07/08/2026
À primeira vista, um pequeno tumor de Bexiga, de aspecto discreto, e até “bonitinho” à cistoscopia. Mas a aparência pode enganar.
O resultado anatomopatológico revelou um carcinoma urotelial papilífero não invasivo de alto grau.
Trata-se de um tumor fortemente associado ao tabagismo e que apresenta elevado risco de recorrência e de progressão para camadas mais profundas da bexiga, exigindo seguimento rigoroso e tratamento adequado.
Neste caso, após a ressecção completa da lesão, realizamos tratamento adjuvante com BCG intravesical, que continua sendo uma das principais estratégias para reduzir o risco de recorrência e progressão.
Mesmo com o tratamento correto, o paciente apresentou recidiva, reforçando uma das principais características dos tumores vesicais de alto grau: a necessidade de vigilância contínua, com cistoscopias periódicas e acompanhamento de longo prazo.
Na urologia, uma lesão pequena nem sempre signif**a uma doença pequena. O diagnóstico precoce e o seguimento adequado fazem toda a diferença.