Ellen Assis Psicóloga e psicanalista | Clínica 0-3, crianças, adolescentes e adultos | Online e presencial

Dizer não também é dizer "eu estou aqui". 🤍Continuando o que comecei no post anterior (sobre a bola, a TV e o "Arteiro",...
19/08/2026

Dizer não também é dizer "eu estou aqui". 🤍

Continuando o que comecei no post anterior (sobre a bola, a TV e o "Arteiro", do Picolé de Limão): sustentar um limite não é sobre medo ou punição. É sobre acolher o desejo sem autorizar o ato — e mostrar, aos poucos, que nossos atos têm efeito sobre o outro.

É aí que a criança descobre que o mundo não é uma extensão do próprio desejo. E é nesse encontro que ela vai construindo um lugar pra si.

E você, o que achou dessa história? Estamos com medo demais de dizer não às crianças? Me conta nos comentários. 👇

Quer conhecer a história completa? Episódio "Arteiro", no Não Inviabilize, dentro do Picolé de Limão. 🎧

E se o problema nunca tivesse sido a bola? 🎾No episódio "Arteiro", do Picolé de Limão, uma tarde de brincadeira termina ...
17/08/2026

E se o problema nunca tivesse sido a bola? 🎾

No episódio "Arteiro", do Picolé de Limão, uma tarde de brincadeira termina com uma TV quebrada — e o que vem depois é o que realmente importa: a negação da responsabilidade, até a Justiça precisar intervir.

Isso me fez pensar no NÃO. Não como proibição vazia, mas como aquilo que apresenta à criança um mundo que existe além do seu desejo. O outro. O limite. A consequência.

No próximo post eu continuo esse raciocínio: como sustentar um não sem cair no autoritarismo — e o que isso constrói na criança. 🤍

Quer ouvir a história completa? O episódio "Arteiro" está no Não Inviabilize, dentro do Picolé de Limão. 🎧

Como eu falei no post anterior (se você ainda não viu, vale a pena) — o limite não é o oposto do amor.Na psicanálise, a ...
05/08/2026

Como eu falei no post anterior (se você ainda não viu, vale a pena) — o limite não é o oposto do amor.

Na psicanálise, a palavra que delimita rompe a ilusão de que o outro existe para satisfazer cada necessidade, e abre espaço pra criança existir como sujeito.
Protegemos uma criança não poupando-a de toda falta, mas permanecendo ao lado dela enquanto ela atravessa essa falta.

No fim, o que ela guarda não é o "não" — é a certeza de que, mesmo frustrada, continuou sendo amada. E talvez seja isso que, um dia, ela vai chamar de segurança.

Esse é o "não" que não diminui uma criança. É o "não" que lhe oferece um lugar no mundo. (Parte 2/2) ♡

Nem todo "não" é rejeição. Existe um "não" que interrompe um impulso sem interromper o amor.Mas por que dizer "não" é tã...
01/08/2026

Nem todo "não" é rejeição. Existe um "não" que interrompe um impulso sem interromper o amor.

Mas por que dizer "não" é tão difícil pra gente, como adultos? Porque isso também nos mobiliza — desperta culpa, medo de decepcionar, medo de perder o amor do filho. E aí, muitas vezes, cedemos. Não porque a criança precise, mas porque nós não suportamos vê-la frustrada.

Só que crescer exige encontrar um mundo que não responde a todos os desejos na hora.

No próximo post, eu conto por que esse limite é, na verdade, uma das formas mais profundas de amor. (Parte 1/2) ♡

Como um bebê deixa de ser apenas uma extensão de quem o cuida e passa a ser um sujeito com a sua própria individualidade...
23/07/2026

Como um bebê deixa de ser apenas uma extensão de quem o cuida e passa a ser um sujeito com a sua própria individualidade? 🌱✨

Ao longo desta série de vídeos, exploramos as bases do desenvolvimento psíquico infantil e percebemos que tudo se resume a duas dinâmicas essenciais: as funções materna e paterna.

Não se trata de papéis de gênero ou da busca por ser um cuidador perfeito. Trata-se da dança constante entre acolher (investir e nutrir) e impor limites (separar e lidar com a recusa). É exatamente nesse espaço construído entre os dois que a criança ganha asas e estrutura para crescer. 🤍

Deslize no carrossel para ler o resumo de tudo o que falamos e guarde este post para consultar sempre que precisar! 👆

16/07/2026

O que faz um bebê se tornar sujeito? 👶✨

Para fechar nossa série, trouxemos a síntese do que é essencial na constituição psíquica do bebê: a tensão equilibrada entre a função materna e a função paterna.

A função materna: acolhe, sustenta, investe e conecta.

A função paterna: limita, separa, introduz a diferença e o mundo externo.

Não existe "mãe perfeita" ou "pai perfeito". O fundamental é que existam esses dois espaços: o do afeto que acolhe e o do limite que constitui. É no meio desse movimento que a criança deixa de ser apenas objeto do outro e nasce como um sujeito único.

💾 Salve este vídeo para rever depois e compartilhe com pais e mães que estão vivendo essa fase!

08/07/2026

Nem sempre o que sentimos é fácil de explicar. 💭

Às vezes, por trás da ansiedade, do cansaço ou da dificuldade de dizer "não", existem emoções que precisam ser acolhidas e compreendidas.

A terapia é um espaço seguro para olhar para si com mais gentileza, desenvolver autoconhecimento e construir uma vida mais leve.

✨ Cuidar da saúde mental também é um ato de coragem.

O que mais chamou sua atenção neste vídeo? Conta aqui nos comentários. 💚

01/07/2026

O que o choro de um bebê revela sobre as funções materna e paterna? 👶✨

Diante do choro, a resposta imediata de oferecer alimento ou aconchego representa a função materna em ação. Mas a verdadeira qualidade dessa troca vai além: ela depende da capacidade do adulto de escutar e acolher a resposta do bebê — inclusive quando ele recusa o que foi oferecido. Essa sensibilidade para validar o limite do outro é o que chamamos de função paterna operando no dia a dia.

Quando o adulto ignora essas manifestações para manter o controle da situação, a clínica precoce nos mostra o risco de perturbações importantes na constituição do vínculo e do psiquismo da criança.

Mas afinal… essas funções precisam ser exercidas sempre pelas mesmas pessoas? Mãe só faz função materna e pai só faz função paterna? 🤔

No próximo vídeo, vamos aprofundar esse assunto. Fique de olho!

24/06/2026

Como os pais ou cuidadores moldam quem somos desde o primeiro dia de vida? 👶✨

Na psicanálise, as funções materna e paterna vão muito além de gênero ou laços biológicos. Elas se dividem em dois processos fundamentais que estruturam a nossa mente:

1️⃣ Alienação (Função Materna): O momento em que o bebê é acolhido pelo Outro. É o cuidado que traduz o choro, dá significado e introduz a criança no mundo das palavras e do afeto.
2️⃣ Separação (Função Paterna): O limite saudável. A força que mostra ao bebê que ele e a mãe não são uma única pessoa, abrindo espaço para que ele nasça como um sujeito único.

O equilíbrio entre esse acolhimento e o corte é o que permite um desenvolvimento psíquico saudável. 🧠

Quer ver como isso funciona na prática, em situações do dia a dia? No próximo vídeo, vou usar o exemplo do choro do bebê para te mostrar. Fique de olho! 👀💬

✨ Nos primeiros meses de vida, o bebê ainda está construindo a percepção de si mesmo e do mundo ao seu redor.É através d...
17/06/2026

✨ Nos primeiros meses de vida, o bebê ainda está construindo a percepção de si mesmo e do mundo ao seu redor.

É através das experiências de cuidado, acolhimento e vínculo que ele começa a desenvolver segurança emocional, confiança e sua própria identidade.

Cada olhar, cada gesto de afeto e cada resposta às suas necessidades contribuem para essa construção tão importante do desenvolvimento humano.

Compreender a infância é também compreender muitas das bases que sustentam a vida adulta.

💚 Cuidar dos vínculos desde o início faz diferença para toda a vida.

Se este conteúdo fez sentido para você, curta, salve e compartilhe com outras pessoas que se interessam por desenvolvimento infantil e saúde emocional.

Endereço

Santa Fé Do Sul, SP

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