Boas Vindas - Psicologia

Boas Vindas - Psicologia Coletivo de Psicólogas com foco na assistência à perinatalidade, parentalidade e infâncias.

Agradecemos a todxs que nos acompanham e desejamos que possamos seguir juntxs pelo próximo ano 💚
28/12/2022

Agradecemos a todxs que nos acompanham e desejamos que possamos seguir juntxs pelo próximo ano 💚

Somos, a todo tempo, atravessados pela morte, seja ela literal ou simbólica. A morte é inerente à vida, pois só morre aq...
16/12/2022

Somos, a todo tempo, atravessados pela morte, seja ela literal ou simbólica. A morte é inerente à vida, pois só morre aquilo que um dia viveu. Por isso, o ciclo vida-morte-vida é contínuo e eterno: é necessário deixar que muita coisa morra para que o novo possa nascer.
A concretude do nascimento de uma criança não parece deixar espaço para que se pense em quantas mortes simbólicas estão ali presentes. Quanto é preciso matar ou deixar morrer na vida de um sujeito para que nasça, junto com um filho, uma mãe ou um pai? Você (mãe ou pai) já parou pra pensar em quantas mortes foram necessárias na sua vida para assumir esse papel?

Juliana Almeida, Psicóloga - CRP 03/24284

Camila MelloPsicóloga InfantilCRP 03/24843
15/12/2022

Camila Mello

Psicóloga Infantil
CRP 03/24843

Já ouviu falar sobre o movimento Childfree ou Livre de crianças? ➡️Camila MelloPsicóloga InfantilCRP 03/24843
01/12/2022

Já ouviu falar sobre o movimento Childfree ou Livre de crianças? ➡️
Camila Mello

Psicóloga Infantil
CRP 03/24843

Crianças protagonizando cenas do cotidiano, cenas caseiras, aparentemente banais, geralmente registradas por pessoas do ...
29/11/2022

Crianças protagonizando cenas do cotidiano, cenas caseiras, aparentemente banais, geralmente registradas por pessoas do seu círculo familiar, pessoas de sua intimidade e confiança.

O que torna esses vídeos virais?

Na maioria dos casos, provocam o riso dos telespectadores em situações que não são cômicas para as crianças, situações nas quais aparecem sofrendo, angustiadas ou pedindo ajuda. Em muitos vídeos que circulam nas redes sociais, é possível observar que os responsáveis pela filmagem chegam a estimular a situação; ainda que em alguns haja uma fala de conforto ou de acolhimento, a filmagem segue, o que deixa confuso, para a criança, o que é mais importante. Não agir, não se responsabilizar pela situação e ainda compartilhar para inúmeras pessoas, são posturas que se assemelham às posturas de não validar, não reconhecer o sofrimento expressado pela criança ou menosprezá-lo. A depender da idade da criança e de seu uso das redes sociais, é possível, inclusive, que a publicação chegue até ela ou até o seu círculo de amizades. É importante refletirmos o que se quer compartilhar não somente ao publicar um vídeo como estes, mas ao iniciar a gravação e colocar o celular como um intermediador da relação, em um momento que necessita de sinceridade, acolhimento e respeito.
Catharina Côrtes, CRP 03/23395

Já parou para pensar porque um brinquedo é considerado “de menina” ou “de menino?Os brinquedos são fonte de representaçã...
26/11/2022

Já parou para pensar porque um brinquedo é considerado “de menina” ou “de menino?

Os brinquedos são fonte de representação e criação para a criança. Através das brincadeiras, elas criam um ideal de mundo, aprendem habilidades, regras e se desenvolvem. Naturalmente, os brinquedos têm funções de desenvolver determinadas competências, como empatia, raciocínio lógico e desenvolvimento motor, por exemplo.

Historicamente, e por consequência cultural, os brinquedos mais oferecidos para os meninos são carrinho e bola, que estimulam a força física e a solução de problemas. Já para as meninas são as bonecas, que desenvolvem a noção de cuidado e senso materno.

Se pararmos para reparar, os brinquedos repetem os padrões dos adultos que foram reforçados por décadas. Mas essa realidade tem mudado. As mulheres dirigem, saem para trabalhar, e os homens também cozinham e cuidam da casa. Porque os brinquedos não acompanham isso?

A divisão de função entre homens e mulheres mudou com o tempo. Essas funções, que antigamente não se misturavam, hoje se misturam. As meninas também precisam desenvolver habilidades como solução de problemas, porque hoje também saem para desbravar o mundo. Os meninos também precisam desenvolver a noção de cuidado, porque também vão exercer a função de cuidador.

É importante notar o que pretendemos desenvolver e estimular na criança quando escolhemos um brinquedo ou brincadeira. Todos são legais, podem ser aproveitados, e suas funções são necessárias independente se para menino ou menina.

Tayná Abreu
Psicóloga, CRP 03/24175

Atypical é uma série que mostra um recorte, através da arte, do que os sujeitos no espectro do autismo costumam vivencia...
10/11/2022

Atypical é uma série que mostra um recorte, através da arte, do que os sujeitos no espectro do autismo costumam vivenciar.

Cada um tem uma vivência particular (que pode variar bastante) e a série demonstra algumas situações, sensações e experiências que são comuns para pessoas no espectro. A série também aborda as possíveis vivências familiares, nesse caso do pai, mãe e irmã do personagem principal - Sam.
Assistir é uma boa maneira de entender, e se empatizar melhor com a realidade dos sujeitos com autismo e suas famílias. Sam busca compreender o mundo das pessoas “típicas”, e por vezes sofre para se adaptar. Questões como sensibilidade sensorial e auditiva (incômodo com barulhos excessivos ou estranhos), e dificuldades para socializar de maneira adaptada ao costume das pessoas neurotípicas são abordadas de maneira didática e interessante. Entender essas dificuldades é um dos motivos da nossa indicação aqui. É importante salientar que as dificuldades vivenciadas pelo personagem principal da trama são um recorte do que pode ser o autismo, que é amplo e complexo, particular para cada sujeito. Vale a pena assistir e pensar sobre.

Tayná Abreu
Psicóloga, CPR 03/24175

Uma mãe me contou, certa vez, após o falecimento de seu esposo, que seu filho de 04 anos pediu para colocar uma escada n...
02/11/2022

Uma mãe me contou, certa vez, após o falecimento de seu esposo, que seu filho de 04 anos pediu para colocar uma escada no quintal de casa. Com essa escada, ele ficaria mais alto, poderia tocar as estrelas e assim encontrar seu pai, que segundo lhe disseram, havia virado “estrelinha”.
O entendimento da morte e da finitude para as crianças é um acontecimento que se dá de diversas maneiras: muitas experimentam através da morte de um bichinho de estimação, do avô ou avó, ou de algum dos genitores, como neste caso. Reconhecemos que este é um assunto delicado para ser conversado - e um acontecimento potencialmente traumático - e justamente por isso é que precisa de cuidado, atenção, acolhimento e sinceridade - de acordo com a compreensão que cada criança apresenta. É errado então dizer que “virou estrelinha?” Não há certo e errado, há o que é possível para cada família e o mais adequado para cada criança, e muitas vezes as crianças vão demandar um tempo próprio do entendimento de que não há volta (assim como nós, adultos!)
Qual a sua compreensão da morte? O que ela significa para você? Caso você tenha uma compreensão religiosa, por exemplo, isso pode ser um aspecto apoiador no momento de dar a notícia e pode auxiliar a criança a dar sentido ao que está vivenciando. É importante que as crianças possam, se demonstrarem desejo e interesse, participar dos rituais de despedida. Ainda que não seja ir ao velório ou enterro, que algo possa ser criado para o momento da despedida, e que seja ofertado o espaço de expressão de sentimentos.
Algumas crianças podem precisar de suporte psicológico qualificado ao passarem pelo trabalho do luto. Busque ajuda profissional.
Catharina Côrtes, CRP 03/23395

Você sabe qual é o papel da Doula?Doula vem do grego e significa “mulher que serve”. Seu papel é oferecer apoio à gestan...
31/10/2022

Você sabe qual é o papel da Doula?
Doula vem do grego e significa “mulher que serve”. Seu papel é oferecer apoio à gestante no momento do parto, na gestação e possivelmente também no puerpério. Antigamente, as mulheres contavam com suas familiares (mães, avós, irmãs) no cenário do parto, que lhes davam suporte e encorajamento inclusive por, muitas vezes, já terem passado por essa experiência. Hoje, vivemos em uma cultura em que há um afastamento da visão do parto normal como algo natural e fisiológico, com o aumento das cesáreas e intervenções e procedimentos médicos (necessários em alguma medida, mas desnecessários em muitos casos). Há uma inversão da lógica do que se enxerga como seguro.
Com isso, surge a figura da Doula: uma profissional preparada tecnicamente que atua no lugar de acolhimento, apoio emocional e fornecimento de informações para que a gestante se empodere do processo de nascimento do seu bebê.
A Doula não substitui a parteira, pois as duas profissionais tem funções bem diferentes no cenário de parto. A parteira é alguém com conhecimento técnico para dar assistência ao trabalho de parto, podendo ser médica, enfermeira obstetra ou obstetriz. A parteira estará atenta aos indicadores de evolução do trabalho de parto e sinais vitais do bebê, e é apta para intervir em caso de intercorrência. A Doula, por sua vez, deve estar focada em fornecer apoio emocional à parturiente e ajudá-la a se desligar do mundo externo para mergulhar fundo na experiência de parir.

Juliana Almeida, Psicóloga - CRP 03/24284

Quando falamos em “alívio não farmacológico da dor” estamos nos referindo a recursos que podem auxiliar a mulher a ameni...
26/10/2022

Quando falamos em “alívio não farmacológico da dor” estamos nos referindo a recursos que podem auxiliar a mulher a amenizar as dores durante o trabalho de parto como alternativa ao uso de anestesia ou outros fármacos. Geralmente, a Doula é a responsável por fazer uso dessas técnicas na cena do parto, uma vez que é parte de seu papel ajudar a gestante a lidar com as dores físicas - e emocionais - desencadeadas pela chegada iminente do bebê. Um dos métodos mais conhecidos para o alívio da dor é a massagem, que pode ser feita somente com as mãos ou utilizando acessórios como o rebozo mexicano (uma espécie de xale) ou óleos essenciais. Os óleos essenciais são recursos que também podem ser usados para a aromaterapia, outra forma eficaz de alívio da dor. A acupuntura, o uso de técnicas de respiração e a hidroterapia também são formas de induzir o relaxamento e que podem auxiliar bastante na experiência da parturiente durante o trabalho de parto. Mas lembre-se: essas técnicas devem ser, preferencialmente, ministradas por profissionais qualificados e sempre com o aval da equipe de assistência ao parto que acompanha a gestante.

Juliana Almeida, Psicóloga - CRP 03/24284

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