06/09/2026
“Se eu tivesse deixado ele em casa, isso não teria acontecido.”
Ontem o dia estava chuvoso, com ventania.
No fim da tarde, olhei para o meu marido e falei:
“Vamos dar uma volta? Vamos levar as crianças para brincar na pracinha?”
Pegamos as bicicletas e fomos.
Meu filho estava correndo, brincando, sendo criança.
Até que ele caiu.
E quebrou o braço.
E, como mãe, é inevitável que aquele pensamento apareça:
“E se eu tivesse f**ado em casa?”
“E se eu tivesse deixado ele assistir televisão?”
“E se eu não tivesse levado as crianças para a pracinha?”
Mas, pensando com calma, eu percebi que não quero alimentar esse tipo de pensamento.
Porque acidentes acontecem.
Não foi porque eu escolhi sair de casa.
Não foi porque eu deixei meu filho brincar.
Não foi porque eu fiz uma escolha errada.
Foi uma eventualidade.
E, graças a Deus, ele está bem.
O osso vai colar.
Ele vai se recuperar.
E, principalmente, ele estava fazendo algo que crianças precisam fazer:
brincando, correndo, se movimentando, vivendo.
A maternidade não pode ser construída em cima do medo de que alguma coisa aconteça.
Porque, se a gente tentar evitar todo e qualquer risco, também pode acabar evitando que nossos filhos vivam.
Então hoje eu quero deixar uma reflexão para outra mãe que talvez esteja se culpando por alguma coisa:
Nem tudo que acontece com nossos filhos é consequência de uma escolha errada nossa.
Você pode ser uma mãe cuidadosa, presente, atenta e ainda assim não conseguir impedir todos os acidentes, todas as quedas, todas as dores.
E tudo bem.
Hoje, eu escolho não olhar para ontem pensando:
“Eu deveria ter f**ado em casa.”
Eu prefiro pensar:
“Graças a Deus, ele estava brincando. E graças a Deus, vai f**ar tudo bem.”
Porque criar filhos também é aprender a aceitar que não temos controle sobre tudo. 🤍