21/06/2026
No Parkinson, o exercício não é complemento. É tratamento.
A maior meta-análise em rede já realizada sobre exercício e doença de Parkinson (ScienceDirect, 2025 — 81 ensaios clínicos, 4.596 pacientes) identificou a dose ótima para melhora dos sintomas motores: 1.300 MET-min/semana. Não qualquer exercício — exercício estruturado, progressivo e com intensidade suficiente.
Uma análise dose-resposta com 2.932 pacientes (npj Parkinson's Disease, 2026) mostrou que frequência semanal, intensidade por sessão e dose total de fisioterapia são preditores independentes de melhora no equilíbrio e na marcha.
O PARK-EASE Trial (BMJ Neurology Open, 2023) reforçou: intervir cedo, com intensidade, muda a trajetória da doença.
Isso signif**a que tratar Parkinson com sessões de baixa intensidade, sem progressão e sem critério de dose, não é tratamento conservador. É subtratamento.
Na Neurale, cada programa para Parkinson é definido pela fase da doença (escala H&Y), pela capacidade funcional atual e pela prioridade clínica — com fisioterapia neurofuncional, fonoaudiologia quando indicada, e suporte nutricional integrado para favorecer a neuroproteção.
Não existe protocolo. Existe um programa construído para cada pessoa.
18 anos em neurorreabilitação nos ensinaram: no Parkinson, a dose certa de exercício não é conforto. É tratamento.
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