Dra Ellen Balielo Manfrim - Neuropediatra e Neurofisiologista Clínica

Dra Ellen Balielo Manfrim - Neuropediatra e Neurofisiologista Clínica Informações e atualidades sobre diversos tópicos abrangidos pela Neurologia Infantil.

Novo estudo publicado na Nature confirmou o que a gente vê no consultório todo dia: o maior fator de risco para o uso pr...
03/06/2026

Novo estudo publicado na Nature confirmou o que a gente vê no consultório todo dia: o maior fator de risco para o uso problemático de telas nas crianças não é o algoritmo, não é o YouTube, não é o jogo. É o comportamento dos pais em casa.

Quando o adulto está sempre com o celular na mão, coloca a TV pra rodar durante as refeições ou deixa o filho dormir com o aparelho no quarto, a criança aprende que isso é normal. E aprende rápido.

O que mais me preocupa não é o tempo de tela em si, é quando a criança não consegue mais parar, quando f**a irritada sem o aparelho, quando o sono vai embora e o rendimento na escola cai junto. Esses sinais mostram que o uso já saiu do controle.

Uma coisa que eu sempre orientamos: cuidado com a tela como recompensa. “Se você comer tudo, pode jogar” parece uma solução prática, mas cria um problema maior lá na frente. A criança passa a desejar ainda mais o aparelho, e os limites f**am cada vez mais difíceis de sustentar.

O que funciona, de verdade, é combinado em família. Regras simples, claras e que os pais também cumprem.

Antes de qualquer orientação pro filho, sempre perguntamos aos pais: e o seu próprio uso, como está? Porque nenhuma regra se sustenta sem exemplo.

🔗 Deslize pro lado e veja os principais achados do estudo.

No consultório, a gente vê isso toda semana.A família chega desesperada dizendo que a criança “regrediu”. E a primeira c...
26/05/2026

No consultório, a gente vê isso toda semana.

A família chega desesperada dizendo que a criança “regrediu”. E a primeira coisa que a gente faz, antes de qualquer outra coisa, é perguntar: está evacuando? Dormindo? Alguém olhou a boca, a garganta, o ouvido?

Porque muitas vezes, o que parece uma crise do autismo é uma dor que ela não consegue nomear.

Criança que não verbaliza não vai chegar no consultório e dizer “minha garganta está ardendo”. Ela vai parar de comer. Vai bater no rosto. Vai acordar toda noite sem motivo aparente. E quem não sabe disso vai tratar o comportamento, quando deveria estar tratando a amigdalite.

O carrossel acima mostra os sinais que a gente aprendeu a reconhecer ao longo de anos de consultório. Guarda. Usa. Compartilha com a equipe.

Descarte o corpo primeiro. Sempre.

✅Salva pra ter em mãos quando precisar.
✅Manda pra quem cuida de crianças autistas.

19/05/2026

E se o problema nunca tivesse sido a criança?

A gente passa tanto tempo tentando adaptar o aluno à escola que esquece de fazer a pergunta mais importante: essa escola está preparada para receber esse aluno?

Autismo não é um obstáculo. Mas há sim uma forma diferente de aprender, de sentir, de estar no mundo para os autistas. E quando o ambiente entende isso, a conversa muda completamente — deixa de ser “o que há de errado com essa criança” e passa a ser “o que podemos fazer diferente aqui.”

Isso é inclusão de verdade. Não é só matricular. É pensar na iluminação da sala, na rotina do dia, na forma como a instrução é dada, no espaço que esse aluno tem pra se regular. São escolhas que a escola faz — ou deixa de fazer — todos os dias.

Se você é mãe, pai ou cuidador de uma criança atípica e já saiu de uma reunião escolar sentindo que falaram mais sobre o que seu filho não faz do que sobre o que pode ser feito: você não está sozinha nisso.

Me conta aqui nos comentários: a escola do seu filho já caminhou nessa direção? 👇

Quando se fala em autismo, muita gente ainda espera por algo óbvio — uma criança que não fala, que não interage com ning...
15/05/2026

Quando se fala em autismo, muita gente ainda espera por algo óbvio — uma criança que não fala, que não interage com ninguém.

Mas os sinais costumam ser bem mais sutis. É a qualidade do contato visual. A br**cadeira que se repete. A fala que parece “menos funcional”. O “parece não ouvir” que passa despercebido dia após dia.

Na maioria dos casos, esses sinais já aparecem nos dois primeiros anos de vida. Reconhecê-los cedo faz toda a diferença — no diagnóstico, na intervenção, no desenvolvimento da criança.

Compartilhe. Mais famílias precisam saber disso.


06/05/2026

Todo dia eu atendo mães que chegam no consultório aliviadas achando que “ainda é cedo demais pra saber.”

Elas ouviram isso do pai da criança, da escola, da avó e até de profissionais da saúde. “Espera completar 3 anos.”
E eu entendo, porque essa informação ainda circula muito. Mas ela atrasa famílias que poderiam já estar agindo.

O autismo pode ser identif**ado muito antes dos 2 anos. Há estudos que mostram grande precisão do diagnóstico ao redor dos 14 meses. Não é achismo, é olhar clínico especializado somado a instrumentos validados de rastreio.

E acreditem: cada mês importa. O cérebro do bebê e da criança pequena tem uma capacidade de adaptação que vai diminuindo com o tempo. Intervir cedo não é exagero, é estratégia.

Então se você está sentindo que algo merece atenção — na forma como seu filho se comunica, como ele br**ca, como ele responde quando você chama — confie no seu instinto e busca uma avaliação.

Mãe que percebe cedo é mãe que muda história.💙

Toda semana a gente vê isso no consultório.A família chega dizendo que a criança “regrediu”, que as estereotipias voltar...
06/05/2026

Toda semana a gente vê isso no consultório.

A família chega dizendo que a criança “regrediu”, que as estereotipias voltaram, que está irreconhecível. E a primeira coisa que a gente pergunta é: quando foi a última vez que ela foi ao pediatra? Está evacuando bem? Tem dormido? Alguém olhou a boca dela recentemente?

Porque antes de ajustar qualquer conduta neurológica, a gente precisa ter certeza de que essa criança não está simplesmente com dor.

E não é raro. É frequente.

Criança autista que não verbaliza não vai chegar e dizer “minha garganta está ardendo” ou “meu dente está doendo há três dias”. Ela vai mostrar isso com o corpo — mais agitação, mais autolesão, mais choro, menos sono, recusa alimentar. E quem não sabe disso vai tratar o comportamento quando na verdade deveria estar tratando a amigdalite.

A neuropediatria e a pediatria precisam caminhar juntas. Sempre. Não dá pra cuidar do neurodesenvolvimento sem cuidar do corpo inteiro — e não dá pra ignorar um sinal físico só porque a criança tem autismo.

Se você é família: não normalize piora abrupta de comportamento. Procure o pediatra com urgência e conta exatamente o que mudou e quando.

Se você é profissional de saúde ou da educação: quando a criança autista sob seus cuidados mudar de comportamento do nada, pensa no corpo primeiro.

O carrossel acima explica as condições mais comuns — e mais silenciosas. Salva, compartilha, usa na sua prática.

Ela não consegue dizer onde dói. Mas a gente consegue investigar.


30/04/2026

É uma pena quando não conseguimos abrir o pensamento para o que a ciência já fala há tanto tempo. Uma pena ver que temos tanto a fazer, mas insistimos em fazer tão pouco.

Infelizmente, quem perde são as pessoas autistas. Pela falta de conhecimento, pela indiferença, pela negligência quando nos calamos e aceitamos aquilo que o sistema impõe. Triste e revoltante.

Ficar de braços cruzados nunca foi a solução, e continua não sendo.

A gente precisa falar sobre algo que quase ninguém menciona no consultório.Quando uma criança recebe o diagnóstico de TD...
29/04/2026

A gente precisa falar sobre algo que quase ninguém menciona no consultório.

Quando uma criança recebe o diagnóstico de TDAH, toda atenção vai pra ela — e faz sentido. Mas tem alguém que a gente esquece de olhar: a mãe. E o relacionamento dela.

A gente vê isso toda semana. Mães exaustas, sobrecarregadas, sentindo que estão sozinhas mesmo tendo um parceiro em casa. E não é frescura. É real.

O TDAH infantil impacta a dinâmica do casal de um jeito que pouca gente está preparada pra enfrentar. A rotina muda, o estresse aumenta, e se o parceiro não entende — ou não se envolve — o peso cai todo em cima de uma pessoa só.

Então, se você está passando por isso, precisa ouvir algumas coisas:
- Primeiro: você não errou na criação. TDAH é neurológico. Ponto.
- Segundo: o cansaço que você sente é legítimo. Não tem nada de errado em estar no limite.
- Terceiro — e esse é o mais importante: você não precisa dar conta sozinha. Parceiro presente, família envolvida, rede de apoio — isso não é ideal, é necessidade.

A gente preparou esse carrossel especialmente pra você. Salva, compartilha com quem precisa ver, manda pro seu parceiro se for o caso.

Porque quando a família entende e se une, tudo muda. Pra criança. Pro casal. Pra você.

Com carinho,


neuropediatra

Tem muita informação errada sobre autismo circulando por aí. E o problema não é só que ela é falsa — é que ela atrasa di...
23/04/2026

Tem muita informação errada sobre autismo circulando por aí. E o problema não é só que ela é falsa — é que ela atrasa diagnóstico, atrasa tratamento e ainda faz a família se sentir culpada no processo.

Esses são os mitos que a gente mais escuta no consultório. Semana após semana, família após família.

Abre o carrossel e conta: qual desses você já ouviu?
⬇️ Salva e manda pra quem precisa ver.

Eu sempre acreditei que os ciclos precisam ser encerrados para que novos se iniciem.Hoje encerrei um ciclo lindo de 5 an...
18/04/2026

Eu sempre acreditei que os ciclos precisam ser encerrados para que novos se iniciem.

Hoje encerrei um ciclo lindo de 5 anos, cheio de momentos memoráveis, cheio de conquistas, cheio de pessoas para guardar no coração.

Tenho muito orgulho em dizer que a INTEGRAR de SAP foi a primeira equipe interdisciplinar da região, com atendimento totalmente baseado em ABA. Ajudamos muitas famílias ao longo desses anos. Construímos um legado.

E tenho certeza que esse legado seguirá firme sobre o comando da .neuropediatra , com essa equipe competente e dedicada formado por todas vocês .fono .fono .angela.toneti .neuro.psicopedagoga .ferreiraca .

Obrigada a todas pela parceria desses anos! Por se dedicarem e entenderem que sem esforço não há crescimento! Vocês cresceram… muito! Nem imaginam o quanto! E tenho orgulho de ter presenciado isso.💙

Sigam firmes, e continuem esse trabalho único e maravilhoso, que determina tantas mudanças na vida das crianças! Continuem voando, equipe! Vocês merecem - e nossas crianças também!

Até logo, SAP!

Com muito carinho e gratidão,

Endereço

Avenida Tiradentes 1975
Santa Cruz Do Rio Pardo, SP
18900-000

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