Psicóloga Roberta Braga

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“Não é a religião todo ato e toda reflexão?” - no livro O Profeta 🤍
20/08/2026

“Não é a religião todo ato e toda reflexão?” - no livro O Profeta 🤍

fazendo mais vida a céu aberto para não ressecar a pele, peneirando os desejos, me dedicando ao silêncio das meditações,...
18/08/2026

fazendo mais vida a céu aberto para não ressecar a pele, peneirando os desejos, me dedicando ao silêncio das meditações, abrindo espaços benéficos quando preciso me recuperar de tanto mundo e, por dentro, desenhando portas onde ainda não havia - até aqui, um agosto cheio de força e poesia.

entrar no silêncio de palavras e movimentos, vez em quando, e ver o que acontece.
14/08/2026

entrar no silêncio de palavras e movimentos, vez em quando, e ver o que acontece.

Dance estranho, dance o erro, dance feio, dance torto, dance fora das membranas do ritmo.São camadas e camadas de gesso ...
13/08/2026

Dance estranho, dance o erro, dance feio, dance torto, dance fora das membranas do ritmo.

São camadas e camadas de gesso por cima dos nossos corpos, em heranças históricas e calcificantes. E cada época encrava em nós o seu sistema anticorpo: dessacraliza, objetifica, mecaniza, disciplina, performa, estetiza e espetaculariza – o corpo foi feito para obedecer e deslizar no gelo das massas. E é? Você não questiona?

Farto de fios amarrados nos eixos e hiatos, o corpo esquece para que existe e desencosta do sentido de estar vivo.

Parece até que as gentes foram feitas pra se ocupar apenas de trabalho, botox e consumo. É preciso torcer as estruturas que negam o lugar de origem do corpo.

Você vai adoecer se não fizer silêncio, se não fizer descanso, se não fizer perguntas, se não fizer amizade com um corpo que se regenera e te sustenta todos os dias.

Se é pelo corpo que nos comprimem, é pelo corpo que precisamos vazar.

Deixa seu corpo dançar esquisito. Pode ser um começo.

Sim, eu imaginei toda a satisfação ao criar o que sentia falta. Mas o que veio depois foi a cada vez surpreendente, orgâ...
10/08/2026

Sim, eu imaginei toda a satisfação ao criar o que sentia falta. Mas o que veio depois foi a cada vez surpreendente, orgânico e amoroso. Nessa linha do tempo, tenho o que considero mais memorável dos caminhos que eu mesma abri - mas nunca sozinha.

Sou grata a quem me ajuda a sustentar essa continuidade 🤎

A natureza move, revigora, regula e recepciona o peso do corpo. Nela, é possível estabelecer um senso de conexão, presen...
06/08/2026

A natureza move, revigora, regula e recepciona o peso do corpo. Nela, é possível estabelecer um senso de conexão, presença e conforto – auxiliando de forma importante nos processos ansiosos, depressivos ou no volume exaustivo do modo fazer sem vírgulas.

Na natureza, podemos desligar os alertas internos. É como se uma pele nova nascesse ali, no contato com o sol, com as águas, com a terra e outros elementos que suavizam as pupilas, que devolvem vivacidade, que autorizam uma horizontalidade sem pressa.

O sistema nervoso autônomo responde através do parassimpático ventral, possibilitando acesso aos estados de rendição, segurança e calma - tão necessários para preservarmos o saudável em nós. Nesse caminho, há uma preciosa redução de atividade no neocórtex: estreitamos o espaço habitual de tantos pensamentos e alargamos a guiança sábia dos sentidos.

Na natureza, podemos nos colocar mais perto de nós, do outro, da vida que pulsa. A respiração muda. É uma forma de manter também um grau de encantamento que nos sustenta, inclusive, naqueles dias tão sem encantos.

Se hoje for esse dia pra ti, recorda um lugar de natureza bonita em que já esteve. Pega uma fotografia, quem sabe. Imagine ou visualize seu corpo vivo ali, entregue. Respira nisso por um tempo lento. Veja o que aparece no corpo, no rosto, no jeito de estar. A imaginação também pode ser um recurso - lembremos.

do que você precisa?
05/08/2026

do que você precisa?

sou grata também pelo ordinário, querida vida.
04/08/2026

sou grata também pelo ordinário, querida vida.

“Eu confio mais no meu corpo do que na minha cabeça” -  escrevi essa frase no bloco de notas do celular após o primeiro ...
28/07/2026

“Eu confio mais no meu corpo do que na minha cabeça” - escrevi essa frase no bloco de notas do celular após o primeiro mês da avaliação neuropsicológica, em maio.

Naquela semana, seguia com os te**es de inteligência e cheguei em casa dorsalizada. Algo me colocou em hipoativação. Fiquei intrigada - o que pode ter sido tão ameaçador? No colapso postural, deitei por um tempo que não sei, faltava tônus, senti um enjoo fortíssimo e entendi que algo tinha saído da janela de tolerância. Minha cabeça estava em ebulição, apertada, exaurida. Parecia que tinha feito um esforço para além do que queria ou podia. Esgotada. Mas, com movimentos bilaterais, me regulei para ter condições de trabalhar naquela terça. Deu certo.

No dia seguinte, ao acordar, me veio esse insight: “é porque na minha experiência, estar no corpo sempre foi mais seguro”. Quando criança, eu não podia pensar muito, porque não podia fazer perguntas. Precisava resolver sozinha as minhas curiosidades, mas não tinha os meios e desisti dos meus questionamentos por muitos anos, mantendo-me silenciosa. Lembro que mainha até comprava revistas e livros de conhecimentos gerais, e eu os devorava com um grande apetite, lendo e relendo. Porém, os questionamentos ficavam desabrigados.

Mas olha só a importância de ter me colocado no processo de avaliação... essa devolutiva recente de AH/SD já ampliou alguns cuidados, a partir de um grau a mais de autopercepção. Por exemplo, entendi que não quero mais desistir das minhas perguntas nem as categorizar desimportantes ou bobas por não terem utilidade, muitas vezes; notei que se não reconhecer a aceleração dos pensamentos antes de ficar esgotada, vou soterrar minha vitalidade com frequência, e estou dedicada a criar recursos nisso; senti que quero uma relação mais amistosa com a minha cabeça também, sobretudo, sendo compassiva com o velho-conhecido-conflito-frustrante entre meu raciocínio e a expressão verbal.

Eu sou grata ao corpo, que mesmo através de tanta sensibilidade, foi o lugar no mundo mais seguro para estar durante todos os meus trinta e cinco anos. A minha escolha por estudá-lo não foi aleatória, e ele já sabia. Sigo contigo, corpo, e sou grata! 💛

Como diria Rubem Alves: “Nossos sentidos - visão, audição, olfato, tato, gosto - são todos órgãos de fazer amor com o mu...
27/07/2026

Como diria Rubem Alves: “Nossos sentidos - visão, audição, olfato, tato, gosto - são todos órgãos de fazer amor com o mundo, de ter prazer nele.”

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