05/07/2026
A FÉ QUE VEM DA CONSCIÊNCIA!
Por muito tempo, fomos ensinados que a fé é um conjunto de regras prontas, um pacote de dogmas guardado dentro de templos de pedra, doutrinas ou filosofias rígidas. Disseram-nos que ter fé é aceitar o invisível de olhos fechados,muitas vezes delegando o nosso poder ao julgamento de terceiros.
Mas a vida,com suas tempestades e reviravoltas,tem uma forma muito própria de nos despir dessas ilusões.Quando o chão racha sob os nossos pés e as estruturas externas desabam,somos forçados a olhar para dentro.
E,é no silêncio desse território sagrado, que ninguém pode confiscar,que descobrimos uma força de natureza totalmente diferente: a "fé que vem da consciência".
Essa fé,não se apoia em muletas externas. Ela não nasce do medo do castigo,nem da promessa de uma recompensa divina dada por um intermediário.Ela é filha da lucidez.
É o despertar de quem reconhece que a inteligência que rege o universo não está fora,mas habita a nossa própria essência.
Ter a fé que vem da consciência é caminhar na neblina sabendo que, embora o horizonte inteiro não esteja visível,o próximo passo será iluminado.
É,a certeza íntima e inabalável que brota, após termos recolhido os nossos próprios pedaços,olhado nos olhos dos nossos medos e dito: "Eu permaneço aqui,porque este solo eu construí".
Não se trata de uma crença cega,mas de um saber empírico.
É a fé de quem compreendeu as lições do tempo,de quem aprendeu a domar os leões da injustiça com a paciência do espírito e escolheu transformar a própria dor em sabedoria,em aroma que cura, em palavra que liberta.
Essa fé é um portal sem volta.
Ela não nos aliena do mundo; pelo contrário, ela nos ancora na realidade com uma dignidade inabalável. Quem vive a fé da consciência não busca mais aprovação ou validação externa,pois,compreende que a maior autoridade sobre a sua vida é a sua própria percepção desperta.
Mais do que um conceito para ser estudado,essa fé é uma substância para ser vivida,respirada e partilhada.É a fundação sólida de quem fincou suas raízes na verdade do próprio ser e, a partir de agora, decide governar os seus dias sob a luz da própria consciência.
Por TâniaMalheiros
Abraço luminoso