Espaço a - Saúde Integral

Espaço a - Saúde Integral Um espaço conceitual para abraçar você e o seu paciente.

⚠️ Toda criança testa limites.Diz “não”, desafia regras, experimenta, frustra-se e reage de maneiras diferentes diante d...
10/08/2026

⚠️ Toda criança testa limites.

Diz “não”, desafia regras, experimenta, frustra-se e reage de maneiras diferentes diante do mundo. Essas experiências fazem parte do desenvolvimento e, por si só, não definem um transtorno.

Isso não significa negar a existência do Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Pelo contrário. Significa reconhecer que um diagnóstico não pode ser construído a partir de um comportamento isolado.

Na clínica, não basta perguntar “o que essa criança faz?”.

É preciso perguntar:

O que está acontecendo com ela?

Em que momento da vida ela se encontra?

Como são seus vínculos?

Como os adultos têm sustentado a função de colocar limites, acolher as frustrações e oferecer contornos para o desenvolvimento?

Essas perguntas não buscam culpados. Buscam compreender a criança em sua história e no contexto em que vive.

Despatologizar a vida não é deixar de diagnosticar quando um diagnóstico é necessário. É recusar respostas rápidas para questões complexas e lembrar que toda criança é muito maior do que seus comportamentos.

Porque, antes do diagnóstico, existe uma criança.

E toda criança merece ser escutada em sua singularidade.

Nem toda relação com um pai cabe em uma homenagem.Há pais presentes e pais ausentes.Pais que souberam cuidar e pais que ...
09/08/2026

Nem toda relação com um pai cabe em uma homenagem.

Há pais presentes e pais ausentes.
Pais que souberam cuidar e pais que não puderam.
Há aqueles de quem sentimos saudade.
Há os que deixaram perguntas, silêncios, marcas.
E há também quem tenha encontrado a função de cuidado em outros vínculos, para além dos laços de sangue.

A experiência de ser filho não é igual para todos.
E a experiência de ser pai também não.

Talvez, por isso, algumas datas não precisem dizer como devemos sentir.

Podem apenas abrir espaço para aquilo que cada um carrega de sua própria história.

Hoje, que cada um possa atravessar este dia à sua maneira.

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⚠️ A tristeza é um afeto humano.Ela pode surgir diante de uma perda, de uma frustração, de uma despedida, de uma mudança...
06/08/2026

⚠️ A tristeza é um afeto humano.

Ela pode surgir diante de uma perda, de uma frustração, de uma despedida, de uma mudança ou até mesmo de algo que ainda não conseguimos nomear.

Nem toda tristeza precisa ser eliminada rapidamente. Muitas vezes, ela faz parte do trabalho psíquico de elaborar aquilo que vivemos.

Isso é diferente da depressão.

A depressão não é “uma tristeza mais forte”. É uma condição clínica complexa, que produz intenso sofrimento e pode comprometer profundamente a relação da pessoa consigo mesma, com os outros e com a vida.

Despatologizar a vida não significa negar a depressão ou desvalorizar quem convive com ela.

Significa reconhecer que nem toda tristeza é uma doença e que reduzir toda dor a um diagnóstico também empobrece nossa compreensão do sofrimento humano.

Na clínica, a pergunta não é apenas “qual é o diagnóstico?”

É também: o que aconteceu? O que foi perdido? Como esse sofrimento tem sido vivido por essa pessoa?

Porque, antes do diagnóstico, existe uma sujeito.

E toda pessoa deve ter o direito de ser escutada em sua singularidade.

👉🏿 Esquecer um compromisso, perder o foco, procrastinar ou se distrair fazem parte da experiência humana. Todos nós, em ...
03/08/2026

👉🏿 Esquecer um compromisso, perder o foco, procrastinar ou se distrair fazem parte da experiência humana. Todos nós, em algum momento, vivemos essas situações.

Isso não significa que o TDAH não exista.

Significa que um comportamento, isoladamente, nunca é suficiente para definir um diagnóstico.

A atenção é influenciada por muitos fatores: qualidade do sono, excesso de estímulos, ansiedade, preocupações, sobrecarga, contexto de vida e história de cada sujeito. Por isso, diagnosticar exige uma avaliação cuidadosa, e não apenas a identificação de características presentes no cotidiano.

Despatologizar a vida não é negar o TDAH. É reconhecer que existe uma diferença entre apresentar dificuldades de atenção e viver uma condição clínica que produz prejuízos importantes em diferentes áreas da vida.

Na clínica, a pergunta não é apenas “a pessoa se distrai?”.

É também: quando isso começou? Em quais contextos acontece? Como isso interfere em sua vida? O que essa dificuldade pode estar dizendo sobre sua história?

Porque, antes do diagnóstico, existe uma pessoa.

E toda pessoa merece ser compreendida para além de seus sintomas.

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👉🏿 A infância é marcada pelo movimento, pela curiosidade e pelas descobertas. Correr, brincar, experimentar e explorar o...
31/07/2026

👉🏿 A infância é marcada pelo movimento, pela curiosidade e pelas descobertas. Correr, brincar, experimentar e explorar o mundo fazem parte do desenvolvimento infantil.

Ao mesmo tempo, algumas crianças expressam seu sofrimento pelo corpo, pelo comportamento ou pelas brincadeiras. É por isso que um comportamento, isoladamente, não é suficiente para definir um diagnóstico.

Na clínica, a pergunta não é apenas “o que essa criança faz?”, mas também “o que ela está vivendo?” e “o que ela está tentando comunicar?”

Despatologizar a vida não significa negar a existência de transtornos ou adiar cuidados quando eles são necessários. Significa reconhecer que um diagnóstico exige uma escuta cuidadosa da criança, de sua história, de seus vínculos e do contexto em que ela vive.

Antes de um diagnóstico, existe uma infância.

E toda infância merece ser escutada em sua singularidade.

Porque, antes do diagnóstico, existe uma pessoa.

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👉🏿 Há quem passe o dia escutando, orientando, acolhendo e oferecendo suporte aos outros. Mas, muitas vezes, essas mesmas...
29/07/2026

👉🏿 Há quem passe o dia escutando, orientando, acolhendo e oferecendo suporte aos outros.
Mas, muitas vezes, essas mesmas pessoas encontram dificuldade para reconhecer quando elas próprias precisam de ajuda.

O cuidado não elimina a vulnerabilidade humana. Pelo contrário: estar implicado com o sofrimento do outro exige também um compromisso com o próprio cuidado.

Ter um espaço de escuta não significa estar em crise. Significa reconhecer que ninguém sustenta, sozinho e indefinidamente, o lugar de quem cuida.

Cuidar de si não diminui a capacidade de cuidar do outro. Em muitos casos, é justamente o que a torna possível.

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👉🏿 Vivemos em um tempo em que até a espontaneidade parece ensaiada. A necessidade de mostrar, provar e sustentar versões...
24/07/2026

👉🏿 Vivemos em um tempo em que até a espontaneidade parece ensaiada. A necessidade de mostrar, provar e sustentar versões de si pode produzir um cansaço silencioso. Nem tudo que pesa aparece.

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👉🏿 Vivemos em uma época em que estar sozinho costuma ser visto como um problema a ser resolvido. Como se a felicidade de...
22/07/2026

👉🏿 Vivemos em uma época em que estar sozinho costuma ser visto como um problema a ser resolvido. Como se a felicidade dependesse, necessariamente, de estar cercado de pessoas o tempo todo.

A clínica nos ensina uma diferença importante: estar só não é o mesmo que sentir-se só.

Há quem encontre, na própria companhia, um espaço de descanso, criação, reflexão e encontro consigo mesmo. E há quem experimente uma solidão marcada pelo abandono, pela exclusão ou pela dificuldade de construir laços.

É essa diferença que importa.

Despatologizar a vida também significa reconhecer que a solitude não é, por si só, um sinal de adoecimento. Ao mesmo tempo, significa não banalizar o sofrimento de quem vive um isolamento que não escolheu.

A pergunta não é apenas “você está sozinho?”.

A pergunta é: como essa experiência é vivida por você?

O sofrimento não é medido pela quantidade de pessoas ao redor, mas pelo modo singular como cada sujeito se relaciona consigo, com os outros e com o mundo.

Antes do diagnóstico, existe um sujeito.

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👉🏿 Conceição Evaristo discute as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos na...
21/07/2026

👉🏿 Conceição Evaristo discute as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras.

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👉🏿 Nem todo sofrimento relacionado ao trabalho é burnout.Nos últimos anos, esse diagnóstico ganhou espaço nas conversas ...
20/07/2026

👉🏿 Nem todo sofrimento relacionado ao trabalho é burnout.

Nos últimos anos, esse diagnóstico ganhou espaço nas conversas sobre saúde mental, o que contribuiu para dar visibilidade ao sofrimento de muitas pessoas. Mas existe um risco quando toda experiência de esgotamento passa a ser explicada por um único nome.

Há trabalhos marcados por jornadas exaustivas, relações abusivas, assédio, metas inalcançáveis, precarização e falta de reconhecimento. Há ambientes que adoecem.

A clínica não se interessa apenas pelo diagnóstico. Ela também pergunta: em que condições esse sofrimento foi produzido?

Despatologizar a vida não significa negar que alguém possa ter burnout. Significa reconhecer que nem todo sofrimento no trabalho cabe nesse diagnóstico e que, muitas vezes, nomear o transtorno não basta para compreender aquilo que faz uma pessoa adoecer.

Antes do diagnóstico, existe uma história.

E, no caso do trabalho, existe também uma organização, um contexto e relações que precisam ser interrogados.

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