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23/12/2023
O IMPACTO DE AÇÚCARES E ADOÇANTES NA MICROBIOTA INTESTINALHome  Bioma4me O impacto de açúcares e adoçantes na microbiota...
17/02/2022

O IMPACTO DE AÇÚCARES E ADOÇANTES NA MICROBIOTA INTESTINAL
Home Bioma4me O impacto de açúcares e adoçantes na microbiota intestinal
O açúcar está presente em vários alimentos e de diversas formas, o que favorece seu consumo exagerado. Contudo, perceber esses exageros pode ser difícil, seja por falta de entendimento do consumidor e/ou pela forma oculta na qual a apresentação do açúcar ocorre em diversos alimentos.

Isso significa que nosso corpo pode estar todos os dias exposto ao consumo exagerado de açúcar, mesmo que isso ocorra de maneira inconsciente.

E como a microbiota responde a isso? A dieta rica em açúcar acarreta prejuízos mediados em parte pela microbiota intestinal. A composição, funcionalidade e produtos metabólicos finais da microbiota intestinal respondem às mudanças dietéticas. Por exemplo, a alta ingestão de açúcares aumenta a abundância relativa de Proteobacteria no intestino, ao mesmo tempo que diminui a abundância de Bacteroidetes.

Assim, a alta ingestão de açúcar pode alterar o equilíbrio da microbiota, aumentar suas propriedades pró-inflamatórias e diminuir sua capacidade de regular a integridade epitelial e a imunidade da mucosa. Consequentemente, o alto teor de açúcar na dieta pode, por meio da modulação da microbiota intestinal, promover endotoxemia metabólica, inflamação sistêmica de baixo grau e o desenvolvimento de desregulação metabólica.



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Adoçantes artificiais não calóricos também podem levar a efeitos deletérios na microbiota intestinal. Ao passarem pelo trato gastrintestinal humano sem serem digeridos, a maioria dos adoçantes artificiais não calóricos influencia diretamente a microbiota intestinal. Uma parte desses adoçantes pode ser digerida total ou parcialmente, sendo absorvida e posteriormente excretada pela urina, mas também exerce efeitos consideráveis. A sucralose pode aumentar a resistência antimicrobiana de Escherichia coli e induzir fortes efeitos bacteriostáticos nas espécies de Streptococcus, particularmente devido sua capacidade de impedir a absorção de sacarose na maioria dos microrganismos.

Adoçantes também podem inibir seletivamente ou aumentar o crescimento de algumas bactérias, alterando assim o equilíbrio da microbiota intestinal, além de impactar a quebra de polissacarídeos e sua atuação em processos que facilitam a absorção de nutrientes. Alterações específicas induzidas por adoçantes incluem aumento da abundância relativa de Bacteroides fragilis, Weissella cibaria e Clostridiales, bem como a diminuição de Candidatus arthromitus.

Nesse sentido, pode-se dizer que o consumo crônico de dietas com alto teor de açúcares declarados ou ocultos, bem como o uso indiscriminado de adoçantes pode levar a muitos efeitos deletérios à saúde, além de impactar a composição e a funcionalidade da microbiota intestinal.

Para corrigir deficiências específicas, se fazem necessários estudos direcionados para entender a composição da microbiota intestinal. Saiba mais em: www.bioma4me.com.br

Referências:

Satokari R. High Intake of Sugar and the Balance between Pro- and Anti-Inflammatory Gut Bacteria. Nutrients. 2020 May 8;12(5):1348.

Adekunle Sanyaolu, Chuku Okorie, Abu Fahad Abbasi, Aleksandra Marinkovic, Stephanie Prakash, Risha Patidar, Priyank Desai and Zaheeda Hosein. Effect of Artificial Sweeteners on the Gut Microbiome. SCIOL Biomed 2021;4:179-183.

Basson AR, Rodriguez-Palacios A, Cominelli F. Artificial Sweeteners: History and New Concepts on Inflammation. Front Nutr. 2021 Sep 24;8:746247.

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O QUE O SEU INTESTINO DIZ SOBRE VOCÊ?Home  Bioma4me O que o seu intestino diz sobre você?A manutenção de um organismo sa...
17/02/2022

O QUE O SEU INTESTINO DIZ SOBRE VOCÊ?
Home Bioma4me O que o seu intestino diz sobre você?
A manutenção de um organismo saudável envolve interações entre diferentes circuitos orgânicos (células, tecidos, órgãos e sistemas) e sua sincronização com oscilações rítmicas (como o ciclo circadiano), determinadas por relógios centrais e periféricos, além da integração com compartimentos subcelulares (moléculas e organelas) e o diálogo entre o microbioma e o hospedeiro.

Particularmente nas últimas décadas, a microbiota intestinal (MI) tem sido estudada extensivamente no contexto da função gastrintestinal na saúde e na doença. Aprendemos que a microbiota pode atuar com efeitos locais e sistêmicos, impactando diversas condições clínicas.

Desequilíbrios ou desvios na MI podem comprometer a função a barreira intestinal (intestino permeável) e vice-versa, e estas alterações estão intimamente ligadas a doença inflamatória intestinal, doença celíaca, diabetes tipo 1 (na qual o intestino permeável pode desencadear a destruição imunomediada de células beta pancreáticas), diabetes tipo 2 (em que a hiperglicemia compromete as junções estreitas no epitélio intestinal) e a doença de Kawasaki (na qual a citocina pró-inflamatória interleucina [IL] -1b causa intestino permeável, que por sua vez, amplifica a inflamação cardiovascular).

O hábito intestinal e a presença de alguns sintomas e sinais também podem dizer muito sobre sua saúde.

A frequência de dores abdominais, náuseas, constipação, diarreia, sensação de evacuação incompleta, produção excessiva de gases e urgência para evacuar comprometem a qualidade de vida e precisam ser investigados. Alterações no aspecto das fezes (segundo escala de Bristol) revelam particularidades sobre seu formato e consistência, que podem se associar a diversidade e composição da MI. Nesse sentido, oscilações ao longo do tempo possivelmente correspondem a flutuações na composição da microbiota intestinal.



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Fenótipos de diarréia podem ser mediados por fungos, bactérias e vírus. Adiciona-se que Escherichia coli (E. coli), Shigella, Salmonella, Campylobacter, Clostridium difficile (C. difficile) e Aeromonas são considerados os principais patógenos de diarreia. Já nos casos de constipação, pode haver maior nível de espécies de Clostridium e Bifidobacterium, sendo que C. sporogenes, C. paraputrificum, C. fallax e C. innocuum podem ser os mais dominantes entre as espécies de Clostridium.

Para entender melhor o seu intestino e estabelecer relações entre sintomatologia e a presença de alterações em nível da MI, procure um especialista. No laboratório especializado Bioma4me você pode avaliar a sua microbiota e entender os possíveis desequilíbrios específicos em sua composição. Saiba mais em: www.bioma4me.com.br

Referências:

López-Otín C, Kroemer G. Hallmarks of Health. Cell. 2021 Jan 7;184(1):33-63. doi: 10.1016/j.cell.2020.11.034. Epub 2020 Dec 18. Erratum in: Cell. 2021 Apr 1;184(7):1929-1939.

Vork L, Penders J, Jalanka J, Bojic S, van Kuijk SMJ, Salonen A, de Vos WM, Rajilic-Stojanovic M, Weerts ZZRM, Masclee AAM, Pozuelo M, Manichanh C, Jonkers DMAE. Does Day-to-Day Variability in Stool Consistency Link to the F***l Microbiota Composition? Front Cell Infect Microbiol. 2021 Jul 20;11:639667.

Fan Y, Pedersen O. Gut microbiota in human metabolic health and disease. Nat Rev Microbiol. 2021 Jan;19(1):55-71. doi: 10.1038/s41579-020-0433-9. Epub 2020 Sep 4.

Li Y, Xia S, Jiang X, et al. Gut Microbiota and Diarrhea: An Updated Review. Front Cell Infect Microbiol. 2021;11:625210.

Ohkusa T, Koido S, Nishikawa Y, Sato N. Gut Microbiota and Chronic Constipation: A Review and Update. Front Med (Lausanne). 2019;6:19. Published 2019 Feb 12.

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DEPRESSÃO E MICROBIOTA INTESTINAL, AS BACTÉRIAS PODEM AUXILIAR DIAGNÓSTICOS MAIS PRECISOS?Home  Bioma4me  Depressão e mi...
16/05/2021

DEPRESSÃO E MICROBIOTA INTESTINAL, AS BACTÉRIAS PODEM AUXILIAR DIAGNÓSTICOS MAIS PRECISOS?
Home Bioma4me Depressão e microbiota intestinal, as bactérias podem auxiliar diagnósticos mais precisos?
Não é de hoje que se conhece o importante eixo intestino-microbiota-cérebro. Nos últimos anos, muitas pesquisas têm se debruçado sobre o tema para examinar a ligação entre alterações da composição da microbiota intestinal (MI) e problemas neuropsiquiátricos como depressão, ansiedade e autismo. A depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, e as terapias atualmente disponíveis nem sempre são efetivas ou são acompanhadas por efeitos colaterais indesejáveis. Neste sentido, novas abordagens para o tratamento da doença têm sido investigadas.

Dois estudos recentes indicam a forte relação do papel da MI em depressão. Mas afinal, quais as vias metabólicas envolvidas neste fascinante cenário?

O sistema endocanabinóide parece ser uma das ligações entre depressão e MI. Assim indica um estudo com animais livre de germes, que receberam transplante de microbiota f***l (TMF) proveniente de animais saudáveis ou com depressão induzida por estresse crônico. Os autores observaram distúrbios do humor e redução da neurogênese hipocampal, nos animais que receberam transplante f***l de camundongos deprimidos.

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A riqueza e diversidade alfa (Chao1 e índices de diversidade) foram significativamente reduzidas nos grupos S e PS em comparação com controles. Em nível de filo, grupos S e PS tiveram percentual de Firmicutes significativamente reduzido em comparação aos controles.

A análise metabolômica dos animais transplantados e deprimidos indicou metabolismo alterado de ácidos graxos, caracterizado por déficits em precursores lipídicos de canabinóides endógenos. Isso resultou em comprometimento da atividade do sistema endocanabinóide do cérebro, que poderia ter induzido depressão.

Os autores promoveram aumento dos canabinóides endógenos, por meio de bloqueio farmacológico das enzimas que os degradam, ou por dieta, e verificaram redução de sintomas depressivos nos camundongos, o que sugere papel promissor para intervenções dietéticas ou uso de probióticos para controlar/combater os sintomas de depressão.

Em relação a massa muscular destes indivíduos, observou-se correlação positiva (p < 0,05) entre Roseburia e Eubacterium e índice de massa muscular esquelética apendicular (IMMEA), indicando que serem esses gêneros mais abundantes em indivíduos com maior massa muscular.

E os achados vão além de estudos experimentais, em pacientes com transtorno depressivo maior não tratado (TDM – n= 118) e controles saudáveis (CS – n=118), pesquisadores chineses e americanos identificaram diferenças de abundância em 47 espécies bacterianas e 50 metabólitos. Entre as bactérias, citadas pelos autores, 18 espécies de Bacteroides estavam enriquecidas em TDM enquanto e 29 espécies estavam reduzidas nesta população, principalmente as pertencentes aos gêneros Blautia, Eubacterium e Clostridium. Curiosamente não foi observada diferença em nível de riqueza e diversidade microbiana entre pacientes com TDM e CS. Uma coorte de 38 pacientes tratados com TDM vs. 38 CS foi utilizada para validar os achados. Esta, mostrou que 6 biomarcadores (2 bactérias, 2 fagos e 2 metabólitos) tornaram possível discriminar entre pacientes com TDM e CS em ambas as coortes com precisão de mais de 90%.
Em conjunto esses resultados preliminares sugerem que a composição da microbiota e sua diversidade funcional estão associadas à sarcopenia. Essas alterações na MI, podem impactar negativamente vias metabólicas relacionadas à produção de energia celular, processamento de proteínas e transporte de nutrientes, e indicar um metagenoma mais pró-inflamatório devido ao enriquecimento de LPS em pacientes sarcopênicos ou com risco para sarcopenia. Estudos futuros com amostras mais robustas são necessários para confirmar os mecanismos de participação da MI nessa hipótese.

Os pesquisadores mostraram ainda que os níveis de GABA f***l e seus metabólitos relevantes (N- acetilornitina, prolina, oxoprolina e glutationa) diminuíram em pacientes com TDM em relação ao CS. Esses achados sugerem que os níveis fecais de GABA em pacientes com TDM podem ser modulados por um conjunto de microrganismos intestinais, que, por sua vez, implicam no desenvolvimento da doença.

Essas descobertas fornecem novas direções para compreender a fisiopatologia de TDM, bem como podem auxiliar na realização de diagnósticos mais apurados e abrir novas possibilidades para o tratamento complementar de transtornos depressivos por meio do manejo da composição da microbiota intestinal e seus metabólitos.

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Referências:

• Chevalier G, Siopi E, Guenin-Macé L et al. Effect of gut microbiota on depressive-like behaviors in mice is mediated by the endocannabinoid system. Nat Commun. 2020 Dec 11;11(1):6363.

• Yang J, Zheng P, Li Y et al. Landscapes of bacterial and metabolic signatures and their interaction in major depressive disorders. Sci Adv. 2020 Dec 2;6(49):eaba8555.

Liu QF, Kim HM, Lim S, Chung MJ, Lim CY, Koo BS, Kang SS. Effect of probiotic administration on gut microbiota and depressive behaviors in mice. Daru. 2020 Jun;28(1):181-189.

• Lukić I, Getselter D, Ziv O, Oron O, Reuveni E, Koren O, Elliott E. Antidepressants affect gut microbiota and Ruminococcus flavefaciens is able to abolish their effects on depressive-like behavior. Transl Psychiatry. 2019 Apr 9;9(1):133.

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15/04/2021

05 COISAS QUE EU NÃO SABIA QUE ERA DISBIOSE

Com o avanço dos estudos em sequenciamento genético, alterações na composição da microbiota intestinal vem sendo cada vez mais associadas à condições de doença. Ao promover o aumento da permeabilidade e inflamação intestinal, a presença de disbiose pode desencadear sintomas e doenças inflamatórias intestinais e extra-intestinais. Algumas destas condições são descritas a seguir:

– Alergias alimentares: Pesquisas recentes apontam para o papel da microbiota intestinal na patogênese e curso da alergia alimentar. Estudos de coorte em humanos mostraram que diferenças na microbiota intestinal podem estar associadas à sensibilização a alérgenos alimentares. Em crianças com alergia alimentar (por exemplo alergia ao leite ou alergia ao ovo) foi observado microbiota intestinal distinta a de crianças saudáveis, com enriquecimento de Lachnospiraceae e Ruminococcaceae em crianças com alergias (1). A variação na microbiota intestinal também tem sido associada a diferenças na história natural da alergia alimentar. Entre os bebês com alergia à proteína do leite de vaca (APLV), aqueles cujo processo alérgico foi resolvido posteriormente aos oito anos de idade apresentaram microbiota intestinal distinta no início da vida, em comparação com aqueles com persistência do APLV (2).

– Alergias respiratórias: Estudos no “eixo intestino-pulmão”, apontam uma relação direta da microbiota intestinal, e suas alterações, com alergias e doenças respiratórias. É possível que a microbiota intestinal possa influenciar diretamente a resposta imune do pulmão e composição do microbioma pulmonar. A disbiose intestinal é capaz de promover alterações na microbioma pulmonar desde a primeira infância e tem sido associada ao desenvolvimento de atopia e sibilância recorrente na infância, com disfunção microbiana subjacente associada a asma infantil. Em adultos, estudos na área encontraram redução da diversidade e alteração na composição da microbiota associada à obstrução ao fluxo aéreo e à hiperresponsividade brônquica (3).

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– Constipação: De origem multifatorial, associada à padrão de dieta, hábitos de vida, genética e exercício, estudos crescentes apontam uma relação direta da constipação com a disbiose. Em pacientes com constipação, estudos observaram enriquecimento de Clostridiales, incluindo gêneros como Oscillospira, Megasphaera, negativamente correlacionadas com o número de evacuações. Em contrapartida, observa-se nesses pacientes níveis reduzidos de Ruminococcus spp. e menor diversidade alfa e beta, embora tenhamos detectado uma correlação negativa entre a frequência de defecação (4).

– Doenças de pele, intestinais, auto imunes: A microbiota intestinal tem capacidade de influenciar processos de inflamação e estresse oxidativo, com mecanismos pelos quais induz ou impede que doenças cutâneas, intestinais e auto-imune apareçam e progridam. No “eixo intestino-pele”, a presença de disbiose é amplamente descrita, em que se demonstrou distorções na microbiota associados a doenças inflamatórias e autoimunes, incluindo dermatite atópica e vitiligo. Dentre as doenças de pele, os estudos apontam associam da Helicobacter pylori e uso prévio de antibióticos fortemente associado às condições dermatológicas como dermatite atópica e rosácea, ao modular a microbiota resultando em melhora dos parâmetros clínicos da doença (5).

– Humor: A diversidade da microbiota intestinal e disbiose tem sido fortemente associada a comportamentos relacionados ao humor, incluindo transtorno depressivo maior (TDM). Essa associação decorre do sistema de comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro, denominado “eixo intestino cérebro” mediado por vias neuroimunes, neuroendócrinas e sensoriais neurais sensoriais. Nesse eixo bidirecional, interações entre os peptídeos da microbiota e o intestino têm grande importância na regulação da sinalização intestinal e cerebral, bem como distúrbios relacionados ao estresse também podem alterar a barreira intestinal, desencadeando um “intestino permeável”, o que poderia permitir uma resposta pró-inflamatória impulsionada pela microbiota através da translocação de certos produtos bacterianos do intestino (6).



Referências:

Zhao, W., Ho, H. E. & Bunyavanich, S. The gut microbiome in food allergy. Ann. Allergy Asthma Immunol. 122, 276-282 (2019).
Bunyavanich, S. Food allergy: could the gut microbiota hold the key?. Nat Rev Gastroenterol Hepatol 16, 201–202 (2019).
Chung KF. Airway microbial dysbiosis in asthmatic patients: A target for prevention and treatment? J Allergy Clin Immunol. 2017 Apr;139(4):1071-1081.
Kubota M, Ito K, Tomimoto K et al. Lactobacillus reuteri DSM 17938 and Magnesium Oxide in Children with Functional Chronic Constipation: A Double-Blind and Randomized Clinical Trial. Nutrients 2020, 12(1), 225.
Chang HW, Yan D, Singh R. Alteration of the cutaneous microbiome in psoriasis and potential role in Th17 polarization. Microbiome. 2018 Sep 5;6(1):154.
Lach G, Schellekens H, Dinan TG, Cryan JF. Anxiety, Depression, and the Microbiome: A Role for Gut Peptides. Neurotherapeutics. 2018 Jan;15(1):36-59.

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