siltatto • Psicóloga e Especialista em Clínica Psicanalítica
• Atendimento de adolescentes, adultos e idosos

Nesta manhã de sábado, o Eixo de Literatura e Psicanálise, do , trabalhou “O arrebatamento de Lol V. Stein” de Marguerit...
29/11/2025

Nesta manhã de sábado, o Eixo de Literatura e Psicanálise, do , trabalhou “O arrebatamento de Lol V. Stein” de Marguerite Duras.

“Gosto de acreditar, porque a amo, que se Lol se fala na vida é porque acreditou, por um instante fugidio, que essa palavra poderia existir. Na falta de sua existência, cala-se. Seria uma palavra-ausência, uma palavra-buraco, em cujo centro teria sido escavado um buraco, esse buraco onde todas as outras palavras teriam sido enterradas.”

Notas sobre o luto do livro “Análise” da Vera Iaconelli.“O luto não requer análise, ele só precisa acontecer. O que a an...
25/10/2025

Notas sobre o luto do livro “Análise” da Vera Iaconelli.

“O luto não requer análise, ele só precisa acontecer. O que a análise pode ajudar é a entender, quando ele não acontece, no que ele emperrou.
O luto é um trabalho, como dizia Freud, e, se nada pode acelerá-lo, muitas coisas podem retardá-lo ou impedi-lo.” (pg. 149)

“O luto é o que nos permite continuar a ter uma vida (…). O luto, no entanto, não acontece sem restos, deixando um trabalho permanente de elaboração a ser feito.” (pg.150)

“Os lutos nunca se completam totalmente (…). A ausência, então, é a condição do desejo, que só será feito parcialmente, deixando espaço para outros desejos, que, por sua vez, sempre deixarão a desejar.” (pg. 150)

“Ganhamos, perdemos, fazemos o luto, seguimos desejando” (pg. 151)

“A relação que supomos ter com o outro primordial, e com todos aqueles que o substituem, vem carregada da aspiração de fusão e unidade: não perder o outro, não ter que se separar. Mas o outro se ausenta não só porque “vai ali e já volta”, mas também porque nunca está inteiramente aqui conosco. Assumir que para além das contingências da perda do outro ele sempre foi inalcançável é reconhecer que há um impossível nas relações.”(pg. 151)

“Sendo a ausência a base do luto, e o luto condição para o desejo, há no começo uma falta irreparável que nos funda como sujeitos. Passamos a vida em busca de algo que se existisse nos inviabilizaria - uma contradição em si mesma.” (pg. 151)

“O que resistimos a perder junto com o objeto perdido? Nossa própria imortalidade (…)” (pg. 151)

“Junto com a dor da perda, passível de ser elaborada no luto, precisamos elaborar o lugar onde a perda se enroscou na nossa fantasia a ponto de não ser superável.”(pg.152)

“Fazer o luto é seguir em frente, recuperando a vida depois da rasteira, mesmo que carregando uma pedra no bolso.” (pg. 152)

Nesta manhã de sábado, o Eixo de Literatura e Psicanálise do  trabalhou o inquietante livro “Análise” da .iaconelli.Uma ...
18/10/2025

Nesta manhã de sábado, o Eixo de Literatura e Psicanálise do trabalhou o inquietante livro “Análise” da .iaconelli.
Uma obra prima e corajosa da psicanalista que solta o verbo sobre suas experiências pessoais e de quebra trás muita teoria. Para os analisantes, estudantes e simpatizantes da psicanálise é um prato cheio!

“Não há análise onde não houver implicação do analisante em relação ao seu sintoma.” (pg. 29)

Nesta manhã ensolarada do mês de setembro, o Eixo de Literatura e Psicanálise do , trabalhou “Um amor incômodo” da Helen...
13/09/2025

Nesta manhã ensolarada do mês de setembro, o Eixo de Literatura e Psicanálise do , trabalhou “Um amor incômodo” da Helena Ferrante.

“Eu era eu e era ela.”
“Olhei-me, sorri para mim mesma. Aquele penteado antiquado, em uso nos anos quarenta, mas já raro no final dos anos cinquenta, ficava bem em mim. Amalia existira. Eu era Amalia.”

Nesta manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do  trabalhou o livro “Tudo que você não soube” da Fernanda Young.“Um dia...
16/08/2025

Nesta manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do trabalhou o livro “Tudo que você não soube” da Fernanda Young.

“Um dia, pai, eu poderei explicar para meus filhos, porque terei entendido qual é o segredo para sobreviver ao abandono. E que, por mais incrível que pareça, todos têm o direito de partir.”

“Analisar não é consertar - operação, aliás, impossível. Resta dizer que uma ética da diferença é uma escolha que só pod...
14/08/2025

“Analisar não é consertar - operação, aliás, impossível. Resta dizer que uma ética da diferença é uma escolha que só pode antipatizar com todas as éticas do mesmo, quando elas regem a segregação do que é Outro.” (pg. 147/148)
Colette Soler

Hoje pela manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do  trabalhou “Lutas e metamorfoses de uma mulher” do Édouard Louis.“...
12/07/2025

Hoje pela manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do trabalhou “Lutas e metamorfoses de uma mulher” do Édouard Louis.

“Por que tenho a impressão de estar escrevendo uma história triste, sendo que meu objetivo era contar a história de uma libertação?”

Hoje pela manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do  trabalhou o clássico “Peter Pan” de J. M. Barrie. Revisitamos nos...
14/06/2025

Hoje pela manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do trabalhou o clássico “Peter Pan” de J. M. Barrie. Revisitamos nossas infâncias, que será sempre campo fértil de trabalho para avançar na vida.

Segue um trecho de Wendy com sua filha Jane:

- Ah, que época boa, quando eu sabia voar!
- E por que você não sabe mais voar, mamãe?
- Porque eu cresci, meu amor. Quando as pessoas crescem, elas não lembram mais como se voa.
- Por que a gente não lembra mais?
- Porque não somos mais alegres, inocentes e desalmados. Só quem é alegre, inocente e desalmado consegue voar.

Hoje pela manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do  trabalhou “Lavoura Arcaica” de Raduan Nassar.“O tempo é o maior t...
17/05/2025

Hoje pela manhã o Eixo de Literatura e Psicanálise do trabalhou “Lavoura Arcaica” de Raduan Nassar.

“O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim…”

A psicanálise traz a maternidade como uma função, para que o bebê cresça e se desenvolva, ele precisa ser nomeado, olhad...
11/05/2025

A psicanálise traz a maternidade como uma função, para que o bebê cresça e se desenvolva, ele precisa ser nomeado, olhado, investido.

É preciso que alguém suponha o que o bebê sente, o que o bebê quer, e é a partir desse olhar cuidadoso e dessas nomeações que o bebê vai se tornando sujeito - sujeito desejante.

O primeiro grande Outro primordial, a mãe!

À quem me olhou e investiu em mim até o final da vida, que hoje habita cada vez mais e maior dentro de mim, minha mãe. E a quem me dá a oportunidade dessa experiência visceral que é o maternar, a minha filha. Meus agradecimentos!

Feliz dia para quem exerce a função materna!
Feliz dia das mães!

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