Dra. Maryanne Vale

Dra. Maryanne Vale Pediatra RQE7320

12/09/2026

Vi esse vídeo da Bárbara Carine e quis trazer aqui pra vocês esse alerta!

Bullying não é “brincadeira de criança”.

Racismo não é brincadeira.
Capacitismo não é brincadeira.
Humilhar, perseguir, excluir e atacar repetidamente alguém por aquilo que ela é não pode ser normalizado como parte da infância.

E os pais precisam falar sobre isso antes que aconteça.

No Brasil, bullying e cyberbullying estão previstos como crime na legislação.

Mas quero que você ensine isso ao seu filho não apenas porque existem consequências legais.

Ensine porque existe uma pessoa do outro lado.

Uma criança que pode estar com medo de ir à escola.
Que pode estar se isolando.
Dormindo mal.
Mudando seu comportamento.
Sofrendo em silêncio.

E prestem bastante atenção: nossa responsabilidade não é somente perguntar:

“Será que meu filho está sofrendo bullying?”

Também precisamos ter coragem de perguntar:

“Será que meu filho está praticando bullying?”

Converse sobre racismo.
Converse sobre capacitismo.
Converse sobre neurodivergência.
Converse sobre respeito às diferenças.
E converse sobre aquilo que seu filho faz e recebe dentro das telas.

Não terceirize essa educação para a escola ou para a internet.

Ensinar uma criança a respeitar quem é diferente também é uma forma de proteger outras crianças.

07/09/2026

A pediatria mudou — e continua mudando. 💛

Muitas práticas que fizeram parte da nossa infância eram consideradas normais e, algumas delas, eram inclusive orientadas pelos próprios profissionais de saúde. Nossos pais e avós faziam o melhor que podiam com o conhecimento disponível naquela época.

E sabe o que é mais interessante? Algumas dessas práticas ainda são repetidas hoje, muitas vezes porque foram transmitidas de geração em geração: “minha mãe fez comigo e eu fiquei bem”, “sempre foi assim” ou “foi assim que me ensinaram”.

Mas a ciência avança. E quando surgem evidências melhores, nossas orientações também precisam mudar.

Por isso, não se trata de culpar mães, pais ou avós. Trata-se de oferecer informação atualizada, explicar o porquê das mudanças e ajudar cada família a tomar decisões mais seguras para suas crianças.

É também por isso que o acompanhamento com um pediatra que se mantém atualizado faz tanta diferença: algumas recomendações que parecem pequenos detalhes podem ter mudado bastante desde a nossa infância.

Cuidar também é estar disposto a aprender, desaprender e fazer diferente quando a ciência nos mostra um caminho melhor.

E você? Qual dessas práticas fizeram com você na infância? 👀
Conta aqui nos comentários. 💛

29/06/2026

A ciência mostra que relações afetivas seguras e estáveis são fundamentais para o desenvolvimento saudável do cérebro infantil. Em muitas famílias, os avós fazem parte dessa rede de vínculos, oferecendo presença, acolhimento e segurança emocional.

As pesquisas sobre avós e netos mostram que uma relação afetiva positiva pode contribuir para o bem-estar emocional das crianças e fortalecer a rede de apoio da família. Mais do que a convivência em si, é a qualidade desse vínculo que faz a diferença.

Na prática, isso significa que quando uma avó conta histórias, canta uma canção, prepara um bolo ou simplesmente segura a mão de um neto, ela oferece muito mais do que lembranças.

Ela ajuda a construir um ambiente de segurança, onde a criança aprende, se conecta e se desenvolve.

Em um mundo cada vez mais acelerado, talvez um dos maiores presentes que um avô ou uma avó possa oferecer não seja algo que se compra.

É tempo.
É presença.
É amor.

E, muitas vezes, essas memórias acompanham uma criança por toda a vida. ❤️

📚 Referências:
• Pulgaron ER, Marchante AN, Agosto Y, et al. *Grandparent Involvement and Children's Health Outcomes: The Current State of the Literature*. Families, Systems & Health. 2016.
• Wang Y, Chen X, Wang A, et al. *Grandparental Care and Child Mental Health: A Systematic Review and Meta-analysis*. Journal of Child Psychology and Psychiatry. 2024.

Nos primeiros meses de vida, o cérebro do bebê passa por um período de intenso crescimento e organização. Entre os 6 e 7...
05/06/2026

Nos primeiros meses de vida, o cérebro do bebê passa por um período de intenso crescimento e organização. Entre os 6 e 7 meses de idade, milhões de conexões neurais estão sendo fortalecidas à medida que a criança explora o ambiente por meio dos sentidos. Nessa fase, cada experiência contribui para a construção de circuitos relacionados à atenção, à percepção, à memória e à regulação emocional.

Quando muitos estímulos são apresentados ao mesmo tempo, especialmente por períodos prolongados, pode ocorrer uma situação de sobrecarga sensorial.

Brinquedos de plástico com cores muito vibrantes, luzes piscantes, músicas eletrônicas, telas e múltiplas funções podem ser altamente atrativos, mas também exigem um processamento sensorial mais intenso. Alguns bebês podem demonstrar sinais de cansaço ou desconforto diante desse excesso de informações, apresentando irritabilidade, agitação, dificuldade para manter a atenção em uma única atividade ou alterações no sono.

Opte por:

-Brinquedos de Madeira
-Mais contato com a natureza e ambientes externos
-Ler para sua criança
-Estimular o contato com instrumentos musicais
-Muito olho no olho, interação
-Diminua o seu próprio contato com tela perto do bebê e olhe mais para ele.
-Brinque de imitar, cantar e converse com sua criança!
-Muito chamego, carinho e paciência, pois é uma fase de muitas mudanças para esse cérebro!

Se essa irritabilidade persistir conte comigo para uma avaliação mais completa do neurodesenvolvimento!
Dra Maryanne do Vale.

E aí na sua casa essa fase também foi difícil?

30/04/2026

Você sabia que alguns bebês podem ter o quadril “mais soltinho” ao nascer?

Isso se chama Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) — e muitas vezes não dá sinais no começo.
👀 Fique atenta se o bebê:
• Abre menos uma perninha
• Tem dificuldade para abrir o quadril na troca de fralda
• Tem uma perna aparentemente mais curta

Bebês que nasceram sentados (pélvicos) têm maior risco, mesmo sem sinais!

Por isso, o exame do quadril faz parte das consultas de rotina — e, quando necessário, o pediatra pode pedir um ultrassom para avaliar melhor.
✨ Quando diagnosticado cedo, o tratamento é simples e com ótimos resultados.

💛 Cuidar cedo é proteger o movimento do seu filho no futuro.
bebes puericultura

28/04/2026
20/04/2026

"Eu não aguento mais o choro dele..." 🥺

Essa é uma das frases que ouço muito no consultório. E a minha resposta é sempre: o choro do seu filho é a voz dele tentando ser ouvida.

No espectro autista, a dificuldade na comunicação social faz com que o choro seja a ferramenta principal para lidar com o mundo. Se a gente foca só em "parar o choro", a gente cala a criança, mas não resolve o problema.

Precisamos mudar a pergunta de "Como eu faço ele parar?" para "O que ele está tentando me dizer?".

A neurociência explica: acolher o choro no momento da crise ajuda a regular o sistema nervoso, criando segurança para que a comunicação funcional possa ser desenvolvida depois.

Você já sentiu que o choro do seu filho era uma forma de conversa? Me conta aqui nos comentários como você lida com esses momentos. E Se você sente que precisa de uma pediatra que realmente entede seu filho para caminhar ao seu lado, conte comigo!

Para cuidar de uma criança com neurodivergencias precisamos entender como funciona seu cérebro e estudar bastante sobre comportamento!
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(Trechos desse incrível curta metragem)
Curta Metragem baseado no livro homônimo da renomada autora Cris Pàz (anteriormente conhecida como Cris Guerra), este delicado e comovente curta-metragem convida à reflexão sobre as emoções que silenciamos e os sentimentos que guardamos.

Produzido pela Navegantes Entretenimento, o filme dá vida à obra literária por meio de uma narrativa sensível, trilha sonora envolvente e performances vocais tocantes, reunindo uma equipe talentosa por trás e diante dos microfones.

🎥 Ficha Técnica do Curta

Direção e Roteiro: Joubert Amaral
Direção de Arte: Elton Caetano
Produção: Christopher Costa
Dublagem:
Rafael Miranda – Menino
Tarsila Paes Leme – Irmã
Joubert Amaral – Pai
Mariana Miranda – Mãe
Geferson Kern – Narrador de Futebol
Cris Pàz – Narração
Trilha Sonora: PH Lara

15/04/2026

Os primeiros mil dias de vida — desde a gestação até os 2 anos de idade — representam a fase mais importante para a construção da saúde de uma criança. É nesse período que o organismo está em intensa formação, e cada estímulo, nutrição e cuidado recebidos influenciam diretamente não apenas o presente, mas toda a vida futura.

Na puericultura, que é o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, esse olhar precoce faz toda a diferença. Quando associado a uma abordagem ampliada, como a pediatria integrativa e a homeopatia, conseguimos ir além do cuidado tradicional, promovendo uma avaliação profunda e individualizada da criança.

Um dos pilares desse acompanhamento é o rastreio precoce no neurodesenvolvimento. Através dele, é possível identificar sinais iniciais de transtornos como o autismo e o TDAH, muitas vezes ainda nos primeiros meses de vida. Essa identificação precoce permite intervenções mais eficazes, respeitando a individualidade de cada criança.

As intervenções podem incluir orientações específicas para o dia a dia, avaliação de fatores de risco, ajustes no ambiente, além de suplementação de vitaminas e minerais quando necessário. Também são indicadas, quando apropriadas, terapias complementares como fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, sempre com o objetivo de potencializar o desenvolvimento global da criança.

Tenho um pacote especial para teleconsultas para essa primeira infância, saiba mais no link da bio!

21/03/2026

É uma honra poder compartilhar a vida com vc! Hj dia internacional da Trissomia 21 (Sd. De Down), é dia de lembrar da diversidade, da inclusão e de entendermos o quanto cada ser completa nossas existência aqui nesse plano! Que juntos aprendemos e evoluímos!

Vc é nosso amor e nós ensina todo dia oq é o amor!



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Santarém, PA

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