03/07/2016
Olá queridos!!! Estou de recesso do trabalho na linda Fortaleza, mas tem coisas que não dá pra desligar, como a cabeça de Fisio. 😊😊 Acompanhem rapidinho esse texto muito interessante que escrevi com carinho.
Eu estava no shopping Iguatemi em Fortaleza quando presenciei Mãe e filho (aproximadamente 8 anos) entrando no elevador. De repente, a porta do elevador se fecha e bate no ombro do menino. O garoto reagiu de forma tranquila, enquanto todos que estavam no elevador tomaram um susto e a mãe se desesperou. A mãe dizia "onde está doendo, filho?" (massageando a cabeça da criança). E o filho dizia "não está doendo mãe." A mãe insistentemente dizia "está doendo sim!!!"
Por mais que a criança dissesse que não estava sentindo dor, ela insistia; e por fim disse "tá dando uma de durão, mas quando sair daqui, sei que vc vai chorar e dizer que está doendo".
O comportamento de mãe protetora é normal, mas não se pode dizer quando uma criança deve sentir dor, pois o que ocorre neste momento é a educação de que "se bateu, doeu". O cérebro é ensinado que quando uma situação desse tipo acontecer, ele deve sentir dor. E automaticamente sentimos dor.
Quantas vezes você já viu uma criança correndo e de repente cair no chão? Observe que, na maioria das vezes, é apenas um pequeno tombo e elas ficam quietas. Quando os pais se aproximam com cara de apavorados, nervosos, perguntando se está tudo bem, onde machucou, onde ta doendo,... a criança começa a chorar.
Atos como estes, acontecem a todo momento e devemos vigiar as nossas palavras e ações para não educar o cérebro das crianças e no meu caso, o dos pacientes a este tipo de reprodução de comportamento.
Como isso acontece na nossa profissão? Quando o paciente reproduz um movimento e vc pergunta "e aí, doeu??"
Nao devemos induzir o que vai ocorrer em uma patologia, em um tratamento. O paciente deve ser capaz de construir a sua própria interpretação.
O nosso cérebro é capaz de construir grandes coisas. Não o subestime!!! Os nossos pensamentos, atitudes e ações cooperam para a compreensão
do que podemos sentir e na nossa melhora. E é por isso que o tratamento da dor crônica deve ser paralelo a uma nova programação de pensamentos, palavras e ações.
Rebeca Sodré - Fisioterapeuta