Dulcinéia Mello Psicóloga

Dulcinéia Mello Psicóloga Atendimento psicológico para jovens e adultos. ABORDAGEM PSICANALÍTICA

04/06/2026

Quantas vezes você já mudou a forma de agir, falar ou até de se posicionar por medo do que os outros poderiam pensar?

A verdade é que sempre haverá alguém com uma opinião sobre você. E tentar controlar isso é uma batalha que nunca termina.

Na psicanálise, entendemos que o desejo de ser aceito pode nos afastar daquilo que realmente somos. Quando vivemos apenas para corresponder às expectativas alheias, acabamos deixando nossa própria verdade em segundo plano.

Liberdade não é fazer com que todos gostem de você. Liberdade é sustentar quem você é, mesmo quando isso não agrada a todos.

Você não tem controle sobre o olhar do outro. Mas pode escolher não construir sua vida em função dele.

O que muda na sua vida quando você para de buscar aprovação o tempo todo?

26/05/2026

Tem coisas que passam pelo coração antes mesmo de virarem palavras.
E talvez seja por isso que tanta gente se sente não compreendida.

A gente fala a partir das nossas dores, experiências, medos e expectativas. O outro escuta a partir das dele. No meio desse caminho, muita coisa se perde.

Nem sempre o problema está no sentimento. Às vezes, está na forma como tentamos ser entendidos.

Comunicar também é ter coragem de ouvir além do que foi dito.

O corpo muitas vezes fala aquilo que a mente tentou suportar em silêncio.Existe um momento em que o excesso de cobranças...
16/05/2026

O corpo muitas vezes fala aquilo que a mente tentou suportar em silêncio.

Existe um momento em que o excesso de cobranças, dores emocionais reprimidas e necessidades ignoradas deixam de aparecer apenas nos pensamentos e começam a surgir no corpo. A exaustão emocional encontra uma forma de se manifestar.

Talvez você foi ensinada a se desconectar de si mesma para continuar funcionando. Aprendeu a engolir o choro, silenciar o cansaço e seguir mesmo quando já não conseguia mais. Mas o que não é elaborado emocionalmente, em algum momento, pede passagem.

O adoecimento nem sempre começa no corpo.
Às vezes, começa muito antes, na tentativa constante de suportar tudo sozinho

Escutar os próprios limites não é fraqueza.
Talvez seja a primeira vez que você está realmente se ouvindo.

Tem lugares, relações e situações que vão apagando a gente aos poucos.E por mais que exista amor, esforço ou esperança, ...
15/05/2026

Tem lugares, relações e situações que vão apagando a gente aos poucos.
E por mais que exista amor, esforço ou esperança, ninguém consegue florescer onde precisa sobreviver o tempo todo.

Curar também é reconhecer o que te machuca.
E às vezes, o primeiro passo da cura é ter coragem de sair daquilo que te adoece.

Tem um cansaço que não vem do corpovem do que você insiste em carregaragradar todo mundoreviver o passadoter medo de dec...
08/05/2026

Tem um cansaço que não vem do corpo
vem do que você insiste em carregar

agradar todo mundo
reviver o passado
ter medo de decepcionar
se comparar o tempo todo
tentar controlar tudo

isso pesa

e o pior
parece normal

mas não é

você não precisa continuar vivendo assim

a sua paz começa quando você questiona o que está carregando sem perceber

me conta
qual desses fardos mais te prende hoje?



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Tem gente que tenta preencher todo vazio correndo, se ocupando, se distraindo, se anestesiando. Mas nem todo vazio preci...
02/05/2026

Tem gente que tenta preencher todo vazio correndo, se ocupando, se distraindo, se anestesiando. Mas nem todo vazio precisa ser tapado.

A psicanálise nos ensina que o vazio não é um defeito. Ele pode ser espaço. Espaço para sentir, repensar, reorganizar a vida e dar lugar ao que ainda nem nasceu dentro de você.

O novo quase nunca chega em lugares lotados. Ele aparece quando algo se cala, quando uma fase termina, quando aquilo que já não serve vai embora.

Talvez o que hoje parece falta, amanhã seja começo.

Nem todo vazio é perda. Às vezes, é preparação.

Na clínica, é frequente encontrar sujeitos que carregam uma sensação persistente de não serem suficientes. Muitas vezes,...
21/04/2026

Na clínica, é frequente encontrar sujeitos que carregam uma sensação persistente de não serem suficientes. Muitas vezes, essa experiência remonta a uma infância em que o amor parecia condicionado ao desempenho, à obediência ou à “perfeição”.

Na vida adulta, isso frequentemente se traduz em uma busca incessante por aprovação e em uma sensação persistente de insuficiência — como se nunca fosse “bom o bastante”, mesmo diante de conquistas reais. Não se trata de falta de capacidade, mas de uma marca psíquica: o amor foi associado à exigência, e não ao acolhimento.
Muitas vezes, o trabalho terapêutico envolve justamente reconstruir essa experiência — criar um espaço onde o sujeito possa, pouco a pouco, existir sem precisar ser perfeito, e descobrir que pode ser aceito também em sua imperfeição.

Para informações e agendamento é só acessar o link que está na BIO.

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Dulcinéia Mello
Psicóloga Clínica - CRP 07/25653

A tristeza faz parte da experiência humana. Ela surge diante das perdas, das frustrações, das despedidas e dos silêncios...
27/02/2026

A tristeza faz parte da experiência humana. Ela surge diante das perdas, das frustrações, das despedidas e dos silêncios que a vida nos impõe. Sentir tristeza é sinal de que algo foi importante, de que houve vínculo, expectativa, desejo. É uma emoção legítima, que nos atravessa e, muitas vezes, nos ensina. A tristeza nos convida a parar, a refletir, a reorganizar sentimentos e prioridades. Ela dói, mas também transforma.
Já a depressão vai além da dor momentânea. Não se trata apenas de estar triste, mas de perder a capacidade de sentir — alegria, esperança, motivação e até mesmo a própria tristeza de forma viva. É como se a vida perdesse suas cores e seus significados. Enquanto a tristeza reconhece que algo foi sentido, a depressão pode trazer a sensação de vazio, de desconexão, como se nada mais pudesse tocar o coração.
Compreender essa diferença é fundamental para acolher a si mesmo e aos outros. Nem toda tristeza precisa ser patologizada, mas toda dor merece atenção e cuidado. Ao mesmo tempo, quando os afetos parecem desaparecer e o peso se torna constante e incapacitante, é importante buscar ajuda. Reconhecer os próprios sentimentos é um ato de coragem — e permitir-se sentir, seja alegria ou tristeza, é uma forma de permanecer vivo.
Sentir é existir. E mesmo nos dias cinzentos, a possibilidade de sentir ainda é um sinal de que a vida continua pulsando dentro de nós.

Quando um gatilho é acionado, não é o eu adulto que responde, mas uma parte do psiquismo fixada no tempo do trauma. Em F...
06/01/2026

Quando um gatilho é acionado, não é o eu adulto que responde, mas uma parte do psiquismo fixada no tempo do trauma.
Em Freud, o trauma que não pôde ser elaborado permanece ativo no inconsciente, retornando não como lembrança, mas como repetição.

O inconsciente é atemporal: aquilo que não foi simbolizado no passado irrompe no presente como afeto bruto, deslocado da situação atual. Por isso, certas reações parecem excessivas ou infantis — não são regressões voluntárias, mas efeitos de fixações libidinais constituídas em experiências precoces de desamparo.

O trabalho analítico visa transformar a repetição em possibilidade de elaboração, permitindo que o sujeito inscreva na palavra o que antes só podia ser atuado.

Segundo Gabor Maté, em “O Mito do Normal”, a desconstrução do ideal da mulher-mãe infalível é um ato profundamente liber...
20/12/2025

Segundo Gabor Maté, em “O Mito do Normal”, a desconstrução do ideal da mulher-mãe infalível é um ato profundamente libertador. Ao questionar esse modelo imposto, a mulher entra em contacto com a sua própria humanidade, reconhecendo limites, fragilidades e necessidades que durante séculos foram negadas. Esse processo rompe com um condicionamento cultural que exigiu silêncio, abnegação e perfeição, muitas vezes à custa da saúde emocional e física. Ao abandonar o mito, abre-se espaço para uma maternidade mais consciente, autêntica e saudável, onde cuidar de si deixa de ser egoísmo e passa a ser um gesto de resistência e cura.

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