Muitas Psi

Muitas Psi Coletiva de psicólogas feministas com diferentes abordagens teóricas, que oferecem atendimento cl?

Uma mãe que trabalha na escala 6x1 tem, na melhor das hipóteses, um dia para fazer tudo que não coube na semana. Mercado...
10/05/2026

Uma mãe que trabalha na escala 6x1 tem, na melhor das hipóteses, um dia para fazer tudo que não coube na semana. Mercado, roupa, escola, médico. Quando chega segunda, ela já está cansada de novo.

Não é falta de organização. É uma estrutura que consome o tempo antes que ela possa decidir o que fazer com ele.

14 milhões de brasileiros vivem assim. A maioria é mulher. Muitas são mães. E 80% das mulheres negras nessa escala ganham até R$2.120 por mês, o que significa que o cansaço físico e o financeiro chegam juntos, todo dia.

O que a escala 6x1 rouba não aparece em nenhum contracheque: é a brincadeira que ela não parou para ver, a conversa que ficou para depois, a sensação constante de estar em falta com todo mundo, inclusive consigo mesma.

Na Muitas Psi, esse esgotamento chega todo dia no consultório. Na fala de quem não consegue mais separar o cansaço do trabalho do cansaço de ser mãe. Na culpa por não conseguir estar presente o suficiente. No corpo que parou de funcionar antes da mente admitir que não aguenta mais.

Por isso, nesse Dia das Mães, defendemos a redução da jornada como uma política de saúde mental. Um presente para todos os tipos de mãe: a mãe que sustenta a casa sem rede de apoio, a avó que criou neto como filho, a tia que ficou quando a mãe biológica não pôde, a mãe afetiva que não gerou mas acolheu, a mãe de santo que cuida de uma comunidade inteira, a mãe que ainda está tentando engravidar

Marque uma mãe que merece viver fora da escala 6x1.

Você acorda antes de todo mundo.Dorme depois de todo mundo.E no meio, cuida de todo mundo.Mas quem cuida de você?A mater...
22/04/2026

Você acorda antes de todo mundo.
Dorme depois de todo mundo.
E no meio, cuida de todo mundo.
Mas quem cuida de você?

A maternidade que a sociedade romantizou tem um lado que quase ninguém fala: o cansaço de sustentar tudo sozinha, de fingir que está bem, de não saber nem quando foi a última vez que você parou pra sentir.

Esse carrossel é pra você que reconhece isso.
Você não precisa estar bem pra procurar ajuda. Pode chegar exatamente como está: exausta, perdida, sem nem saber o que precisa. É suficiente.

A Muitas Psi tem atendimento online com valores acessíveis de acordo com a sua realidade. O formulário de acesso está no link da bio.

↓ Salva e manda pra uma mãe que você ama e que precisa de ajuda.

Creyde é força em movimento. Psicóloga, neuropsicóloga e mestranda, ela traz no currículo a bagagem de quem já atuou des...
31/03/2026

Creyde é força em movimento. Psicóloga, neuropsicóloga e mestranda, ela traz no currículo a bagagem de quem já atuou desde o CRAS até a Defensoria Pública, levando esse conhecimento para o mundo acadêmico.

Especialista em Análise Bioenergética e Neuropsicologia, Creyde utiliza o trabalho com o corpo e grupos de mulheres para enfrentar as marcas do machismo e das desigualdades. Ela nos lembra que o sofrimento psíquico está profundamente ligado às estruturas que habitamos.

Atende adolescentes e adultos em formato on-line e presencial, oferecendo um cuidado que respeita o ritmo de cada processo e valoriza a escuta sensível e corporal.

Talita é Médica de Família e Comunidade, uma especialidade que olha para a saúde de forma integral, considerando não ape...
26/03/2026

Talita é Médica de Família e Comunidade, uma especialidade que olha para a saúde de forma integral, considerando não apenas o corpo, mas a casa, a rua e as redes de afeto de cada pessoa. Para ela, ser médica é estar próxima, entendendo que o cuidado se constrói na continuidade e no vínculo.

Além de sua atuação direta no cuidado com as pessoas, Talita é Professora Universitária, compartilhando seu saber e ajudando a formar novos profissionais com um olhar mais sensível e socialmente implicado. Na MuitasPsi, ela traz essa bagagem da saúde pública e do diálogo interdisciplinar, fortalecendo nossa rede com a perspectiva da medicina que caminha junto com a comunidade.

O que acontece quando profissionais de saúde se reúnem para cuidar umas das outras?Essa reunião foi um encontro de olhar...
23/03/2026

O que acontece quando profissionais de saúde se reúnem para cuidar umas das outras?

Essa reunião foi um encontro de olhares, de escuta e de construção coletiva. Conversamos sobre nossas supervisões de casos, fortalecemos nossas práticas e planejamos os próximos passos da coletiva. Porque a MuitasPsi não é só um espaço de atendimento. É um lugar onde nos tornamos melhores profissionais juntas.

Mariana tem 22 anos, mora em Bacabal, no Maranhão, e cuida sozinha de dois filhos. Um deles tem autismo severo. Ela vira...
19/03/2026

Mariana tem 22 anos, mora em Bacabal, no Maranhão, e cuida sozinha de dois filhos. Um deles tem autismo severo. Ela viralizou em março de 2026 — e em poucos dias chegou a 2 milhões de seguidores.

Mas antes de viralizar, ela era denunciada pelos vizinhos. Chamada de louca. Julgada pela roupa que vestia, pelo jeito que gritava, pelo filho que não parava de ter crises. O que ninguém via era a exaustão de quem não dorme, não descansa e não tem com quem dividir.

A internet a encontrou num momento de colapso. E decidiu que ela merecia ajuda.

Recebeu doações. Atenção da prefeitura. Psicólogos voluntários. Tudo isso importa e foi bonito de ver. Mas existe uma pergunta que o ciclo de viralização raramente faz: por que ela precisou chegar ao colapso público para ser vista?

No Brasil, 86% das cuidadoras de crianças com TEA são mães. A maioria cuida sozinha, sem suporte do Estado, sem conseguir trabalhar, sem conseguir acessar os benefícios a que têm direito por lei. Para receber o BPC (benefício de um salário mínimo destinado à criança com deficiência) a renda familiar não pode passar de R$353 por pessoa, por mês. O Auxílio Mãe Atípica, que reconheceria financeiramente o trabalho dessas mulheres, ainda não virou lei. A CIPTEA, carteira que garante direitos ao autista, chega com muito mais dificuldade no interior do que nos grandes centros.

O patriarcado culpa a mãe: ela engravidou pra viver de benefício. Como se alguém escolhesse um salário mínimo em troca de não dormir, não trabalhar, não ter tempo nem pra se cuidar. Como se o abandono paterno fosse culpa dela. Como se o Estado ausente fosse responsabilidade dela.

A história da Mariana viralizou. Mas o que não pode é viralizar e passar. Enquanto o Auxílio Mãe Atípica não vira lei, enquanto o BPC continua sendo negado na burocracia e enquanto o diagnóstico ainda é privilégio de quem mora perto de um especialista o problema continua o mesmo. E quem carrega o peso é sempre uma mulher.

O desejo como bússola e a escuta como ato ético.Formada pela Universidad Nacional de San Luis (Argentina) e com formação...
17/03/2026

O desejo como bússola e a escuta como ato ético.

Formada pela Universidad Nacional de San Luis (Argentina) e com formação em Psicanálise pelo Instituto Internacional de Psicanálise (IIP).

Além de sua atuação no consultório particular, Daiana exerce o papel de coordenadora e supervisora na Fundação El Diván, na Argentina, trabalhando em equipos interdisciplinares de saúde mental. Como mulher, mãe, migrante e psicanalista, ela encontrou na Muitas Psi um território de pertença e acolhimento.
Ela se dedica especialmente à clínica sempre pautada pela singularidade de cada sujeito. Seu trabalho se organiza a partir da escuta do sofrimento psíquico sem reduzir a experiência humana a diagnósticos ou respostas rápidas.

Atendimento: on-line de adolescentes e adultos.
Membra da coletiva Muitas Psi desde 2024.

Psicóloga formada pela UFBA, Keithy trilha um caminho onde o cuidado se manifesta de formas diversas e potentes. Com uma...
11/03/2026

Psicóloga formada pela UFBA, Keithy trilha um caminho onde o cuidado se manifesta de formas diversas e potentes. Com uma escuta orientada pela Psicologia Junguiana, ela mergulha no universo dos sonhos, símbolos e arquétipos para auxiliar no autoconhecimento.

Mas o olhar de Keithy vai além do consultório tradicional. Bacharela em Gastronomia e pesquisadora da cultura canábica, ela une esses saberes para atuar na redução de danos e na promoção da saúde mental. Como terapeuta canábica, trabalha com a psicoeducação para auxiliar pacientes com enfermidades como câncer e fibromialgia, buscando sempre o acesso regulamentado e ético ao tratamento.

Seja discutindo segurança alimentar ou mediando o processo terapêutico, Keithy acredita que o autoconhecimento é a chave para a liberdade. Na Muitas Psi, ela encontra o território de pertencimento para construir sua identidade como psicóloga.

Atendimento: On-line para adolescentes e adultos

Formada em Psicologia, Tarsila atua como psicanalista e professora universitária, articulando clínica, ensino e reflexão...
04/03/2026

Formada em Psicologia, Tarsila atua como psicanalista e professora universitária, articulando clínica, ensino e reflexão crítica sobre o sofrimento psíquico, ajudando a formar novas gerações de psicólogas com um olhar crítico e sensível.

Sua prática se constrói no diálogo entre a escuta clínica e a produção de conhecimento científico. Mestra em Psicologia pela UFBA, ela dedicou sua pesquisa a entender como a clínica psicanalítica acolhe e escuta as pessoas negras no Brasil — um trabalho essencial para pensarmos uma psicologia que não ignore as marcas do racismo e do sexismo.

Na clínica, acompanha adolescentes e adultos, sustentando um espaço de escuta que respeita o tempo, a singularidade e a complexidade de cada percurso subjetivo.

Membra da coletiva Muitas Psi desde 2018
CRP 03/12133

Vinda da Argentina, Letícia trouxe na bagagem a militância do "Ni Una Menos" e a experiência em hospitais psiquiátricos ...
26/02/2026

Vinda da Argentina, Letícia trouxe na bagagem a militância do "Ni Una Menos" e a experiência em hospitais psiquiátricos argentinos e em contextos comunitários. Na Muitas Psi desde o início, ela encontrou aqui o espaço para desbravar a clínica em um novo idioma.

Sua escuta une a profundidade da psicanálise à potência da psicologia corporal. Seu trabalho é atravessado por temas como violência, uso de dr**as e vulnerabilidade social, com uma escuta atenta às marcas que essas experiências produzem na vida emocional e no corpo.

Formada em Psicologia pela Universidade Nacional de Rosário, Letícia acredita em um mundo "onde caibam todos os mundos", focando seu trabalho especialmente no cuidado com mulheres e no enfrentamento às violências de gênero.

Atende adolescentes e adultos, em formato online, com atenção especial às mulheres.
Membra da coletiva Muitas Psi desde 2017.

Carnaval passou e agora podemos dizer oficialmente: FELIZ ANO NOVO! E neste clima nossa Coletiva se reuniu para alinhar ...
23/02/2026

Carnaval passou e agora podemos dizer oficialmente: FELIZ ANO NOVO! E neste clima nossa Coletiva se reuniu para alinhar os ponteiros, reorganizar a casa e dar vida aos projetos que queremos construir este ano

E você, já definiu quais seus planos/projetos para 2026? Saber para onde move seu desejo e aplicar esforços nessa direção é parte fundamental do processo de psicoterapia

Mas não saber também faz parte. Aquele incômodo que você não entende de onde vem, aquela sensação de que algo precisa mudar, mas falta o nome... tudo isso é bússola. Na MuitasPsi, acreditamos que ninguém precisa decifrar esses mapas sozinha. Somos uma rede de mulheres, psicólogas e médica, prontas para te acolher na construção desse percurso, respeitando seu tempo e sua história.

Endereço

Salvador, BA

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

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