10/08/2026
⚠️ Toda criança testa limites.
Diz “não”, desafia regras, experimenta, frustra-se e reage de maneiras diferentes diante do mundo. Essas experiências fazem parte do desenvolvimento e, por si só, não definem um transtorno.
Isso não significa negar a existência do Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Pelo contrário. Significa reconhecer que um diagnóstico não pode ser construído a partir de um comportamento isolado.
Na clínica, não basta perguntar “o que essa criança faz?”.
É preciso perguntar:
O que está acontecendo com ela?
Em que momento da vida ela se encontra?
Como são seus vínculos?
Como os adultos têm sustentado a função de colocar limites, acolher as frustrações e oferecer contornos para o desenvolvimento?
Essas perguntas não buscam culpados. Buscam compreender a criança em sua história e no contexto em que vive.
Despatologizar a vida não é deixar de diagnosticar quando um diagnóstico é necessário. É recusar respostas rápidas para questões complexas e lembrar que toda criança é muito maior do que seus comportamentos.
Porque, antes do diagnóstico, existe uma criança.
E toda criança merece ser escutada em sua singularidade.