Psicólogo Bruno Pscheidt

Psicólogo Bruno Pscheidt ❀ Enxergando a vida de forma diferente com os mesmos olhos de sempre ❀
⚘ Psicologia Histórico-Cultural | CRP 12/27167
✮ Agenda aberta

Falar sobre mães narcisistas costuma despertar reações muito intensas. E isso faz sentido. Muitas pessoas carregam marca...
29/07/2026

Falar sobre mães narcisistas costuma despertar reações muito intensas. E isso faz sentido. Muitas pessoas carregam marcas profundas de relações em que houve controle, manipulação, invalidação e sofrimento.

Mas existe uma diferença importante entre nomear uma violência e reduzir uma pessoa ao rótulo que damos a ela.

Quando transformamos alguém em um monstro, podemos até encontrar uma explicação rápida para a nossa dor. O problema é que deixamos de perguntar como esse modo de existir foi construído.

Nenhum comportamento humano surge fora da história. A forma como aprendemos a amar, controlar, depender ou buscar reconhecimento também é resultado das relações que vivemos e das condições sociais que atravessam nossa vida.

Isso não significa justificar violência, muito menos dizer que quem sofreu deve compreender antes de se proteger. Colocar limites continua sendo necessário.

Mas compreender é diferente de culpabilizar. É reconhecer que pessoas não nascem prontas e que, se quisermos interromper a repetição desses padrões, precisamos olhar para as condições que os produzem, e não apenas para quem os reproduz.

Quando pensamos em sonhos, quase sempre falamos sobre motivação, esforço ou coragem.Falamos pouco sobre acesso.Acesso a ...
21/07/2026

Quando pensamos em sonhos, quase sempre falamos sobre motivação, esforço ou coragem.

Falamos pouco sobre acesso.

Acesso a pessoas que já percorreram determinados caminhos.
Acesso à cultura.
À educação.
Ao tempo.
À segurança para arriscar.
À possibilidade de errar e tentar novamente.

Nenhum desses elementos garante que um sonho será realizado. Mas eles influenciam profundamente quais sonhos conseguimos imaginar.

Por isso, reduzir o futuro de alguém à falta de ambição ou de força de vontade costuma esconder uma pergunta muito mais importante: quais possibilidades essa pessoa encontrou ao longo da vida?

É difícil desejar aquilo que nunca fez parte do seu mundo.

✨️ Agenda aberta para novos atendimentos!

A proposta do post é refletir sobre como nossas formas de amar também são produzidas pelas condições concretas em que vi...
03/07/2026

A proposta do post é refletir sobre como nossas formas de amar também são produzidas pelas condições concretas em que vivemos.

Em diferentes momentos da história, grupos marginalizados construíram redes de cuidado que ultrapassavam a família tradicional. Pessoas LGBTQIAPN+, comunidades periféricas, movimentos sociais e tantas outras experiências demonstram que, diante da exclusão, a sobrevivência muitas vezes depende da capacidade de compartilhar afeto, trabalho, recursos e proteção.

Nesse sentido, a experiência não monogâmica também pode ser compreendida como uma forma de organizar o cuidado para além da lógica de que uma única pessoa deve suprir todas as necessidades afetivas, emocionais e materiais da outra.

Não se trata de afirmar que a monogamia é "errada" ou que a não monogamia é "melhor". Trata-se de reconhecer que as formas de nos relacionarmos também possuem uma história, uma função social e uma dimensão política.

Se nossas relações são construídas socialmente, elas também podem ser transformadas.

O que você pensa sobre essa perspectiva?

✨️ Agenda aberta para novos atendimentos!

A deficiência não é apenas uma característica do corpo. Ela também envolve história, identidade e a forma como a pessoa ...
22/06/2026

A deficiência não é apenas uma característica do corpo. Ela também envolve história, identidade e a forma como a pessoa se relaciona com o mundo.

Por muito tempo, a deficiência foi compreendida apenas pelo olhar da limitação individual, como algo que deveria ser corrigido ou superado. Porém, os estudos sobre deficiência mostram que essa experiência também é atravessada pelas estruturas sociais, pelas barreiras existentes e pela forma como a sociedade reconhece (ou exclui) determinados corpos.

Pensar a deficiência como identidade não significa reduzir a pessoa à sua deficiência, mas reconhecer que essa vivência faz parte da sua história, das suas relações e da sua construção enquanto sujeito.

Assim como outras diferenças corporais e sociais, falar sobre deficiência também é falar sobre direitos, pertencimento e sobre como construímos uma sociedade mais acessível e inclusiva.

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A arte costuma ser tratada como entretenimento, passatempo ou algo reservado para momentos de lazer. Mas seu papel em no...
16/06/2026

A arte costuma ser tratada como entretenimento, passatempo ou algo reservado para momentos de lazer. Mas seu papel em nossas vidas vai muito além disso.

Por meio da arte, entramos em contato com emoções, experiências e perspectivas que muitas vezes não encontram espaço em nossa rotina. Ela nos permite observar a realidade de outros ângulos, questionar aquilo que parecia natural e perceber que muitas das formas de viver que consideramos "normais" são, na verdade, construções históricas e sociais.

Quando uma música nos emociona, um livro nos marca ou um filme nos faz refletir, não estamos apenas consumindo uma obra. Estamos entrando em contato com formas diferentes de compreender o mundo e a nós mesmos.

Por isso, a arte não é apenas uma forma de expressão. Ela também é uma forma de ampliar a consciência sobre a realidade, criar novos sentidos para nossa experiência e imaginar possibilidades que antes pareciam invisíveis.

Qual obra de arte já mudou a forma como você enxerga a vida?

✨ Agenda aberta para novos atendimentos!

existe uma diferença entre cansaço e esgotamento.o cansaço descansa.o esgotamento continua.continua trabalhando, sorrind...
04/06/2026

existe uma diferença entre cansaço e esgotamento.

o cansaço descansa.
o esgotamento continua.

continua trabalhando, sorrindo, respondendo mensagem, tentando dar conta de tudo enquanto o sujeito desaparece aos poucos dentro da própria rotina.

nenhum sofrimento psíquico nasce apenas do indivíduo.

algumas formas de vida adoecem em silêncio.

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A clínica não é feita apenas de teoria.Nosso trabalho exige escuta, presença, atenção, sensibilidade e alteridade. E tud...
27/05/2026

A clínica não é feita apenas de teoria.

Nosso trabalho exige escuta, presença, atenção, sensibilidade e alteridade. E tudo isso também depende de como estamos vivendo fora do consultório.

Ler é importante.
Mas dormir bem, se alimentar, se movimentar, cuidar das relações e fazer terapia também são.

Compreender o outro também exige compreender a si mesmo.

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entre a correria da cidade e as cobranças de ter que funcionar o tempo todo, é possível construir um canto para existir....
11/05/2026

entre a correria da cidade e as cobranças de ter que funcionar o tempo todo, é possível construir um canto para existir.

acredito em uma psicologia mais humana, onde ninguém precise ser reduzido a um diagnóstico, rótulo ou ideia pronta.

por isso, escrevo, vivo e converso sobre sofrimento, afeto, relações, cansaço, existência e as formas como o mundo atravessa a gente.

psicólogo • atendimento online

Existe uma tendência muito forte de transformar pessoas em “tipos”.“Frio.”“Intenso.”“Tímido.”“Difícil.”“Ansioso.”“Assim ...
07/05/2026

Existe uma tendência muito forte de transformar pessoas em “tipos”.

“Frio.”
“Intenso.”
“Tímido.”
“Difícil.”
“Ansioso.”
“Assim desde criança.”

Mas o ser humano não é estático.

A forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos é construída historicamente ao longo da vida, nas relações sociais, nos afetos, nos conflitos e nas experiências que atravessamos.

Essa é uma das razões pelas quais é tão perigoso reduzir alguém a um rótulo fixo.

Porque pessoas mudam.
Se reorganizam.
Entram em contradição.
Se transformam.

✨️ Agenda aberta para novos atendimentos!

questionar não é se perderé se encontrar no meio do caminhomuitas vezes, o sofrimento não vem de “quem somos”mas dos pap...
15/04/2026

questionar não é se perder
é se encontrar no meio do caminho

muitas vezes, o sofrimento não vem de “quem somos”
mas dos papéis que fomos aprendendo a ocupar

quando a gente começa a questionar,
algumas certezas caem

e isso pode dar medo

mas também abre espaço
para viver com mais sentido

se algo em você tem pedido mudança,
talvez não seja algo para calar
mas para escutar

✨️ agenda aberta para novos atendimentos!

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