11/05/2021
Quero contar um pouco mais sobre a minha relação com o meu corpo/aparência.
Já fui extremamente obcecada pela aparência, meu peso, minha beleza.
A pressão estética começou muito cedo, na adolescência (isso se não antes).
Eu lembro de ter uns 12 anos, e os “amigos” da vizinhança riam da minha cara pois era era bem magrela, riam por não ter seios e não ter “corpo”. Claro né? Uma criança de 12 anos e uma criança, não uma mulher.
E depois algumas pessoas falam que mulher amadurecem cedo! Piada né? Nos obrigam a ter que amadurecer antes dos meninos, pois temos bem mais responsabilidade e tarefas domésticas.
Enfim, lembro que me sentir triste por não ser mulher ainda, não ter seios e não ter corpo violão.
Fui crescendo e a pressão aumentou muito, parecia que o meu valor era só aparência, mais nada. Tinha que ser linda, magra, e que os homens precisavam me desejar. Na minha cabeça só isso importava.
Lembro de fazer dietas malucas, f**ar sem comer, gastar horrores em roupas que me fizessem mais mais velha.
Se eu não me sentia bonita, era o fim. Estava sempre maquiada, muito bem arrumada, sempre “impecável”.
Meu valor era estar bonita e nada mais importava.
Nosso aparência é apenas um pedaço nosso, e as vezes a gente se priva de cômida, de momentos prazerosos, tudo em busca de uma ditadura da beleza.
Se priva de sair de casa pq engodou, se priva de usar uma blusa justa pq mostra a barriga, se priva da roupa favorita só pq não está mais em “alta”.
A gente esquece que esse corpo nos permite abraçar quem amamos, esse corpo nos dá prazer, esse corpo nos permite viver coisas incríveis.
Precisamos começar a amar nosso corpo, ele é nossa história, nosso lar, nosso bem mais precioso.
Ame sua casa, ame seu corpo. A sociedade nos obriga a odiar nosso corpo, pois cada insegurança nossaa tem um produto milagroso, cada insegurança faz a gente gastar mais, estar presa a um padrão que não serve pra todo mundo.
Não é tarefa fácil amar o próprio corpo. Mas, é possível!
Continua nos comentários.