IbraMater

IbraMater Somos especializados em assistência e capacitação em saúde mental materna. Bem-vindos ao IbraMater! Olá! Todas nós podemos viver isso, e te direi como! Bem-vindas!

Me chamo Ana, sou mãe de 3, psicóloga, professora e pesquisadora. O grupo surgiu com o intuito de juntar estas minhas grandes paixões : maternidade, ensino e psicologia. Com uma longa experiência em atendimento clínico a gestantes e puérperas, mestrado e doutorado na área de saúde mental materno infantil, e com uma vivência de três partos normais, pretendo contribuir para que as mulheres recebam i

nformações qualif**adas, tenham aqui um espaço de escuta e ressignif**ação de seus medos na gestação e parto. As histórias do nascimento dos meus filhos mudaram completamente minha vida e da minha família, em todos os sentidos. A gestação pode ser uma grande oportunidade para o autoconhecimento, controle emocional e aumento da auto confiança. Reconhecendo e aprendendo técnicas para controle do medo e ansiedade, é possível transformar seu parto no dia mais incrível da sua vida. Venham comigo!

Hoje, no Dia do Psicólogo, celebro uma profissão que escolhi para compreender e cuidar de pessoas. E uma experiência que...
27/08/2026

Hoje, no Dia do Psicólogo, celebro uma profissão que escolhi para compreender e cuidar de pessoas. E uma experiência que transformou profundamente a forma como exerço essa profissão: ser mãe.

A Psicologia mudou a mãe que sou. E a maternidade também mudou a psicóloga que sou.

Hoje, meu abraço vai para todos os profissionais da Psicologia. A quem escolheu fazer da escuta, do cuidado e da compreensão do humano
um compromisso ético e sensível com a vida.

Feliz Dia do Psicólogo.

O melhor resultado dessa manhã não cabe em uma foto. 🫶🏽💛 Neste sábado, vivemos o Tempo de Gestar, em Lauro de Freitas: u...
15/08/2026

O melhor resultado dessa manhã não cabe em uma foto. 🫶🏽💛

Neste sábado, vivemos o Tempo de Gestar, em Lauro de Freitas: uma manhã gratuita criada para oferecer às gestantes um espaço de acolhimento, informação, troca e práticas voltadas ao cuidado com o corpo, a mente e as emoções.

Das 9h às 12h, reunimos diferentes saberes e profissionais em uma proposta verdadeiramente multidisciplinar, porque acreditamos que o cuidado durante a gestação também precisa olhar para a mulher em sua integralidade.

Falamos, ouvimos, compartilhamos experiências, aprendemos juntas e criamos um espaço no qual dúvidas puderam ser acolhidas sem julgamentos e conhecimento pôde se transformar em mais segurança para viver essa fase.

A cada gestante que esteve conosco: obrigada pela confiança e por tornar essa manhã tão especial.

Nesses 20 anos de Lei Maria da Penha, precisamos ter a coragem de olhar para aquilo que a sociedade insiste em naturaliz...
07/08/2026

Nesses 20 anos de Lei Maria da Penha, precisamos ter a coragem de olhar para aquilo que a sociedade insiste em naturalizar.

No consultório, canso de atender mulheres brilhantes, potentes e completamente exaustas que chegam me perguntando: “Dra., será que o problema sou eu? Será que eu tô f**ando louca?”.

E quando começamos a puxar o fio da história, não há loucura alguma. Há uma violência silenciosa, diária e refinada. Uma violência que não deixa mancha roxa no braço, mas que vai corroendo a certeza de quem se é.

A violência psicológica retira o chão. Ela se esconde no tom de voz calmo que te invalida, na piada que te diminui na frente dos outros, no controle velado e na culpa constante de “não dar conta”. Faz a mulher pedir desculpas por sentir, por se posicionar e por exigir respeito.

Por trás do rótulo de “difícil” ou “histérica”, quase sempre existe uma mulher exausta de ter que provar a própria sanidade todos os dias.

Celebrar as duas décadas da lei é também dar nome ao que destrói a nossa saúde mental no cotidiano. Violência não é só o ápice de um golpe físico. É a erosão diária da sua liberdade de ser.

Se esse texto encontrou você hoje, que ele sirva como um divisor de águas: a sua dor não é exagero e você não precisa carregar o peso do mundo nas costas para ser validada.

Quando a rotina nos exige tanto, ouvir outras mulheres compartilhando suas vulnerabilidades funciona como um respiro nec...
02/08/2026

Quando a rotina nos exige tanto, ouvir outras mulheres compartilhando suas vulnerabilidades funciona como um respiro necessário.

O episódio “O Susto”, do podcast Zen Vergonha, me lembrou o quanto precisamos falar sobre as transformações do nosso corpo e da nossa mente sem medo e sem o peso da vergonha.

Se você está começando a sentir os primeiros sinais dessa transição, ou se quer apenas se preparar com afeto e conhecimento para o que vem pela frente, f**a aqui minha indicação carinhosa para o seu domingo. 🤍

Você já conhecia esse podcast? O que tem te acompanhado nos fones de ouvido hoje? Um bom descanso para nós!

A maternidade real não cabe em um quadro perfeito no feed!
01/08/2026

A maternidade real não cabe em um quadro perfeito no feed!

Não precisamos nos desculpar por existir além do papel de mãe. Dizer aos nossos filhos que somos mulheres inteiras, com ...
30/07/2026

Não precisamos nos desculpar por existir além do papel de mãe. Dizer aos nossos filhos que somos mulheres inteiras, com sonhos e projetos profissionais, é ensinar a eles que o amor materno não exige o nosso aniquilamento.

A Fátima Bernardes lembrou de quando ficou sozinha com três bebês de 7 meses. Ninguém elogiou. Era só uma mãe sendo mãe. Quando o marido ficou com as crianças mais velhas por alguns dias, os aplausos vieram de todos os lados.

Essa assimetria dói. Ela cria um abismo onde a mulher se doa até o limite da sua saúde mental e, ainda assim, vai para a cama de noite perguntando se “está sendo o suficiente”.

A fala que Déborah Bloch resgatou escancara essa ferida: “Se eu fosse pai, vocês me amariam”. A verdade nua e crua é que a sociedade perdoa, e até justif**a, o pai ausente que se dedica à carreira, enquanto condena a mãe que tenta não perder a própria identidade no caminho.

O resultado disso não é apenas cansaço físico. É o apagamento da mulher, a perda do senso de self e um adoecimento psíquico silencioso que a gente tenta disfarçar com sorriso no rosto e café gelado.

Nenhuma estrutura de apoio, por melhor que seja, apaga o peso de sentir que o mundo espera que você seja impecável em tudo. A gente não precisa de mais cobrança e nem de palmas esporádicas para os homens pelo básico. A gente precisa de corresponsabilidade real. De espaço para existir além da maternidade.

A culpa que a Fátima sentiu, e que faz tantas de nós pensarem em desistir da carreira, não é uma falha individual. É o resultado de uma estrutura que exige que a gente trabalhe como se não tivesse filhos e crie os filhos como se não trabalhasse.

Estar no Congresso Baiano de Neurodesenvolvimento representando o Hub Rosa como vice-presidente e, acima de tudo, como u...
25/07/2026

Estar no Congresso Baiano de Neurodesenvolvimento representando o Hub Rosa como vice-presidente e, acima de tudo, como uma mulher e profissional que vive a maternidade na pele e na clínica, foi potente.

E o que realmente preenche o peito são os encontros nos corredores. É olhar nos olhos de tantas profissionais incríveis, trocar ideias sobre a saúde mental da mulher e ver que não estamos sós nessa travessia. Falar sobre o cuidado com quem cuida, sobre a carga invisível que as mães carregam e sobre a urgência de olharmos para a saúde mental materna não é apenas pauta técnica para mim, é compromisso de vida.

Receber cada uma de vocês no nosso estande, rever alunas queridas, ouvir histórias e abraçar colegas de profissão renova a certeza de que a ciência precisa caminhar de mãos dadas com a escuta humana.

Ontem foi um dia lindo, denso de aprendizados e afeto. E o melhor? Estamos só começando. Hoje partimos para o segundo dia de congresso, prontas para mais trocas transformadoras.

Quem estiver por aqui, passa no estande do Hub Rosa para um café e um abraço! Nos vemos lá.

Hoje, quando olham para a nossa geração e nos chamam de “mimados” porque levamos nossos filhos à terapia, porque falamos...
23/07/2026

Hoje, quando olham para a nossa geração e nos chamam de “mimados” porque levamos nossos filhos à terapia, porque falamos de carga mental, porque escolhemos um desmame gentil e gradual... eu sorrio.

Não é mimo. É coragem. É a primeira geração que decidiu olhar para a dor de frente, em vez de fingir que ela não existe. Nós estamos quebrando ciclos.
Olhar para o passado com respeito não signif**a repetir os seus sacrifícios. Cuidar da sua mente hoje, no seu puerpério, no seu maternar cotidiano, é também honrar o corpo daquelas que não puderam parar.

Que a gente tenha a coragem de sentir, de chorar e de acolher. Como tem sido a sua travessia por aí? O seu corpo tem pedido descanso? Vamos conversar aqui nos comentários.

O Instagram é uma grande vitrine de recortes calculados. Dias atrás, acompanhando as discussões sobre a maternidade na m...
13/07/2026

O Instagram é uma grande vitrine de recortes calculados. Dias atrás, acompanhando as discussões sobre a maternidade na mídia, fiquei pensando no abismo que existe entre o que é postado e o que é vivido no silêncio do puerpério. De um lado, vemos a Lore Improta expondo as dores cruas da sua cesárea logo nos primeiros dias; de outro, vemos relatos de mulheres públicas que precisaram de meses de distanciamento e elaboração interna para conseguir confessar que o parto idealizado virou uma cirurgia difícil e cheia de frustrações.

Sabe o que isso nos prova? Que a gente não faz a menor ideia do que acontece quando a câmera do celular desliga. Cada um revela apenas o que convém, o que dói menos ou o que a estética da rede suporta.

No chão do consultório, eu atendo semanalmente mães que chegam dilaceradas pela culpa crônica porque tentam comparar a sua amamentação caótica ou o seu pós-parto real com a linha do tempo impecável de uma influenciadora. Nós fomos colonizadas pela ilusão de que o controle da jornada está nas nossas mãos. Planejamos o parto natural perfeito, a exclusividade do peito, a rotina milimétrica, exatamente como o relato sincero que trouxe no carrossel. E, quando o corpo não responde ou o bebê rejeita o plano, a sensação é de falência pessoal.

Mas a verdade é uma só: a maternidade é o maior exercício de perda de controle da nossa existência. Nem tudo é sobre o quanto você se preparou psicologicamente ou leu manuais. É sobre o que a vida dá e sobre a imprevisibilidade do próprio bebê, que chega reivindicando o protagonismo da história.

O meu alerta hoje é um pedido de proteção para a sua mente: não tome decisões cruciais sobre o seu corpo, seu parto ou a criação do seu filho baseando-se em narrativas de Instagram. O feed alheio não tem responsabilidade clínica com o seu puerpério.

Quer segurança para a sua travessia? Estude de verdade. Busque profissionais que trabalham com base em evidências científ**as e que acolhem a sua realidade sem julgamentos. A informação de qualidade é a única vacina eficiente contra o adoecimento por comparação.

Endereço

Salvador, BA

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