31/05/2026
TIRANDO DUVIDAS SOBRE A TAL DIFICULDADE DE ENTRAR EM TRANSE!
Muitas pessoas imaginam que a hipnose terapêutica depende de um transe profundo, semelhante ao sono ou ao que aparece em apresentações de palco. Na prática clínica, porém, o fator mais importante não é a profundidade do transe, mas o estado emocional associado ao problema.
Quando alguém sofre com ansiedade, medo, raiva, culpa, insegurança ou traumas, essa pessoa já está entrando repetidamente em um tipo de transe natural: um foco intenso sobre determinadas emoções, pensamentos, imagens e sensações corporais. É esse estado que mantém o problema ativo.
Por exemplo, uma pessoa com ansiedade não sofre porque não consegue entrar em transe. Ela sofre porque entra facilmente em um transe emocional de preocupação, antecipação negativa e tensão física. O corpo reage, a imaginação cria cenários ruins, as emoções se intensificam e as crenças negativas parecem cada vez mais reais.
Na Terapia Psicobioenergética do Método Blindagem, utilizamos a hipnose para acessar e modificar esses estados emocionais que já existem naturalmente. Muitas vezes, a pessoa não precisa apresentar sinais clássicos de transe profundo. Basta estar conectada às emoções, sensações e experiências que sustentam aquele padrão para que o trabalho terapêutico aconteça.
O que gera transformação não é o quanto a pessoa parece "apagada" ou relaxada, mas sim sua capacidade de acessar os mecanismos internos que mantêm o problema e criar novas associações emocionais, corporais e cognitivas.
Por isso, costumamos dizer que o transe mais importante da terapia não é o transe hipnótico profundo. É o transe emocional que mantém a pessoa presa ao sofrimento. Quando esse estado é compreendido e transformado, a mudança acontece de forma muito mais efetiva e duradoura.