28/05/2026
Essa foto pode parecer um post atrasado de Dia das Mães, mas não é. Ou pode ser também... Rsrsrs. E sim, é uma foto de IA, e Vicente e Bernardo estão levemente diferentes de como são na realidade. Mas a IA nos proporciona esse encontro, esse imaginar.
Minha mãe faleceu há exatos 30 anos. Eu tinha 16 anos. Obviamente ela não conheceu fisicamente Bernardo e Vicente, mas meu coração f**a quentinho só de tentar imaginar como seria.
A data de hoje me faz lembrar que eu já tenho mais tempo de vida sem minha mãe do que ao lado dela. Esses 16 anos iniciais parecem que duraram muito mais e marcaram muito mais. Mas também me dou conta que convivemos pouco, conheci pouco... Talvez eu só quisesse muito mais. E por isso eu amo ouvir histórias sobre minha mãe, como cada um conta de como ela era incrível e de como modificou as vidas de quem cruzou seu caminho.
É difícil imaginar como estaria minha mãe se estivesse viva, aos quase 83 anos. Ela, que sempre foi vaidosa, ativa, independente, trabalhava impecavelmente arrumada. Cabelos produzidos após uma noite com bobs, maquiagem, perfume importado, meia-calça, scarpin e tailleur. Mas, no fds, ela vestia o shortinho jeans, biquíni e o pé na areia pra manter esse bronze aí que a IA colocou nela.
Eu acho que ela não seria uma típica vovó de fazer bolo e tomar conta dos netos, mas seria muito carinhosa e levaria para a praia com certeza. Pediria comidas gostosas também. Talvez colocasse uma música alta e dançasse, mas dessa vez sem a desaprovação das filhas. A gente ia dançar juntas e matar os netos de vergonha.
E coincidência ou não, sábado tô lançando meu primeiro livro como coautora: Maternidade em Palavras. É um capítulo pequeno, mas simbólico e profundo para mim. Porque ele fala de mim, na verdade. Mas não tem como falar de mim sem falar da minha mãe e dos meus filhos.
Então penso que essa imagem de IA é uma versão de mim mesma. Porque vocês estão dentro de mim. Eu não seria quem sou sem vocês.
Obrigada!