesmo estando em um ambiente que convidava para isso? Mas, isso tem um preço, pois o corpo com o tempo, sente quando não nos permitimos fazer aquilo de que gostamos por medo do que o outro vai falar. A ansiedade começa a dar as caras…
Quando eu fiz dança de salão, percebi que não saiu nenhuma parte de mim; ao contrário, acho que algo se encaixou e me fez sentir inteira.
É bom encontrar algo que nos faça sentir bem. Não precisa ser dançar, mas algo que ajude a se conectar com quem realmente se é.
Nada melhor nesta vida do que não precisar se encaixar, não é mesmo? De se permtir a encontrar a própria forma.
E, você já parou para pensar qual é a sua?
Reflita sobre isso.
Com carinho, Vanessa!