13/06/2026
Enquanto muitos países procuram alternativas ao plástico feito a partir do petróleo, a engenheira química mexicana Sandra Pascoe Ortiz encontrou inspiração em uma planta muito comum no México: o cacto nopal.
A partir do suco extraído desse cacto, misturado com proteínas vegetais e ceras naturais, ela criou um tipo de bioplástico flexível. O material é descrito como biodegradável, não tóxico e capaz de se decompor na natureza em muito menos tempo do que o plástico tradicional, que pode permanecer no ambiente por centenas de anos.
O mais interessante nessa descoberta é que ela não surgiu da tentativa de inventar algo totalmente artificial do zero. A solução veio da observação de um recurso que já existia em abundância, fazia parte da cultura local e estava presente há séculos na agricultura e na alimentação mexicana.
O nopal sempre teve grande importância no México, tanto na culinária quanto no campo. Agora, além de alimento e símbolo cultural, ele pode ganhar um novo papel: ajudar a reduzir um dos maiores problemas ambientais do mundo, o acúmulo de resíduos plásticos.
É claro que esse material sozinho não vai acabar com a crise do plástico, porque nenhuma solução isolada conseguiria fazer isso. Mas ele mostra um caminho importante: usar recursos locais, naturais e acessíveis para criar alternativas reais aos materiais derivados de combustíveis fósseis.