13/03/2018
Luto na Web
Pesquisas apontam que o Facebook possui 30 milhões de perfis abertos no site de pessoas que já morreram. A rede social tornou-se uma maneira em que os amigos e familiares encontraram de demonstrar seus sentimentos pela perda e prestar homenagens. É comum as pessoas alterarem a foto de seus perfis para o símbolo do luto ou então postar fotos e textos com homenagens.
Foi no Facebook que Amanda Tinoco, de 36 anos encontrou uma forma para processar seus sentimentos, a partir das mensagens de solidariedade que recebeu na rede, das visitas ao perfil virtual de Gabriel, seu filho de 16 anos que acabou falecendo após ser atropelado.
— Quando o acidente aconteceu, o Facebook acabou servindo como ferramenta de informação para nosso círculo de amigos, que passou a acompanhar a nossa luta durante o coma. O que vimos pela rede foi uma grande mobilização por meio de preces, mensagens de apoio e canalização de energia — lembra Amanda.
Em maio, com a aproximação do Dia das Mães, Amanda criou uma página na rede dedicada a mães que, assim como ela, perderam seus filhos.
— Isso foi importante, ajudou a formar uma rede de solidariedade. Só uma mãe nessa situação entende a dor que a morte de um filho provoca. Por isso, a cumplicidade encontrada nos ajuda — afirma, em referência à página “Mães para sempre”. — No meu caso, isso só foi possível por causa das redes.
O Facebook oferece a opção de transformar o perfil em um memorial e bloqueia qualquer tentativa de acesso ao perfil. Para isso, é preciso preencher formulário online, ou então cancelar a conta, aonde o internauta deve acessar outro formulário online e informar seu nome completo e e-mail (e também do usuário falecido), link do perfil, grau de parentesco e um atestado de óbito.
*Agradecimento a Amanda Tinoco que autorizou a utilização da sua entrevista, e colocou-se a disposição da Funerária São Martinho para compartilhar a sua história de vida e que dessa forma, sirva de exemplo para ajudar muitas pessoas que também passam por essa situação.