Psicóloga Rayssa Madalena Feldmann

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Você chegou até aqui carregando uma cobrança que talvez ninguém mais te imponha com tanta força quanto você mesma.E, ain...
02/06/2026

Você chegou até aqui carregando uma cobrança que talvez ninguém mais te imponha com tanta força quanto você mesma.

E, ainda assim, seguiu.
Mesmo cansada.
Mesmo duvidando.
Mesmo acreditando que precisava fazer mais, ser mais, entregar mais.

Mas e se o seu crescimento não dependesse apenas de exigência?

E se a gentileza consigo mesma também pudesse ser um caminho?

A autocobrança pode até impulsionar alguns passos, mas dificilmente sustenta uma caminhada inteira.
Talvez esteja na hora de trocar a pergunta “o que ainda me falta?” por “o que eu já construí até aqui?”.

✨ Reconhecer a própria trajetória não é acomodação. É consciência.

Qual foi a última vez que você reconheceu o seu valor sem precisar provar nada para ninguém?

“Quando falamos em segurança no trabalho, ainda pensamos primeiro em capacetes, luvas e normas técnicas.Mas quem cuida d...
28/05/2026

“Quando falamos em segurança no trabalho, ainda pensamos primeiro em capacetes, luvas e normas técnicas.

Mas quem cuida daquilo que não aparece?
Da sobrecarga silenciosa, do esgotamento, da pressão constante e dos riscos psicossociais que atravessam o cotidiano das equipes?

Foi sobre isso que estivemos reunidos no 85º Happy Hour Jurídico da OAB Santa Cruz do Sul, discutindo a NR-1, saúde mental e os novos desafios jurídicos do trabalho.

Mais do que uma exigência normativa, olhar para a saúde mental nas organizações é construir ambientes mais humanos, sustentáveis e produtivos. Empresas que escutam, previnem e acolhem não apenas reduzem riscos — fortalecem pessoas.

Agradecemos à OAB pela oportunidade de dialogar sobre um tema tão urgente e necessário.
Que esse seja apenas o começo de conversas mais profundas dentro das empresas. 🌿

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Nem toda mãe cabe na imagem idealizada que o mundo insiste em mostrar.Existe cansaço, culpa, silêncio, ambivalência.Exis...
10/05/2026

Nem toda mãe cabe na imagem idealizada que o mundo insiste em mostrar.
Existe cansaço, culpa, silêncio, ambivalência.
Existe também uma maternidade profundamente humana — feita de tentativas diárias de sustentar alguém enquanto, muitas vezes, também tenta sustentar a si mesma.

Winnicott dizia que “o precursor do espelho é o rosto da mãe”. Talvez porque, antes de conhecer o mundo, um bebê primeiro se reconhece no olhar de alguém que o vê, acolhe e permanece.

Maternar não é sobre perfeição.
É sobre presença. Sobre continuar.
Sobre amar também através das falhas e da humanidade possível. É sobre sobreviver aos próprios medos para continuar sendo abrigo. É seguir oferecendo presença mesmo nos dias em que tudo dentro também pede colo.

E hoje, este texto também abraça quem vive essa data atravessado pela ausência.
Há mães que partiram, mas seguem habitando a memória, os gestos, a forma de amar e existir no mundo.

Que neste Dia das Mães exista espaço não apenas para homenagens idealizadas, mas também para acolher o invisível, o sensível a saudade, as renúncias e, tudo aquilo que sustenta uma vida em silêncio.

Que toda mãe possa, ao menos, lembrar que não precisa ser perfeita para marcar uma vida profundamente. Às vezes, aquilo que sustenta alguém por toda a existência começou apenas assim: em um rosto que acolheu, permaneceu e disse: “você pode existir aqui”

Feliz dia, para todas as maternidades possíveis e reais!🤍

Quem cuida de quem cuida na sua empresa?Falamos sobre metas, resultados, produtividade…mas pouco se fala sobre o que sus...
06/05/2026

Quem cuida de quem cuida na sua empresa?

Falamos sobre metas, resultados, produtividade…
mas pouco se fala sobre o que sustenta tudo isso: as pessoas.

Em ambientes de trabalho cada vez mais exigentes, falar de saúde mental deixou de ser um diferencial — tornou-se necessidade.

Essa foi uma pausa para olhar para quem educa.
Mas poderia ser para quem lidera, cuida, entrega, sustenta.

Porque por trás de toda função, existe um sujeito.
E quando ele adoece, o trabalho também sente.

Saúde mental no trabalho começa por reconhecer
que ninguém é só função. 🤍

A gente aprende, ao longo da vida, a valorizar o que é grande, marcante, extraordinário. Aquilo que muda tudo, que chama...
02/04/2026

A gente aprende, ao longo da vida, a valorizar o que é grande, marcante, extraordinário. Aquilo que muda tudo, que chama atenção, que pode ser contado como um acontecimento importante. Mas, na prática, a maior parte da vida não acontece nesses lugares. Ela acontece nos dias comuns, na rotina que se repete, nas conversas simples, nos encontros que não parecem signif**ativos no momento, nos intervalos entre uma tarefa e outra.

E, muitas vezes, é justamente aí que a gente se desconecta. Porque estamos sempre esperando algo maior, algo que dê sentido, algo que valide a sensação de estar vivendo. Como se o cotidiano fosse apenas um meio, um caminho até algo mais importante. Mas e se não for?

Você tem conseguido estar presente nos seus dias comuns, ou só sente que está vivendo quando algo diferente acontece? O que você tem deixado de perceber enquanto espera o extraordinário?

Talvez a questão não seja tornar a vida mais produtiva ou interessante, mas conseguir se relacionar com ela como ela é. Porque, no fim, é no comum que a vida se sustenta. E talvez seja justamente ali que ela pede para ser reconhecida.

A gente aprendeu, aos poucos, quase sem perceber,que parar é perder tempo.Que descansar é um luxo.Que existir precisa te...
26/03/2026

A gente aprendeu, aos poucos, quase sem perceber,
que parar é perder tempo.
Que descansar é um luxo.
Que existir precisa ter utilidade.

E assim, o sucesso deixou de ser caminho
e virou obrigação silenciosa.

No meio dessa pressa toda,
a subjetividade vai f**ando para depois.
Sentir f**a para depois.
Viver… ficou para depois.

E quando o descanso chega,
ele já vem com prazo para acabar.
Não é pausa —
é só intervalo entre uma cobrança e outra.

Porque uma vida guiada apenas pela produtividade
não sustenta o sujeito,
apenas a função.

E então a gente não descansa —
só se recupera para continuar funcionando.

Mas viver nunca foi só sobre funcionar.
A gente precisa estar na vida para viver…
e não só para diz que está vivo.

Vivemos numa era de picos editados e felicidades filtradas. A internet não nos mostra a vida, ela nos mostra os momentos...
19/03/2026

Vivemos numa era de picos editados e felicidades filtradas. A internet não nos mostra a vida, ela nos mostra os momentos que cabem numa tela. Mas a existência humana nunca foi uma sequência de auge. Foi sempre intervalo, ruído, dúvida, amor imperfeito e dias sem nenhuma epifania.

Hegel chamava isso de dialética: o movimento real da vida não acontece nos extremos, mas na tensão entre eles. O desconforto não é o oposto do crescimento, ele é o crescimento acontecendo.

Cuidar de si não é cultivar euforia. É ter a coragem de permanecer presente mesmo nos dias em que você não reconhece a si mesma. É suportar a opacidade dos momentos comuns sem precisar transformá-los em conteúdo. A saúde mental mais honesta que eu conheço não é a que está sempre bem. É a que criou espaço interno para não estar, e continua, mesmo assim.

Salva isso para quando o feed parecer que todo mundo chegou lá, menos você. Você não está atrasada. Você está sendo humana.

A forma como você fala de si mesma importa.Não porque palavras positivas apagam a dor — mas porque a narrativa que você ...
12/03/2026

A forma como você fala de si mesma importa.

Não porque palavras positivas apagam a dor — mas porque a narrativa que você repete sobre si vai moldando o lugar de onde você se enxerga.

“Eu sempre erro.” “Eu nunca termino nada.” “Eu estrago tudo.”

Essas frases parecem descrições. Mas muitas vezes são heranças. Coisas que alguém disse uma vez, que viraram voz interna, que viraram identidade. E o que era crítica externa foi f**ando dentro.
Mudar a perspectiva não é negar o que aconteceu. É perguntar: essa história ainda é minha, ou eu só nunca parei de repeti-la?

A análise é, entre outras coisas, um espaço para ouvir a forma como você se conta — e perceber onde a culpa tomou o lugar do cuidado.

A metáfora não resolve a vida de ninguém.Mas, às vezes, ela abre uma pequena fresta de entendimento.E quando algo passa ...
06/03/2026

A metáfora não resolve a vida de ninguém.
Mas, às vezes, ela abre uma pequena fresta de entendimento.

E quando algo passa a fazer sentido, mesmo que só um pouco,
o caminho já começa a se mover de outro jeito.

Neste post compartilho algumas das metáforas que surgiram ao longo da minha prática clínica, e que de alguma forma, ajudam a olhar para a vida com mais curiosidade, cuidado e complexidade.

26/02/2026

Esse áudio da fez tanto sentido pra mim quando ouvi… porque não é incomum o número de vezes que a gente ignora os próprios sinais, empurra o cansaço, silencia o corpo, como se dar conta de tudo não fosse opcional.

Você tem se permitido recarregar, ou só tem funcionado no modo economia de energia?

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Rua Fernando Abott, 380, Edifício Policlínicas/Sala 102
Santa Cruz Do Sul, RS
96810-148

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