06/09/2025
Esse é o resultado de minha pesquisa, realizada entre 2017-2019 quando, no crescimento da reação conservadora fui vasculhar o espéctro da ideologia de gênero e sua mobilização no campo político. Seu primeiro título foi "A ideologia da ideologia de gênero" mas ficou tautológico. Mas seu resultado foi feliz, por meio dos "críticos da ideologia de gênero", campo coeso que parte de teólogos católicos, se disseminando em movimentos pró-vida e chegando a lideranças parlamentares católicas e evangélicas, se inscrevem temores de transformação social no qual é possível vislumbrar as potencialidades dadas, no campo dos direitos reprodutivos, mas que em última instância revela um sistema econômico de exploração da força de trabalho que necessita da estabilidade de determinada noção de gênero sob a qual se inscreve uma divisão sexual do trabalho. A luta ideológica, além de criar um campo de hegemonia conservador conduz àquilo que Gayle Rubin chamou de uma "economia política-sexual". Se na sequencia naveguei para essa economia política, na qual tive que pensar a insustentabilidade de uma cisão que colocava as questões raciais e gênero deslocadas das questões econômicas é porque, mesmo de forma distorcida, o campo conservador vê a dependência das relações de exploração atreladas a determinado regime racial e de gênero. Quem quiser adquirir é só falar comigo in-box. Tenho também o vídeo de um encontro que realizei logo depois de concluir a pesquisa para quem quiser ver algumas discussões. https://lnkd.in/dSjGZpyU