Roberta Rocha - Psicóloga

Roberta Rocha - Psicóloga ❤️ Meu trabalho é escutar mulheres
🧡 Facilitadora de encontros de mulheres
🩸 Educadora Menstrual

Fiz 4.3 ontem e escolhi celebrar juntinha da literatura na FLIMA , já que ela é minha companhia no ordinário dos meus di...
07/09/2026

Fiz 4.3 ontem e escolhi celebrar juntinha da literatura na FLIMA , já que ela é minha companhia no ordinário dos meus dias.

Ler e escrever me salvaram tantas vezes de mim mesma. Me apresentaram histórias que embolaram com a minha, me aproximaram de mulheres incríveis que desafiam a rotina de ser mulher para ter um teto todo seu e escrever.

Me encorajaram a criar e mediar o Clube do Livro Sobre Nós, Mulheres, dedicado exclusivamente a ler mulheres que escrevem sobre mulheres. Também me fizeram chegar aqui, nesta cidade que já havia cruzado meu caminho, mas que agora f**a marcada na minha história.

Neste novo ciclo, desejo que a prosa e a poesia permaneçam na minha vida. Que a palavra sagrada, dita, escrita, sacramentada, me leve para tantos lugares que uma vida só minha, sem tantas histórias juntas, não seria possível viver.

Agradeço ao Papitos, que me inspirou a respirar com um livro na mão, sem precisar de qualquer sermão.

27/08/2026

Hoje celebro o Dia das Psicólogas com elas, que me abraçam e sonham comigo a possibilidade de democratizar a psicologia.

Agradeço a cada uma delas, que faz comigo essa psicologia do dia a dia, aquela que não se encerra na clínica, mas se transforma em encontro, cuidado, ação e compromisso com outras mulheres.

Cada uma delas faz parte de um tempo importante da minha vida.

Nós nos encontramos a partir da psicologia e, aos poucos, fizemos desse encontro morada para sonhos, inquietações e anseios. E também ponto de partida para outros encontros, com outras histórias, ocupando outros territórios.

Tenho muito orgulho da psicologia que fazemos juntas.

Com amor,
Ro

As lacunas que os não ditos deixam nas histórias são como erva daninha:crescem sem pedir licença.Escuto todos os dias hi...
23/08/2026

As lacunas que os não ditos deixam nas histórias são como erva daninha:

crescem sem pedir licença.

Escuto todos os dias histórias sobre aquilo que não se diz nas famílias. Segredos. Doenças. Pessoas excluídas porque mancharam a honra daquela família. Silêncios que criam distâncias e, muitas vezes, alteram o percurso de vida de quem está envolvida.

João Maria Matilde, de Marcela Dantés , conta a história de Matilde, que cresceu sem saber quem era seu pai. Quando criança, diante do que não lhe foi contado, inventava histórias para preencher essa ausência presente.

Beatriz, sua mãe, optou por não contar sobre o pai. Acometida precocemente pelo Alzheimer, leva consigo a possibilidade de revelar parte dessa história.

Até que Matilde recebe um telefonema com a notícia da morte do pai e de uma herança.

Ela viaja para Portugal em busca de uma parte de sua biografia e, talvez, de alguma reparação diante de um passado que lhe foi omitido.

A partir daí, acompanhamos uma trajetória de ansiedade, angústia e descobertas, escrita com muita sensibilidade pela autora.

Em muitos capítulos senti vontade de abraçar Matilde, seu pai, sua mãe e todas as pessoas envolvidas. O que reforça uma frase que digo dia sim, outro também: as coisas da vida são relacionais e não pessoais.

Podemos contestar escolhas e até imaginar que teríamos feito melhor. Mas nunca estivemos dentro daquele emaranhado. Muitas vezes, as pessoas fazem o que conseguem com aquilo que têm disponível naquele momento.

Isso não apaga as consequências nem desfaz as dores. Mas talvez nos convide a compreender antes de julgar.

Lamento que Matilde não tenha podido conhecer seu pai em vida. Ainda assim, gosto do desfecho que Marcela escolheu contar.

Não sei se houve reparação. Mas terminei essa leitura pensando que toda história merece ser escutada e contada, na esperança de que outras versões do que vivemos possam também abrir novas versões para a vida.

Roberta Rocha
Psicóloga feminista, pesquisadora e escritora
Idealizadora da Teia de Saberes: Psicologia e Feminismo

Mais um encontro do Clube do Livro que nos leva a lugares aos quais me arrisco a dizer que não chegaríamos em uma leitur...
21/08/2026

Mais um encontro do Clube do Livro que nos leva a lugares aos quais me arrisco a dizer que não chegaríamos em uma leitura solitária.

A história que lemos é a mesma. Mas a história que cada uma conta é singular. E aquela que podemos costurar juntas no encontro se torna também outra.

Saímos diferentes de como entramos. E o encontro f**a reverberando por dias.

João Maria Matilde, de Marcela Dantés, nos convidou a ponderar nossos julgamentos sobre as personagens e a olhar para o contexto em que essa narrativa foi construída. Nossa conversa passou por temas que são tão nossos também: o irreversível de algumas escolhas, o silêncio que gera tanto barulho interno, as ambivalências dos afetos e a compreensão diante daquilo que foi possível.

O Clube do Livro é sobre nós, mulheres: aquela que escreve, as que leem e as que sustentam esse lugar de contar seus atravessamentos e escutar outras mulheres.

O Clube do Livro faz parte da Teia de Saberes: Psicologia & Feminismo e é um espaço de leitura e encontro dedicado a livros escritos por mulheres.

Se você também deseja ler assim, entre mulheres, atravessando e sendo atravessada pelas histórias, acesse o link na bio para aderir à nossa campanha no Apoia.se.

Roberta Rocha
Psicóloga feminista, idealizadora do Clube do Livro e da

Logo no início dessa série, Minha carreira brilhante, que escolhi pela pequena sinopse disponível, pausei nessa frase:“Q...
16/08/2026

Logo no início dessa série, Minha carreira brilhante, que escolhi pela pequena sinopse disponível, pausei nessa frase:

“Quero criar, não procriar.”

Talvez porque eu esteja refletindo sobre o quanto o lugar em que historicamente as mulheres foram colocadas impediu que milhares delas pudessem criar suas histórias, suas artes, suas ideias e tantas outras coisas para além de servir e ser funcional para o outro.

Não é sobre se opor à maternidade simplesmente, mas sobre questionar sua idealização como o único destino possível, ou desejável, para uma mulher.

Virginia Woolf já fazia uma provocação parecida ao perguntar: o que uma mulher precisa para escrever?

Já se perguntou por que tantos homens conseguiram produzir, criar, acumular obras e permanecer na história? Será que isso também aconteceu porque tiveram suporte, tempo e um tanto de independência em relação aos afazeres domésticos e ao cuidado com os outros?

“Mas e o amor?”

Quis trazer também essa frase porque desejamos amar.

Mas talvez possamos amar para além de procriar. Amar sem fazer do amor a finalidade da nossa existência. Amar descolonizando esse afeto, como propõe Geni Núñez, sem centralizar nossa vida na função de amar uma casa, um casamento ou alguém, como se fossem apenas esses vínculos que pudessem conferir a uma mulher uma identidade reconhecível e um lugar de pertencimento.

Talvez criar também seja isso: poder imaginar uma vida em que o amor faça parte da nossa história sem precisar ser a história inteira.

Me conta, já assistiu essa série?

Ansiosa pelos próximos episódios.

Roberta Rocha
Psicóloga feminista
Pesquisadora dedicada à escuta e à escrita das histórias de mulheres

Dia dos pais é todo dia.De saudades, também.Amém.Axé.Você dizia:dia dos pais é todo dia.Pode ir lá, Betinha,no jogo do C...
09/08/2026

Dia dos pais é todo dia.
De saudades, também.
Amém.
Axé.

Você dizia:
dia dos pais é todo dia.
Pode ir lá, Betinha,
no jogo do Corinthians.

Você se fazia
na bênção bonita
de todo dia
de ser pai.

Vem deitar aqui com o Pai
pra se acalmar, filha.
Você não disse,
mas nem precisava:
os braços abertos
e a escuta disponível
pra dizer depois:
emprego a gente consegue outro dia.

E se todo dia é dia
do pai que esperava toda noite,
depois do dia de trabalho,
a chegada da faculdade da filha:
boa noite, vou dormir.
Ele dizia. Todo dia,
até celebrar o dia
em que a minha Betinha,
a minha filha,
se tornou psicóloga.

Dia dos pais é todo dia,
e se fazia colo
num dia de coração
quebrado da filha.
E quando disse,
usando Raul Seixas:
ninguém é feliz
tendo amado apenas uma vez, filha.

E todo dia é dia dos pais
para quem amou
cada dia possível
do calendário,
até naqueles em que
a escala do trabalho
não deixou ser pai de todo dia
para quem não estava
nas famílias dos comerciais.

Vamos fazer uma festa, filha.
Chama os amigos
para tocar violão.
Assim, você se fazia
um pouco pai daqueles.
São nossos irmãos até hoje.

Dia dos pais é todo dia.

Do pai que virou avô,
avôhai,
avô e pai,
que se refez
no amor do cotidiano,
aquele, às vezes, vivido
na dureza dos dias
que não puderam ser diferentes
como Pai,
mas pôde esperançar
sendo avô.
Avôhai.

E naquele dia,
que não era dia dos pais,
mas era um dia meu feliz,
senti culpa
de ter ido tão longe na vida
sem você estar lá.
Mas, quando contei,
você disse que estava
sempre comigo:
filha, lembra,
dia dos pais é todo dia.

Estou sempre você.
Obrigada. Avôhai. ♥️

      ♥️📚
19/07/2026

♥️📚

Em Amora, Natalia Borges Polesso nos apresenta uma coleção de contos que celebram a pluralidade das experiências das mul...
10/07/2026

Em Amora, Natalia Borges Polesso nos apresenta uma coleção de contos que celebram a pluralidade das experiências das mulheres. Com uma escrita sensível e precisa, a autora nos conduz por histórias de amor, amizade, família, descobertas e despedidas, revelando personagens complexas, marcadas por afetos, desejos e memórias.

A narrativa é construída com cenas do cotidiano, os pequenos gestos e as relações ganham força e mostram que também são territórios de transformação.

Mais do que um livro de contos, Amora é um convite para refletirmos sobre pertencimento, identidade e liberdade. Uma leitura delicada, profunda e sensível.

Se você também acredita que a literatura pode ampliar nosso olhar sobre a vida das mulheres, venha conhecer o Clube do Livro Sobre nós, mulheres. É um espaço de leitura, escuta e diálogo, onde nos encontramos para compartilhar não apenas livros, mas as reflexões que eles despertam.

Saiba mais no link da bio 💜📚

Roberta Rocha
Psicóloga, pesquisadora e escritora

No último encontro do Clube do Livro Sobre nós, mulheres, fomos atravessadas por Amora, de Natalia Borges Polesso.Entre ...
09/07/2026

No último encontro do Clube do Livro Sobre nós, mulheres, fomos atravessadas por Amora, de Natalia Borges Polesso.

Entre contos, memórias, afetos e silêncios, construímos uma conversa potente sobre as muitas formas de existir, amar e nos relacionarmos.

Obrigada a cada mulher que esteve presente e ajudou a fazer desse encontro um espaço de escuta, troca e reflexão.

Que o Clube do Livro siga sendo um lugar de encontro entre mulheres, onde a literatura amplia nosso olhar, nos convida a construir novas perspectivas sobre a vida.

Se você também gostaria de fazer parte desse espaço seguro e sagrado, acesse o link da bio e saiba mais sobre o Clube do Livro. 📚💜

Roberta Rocha
Psicóloga, pesquisadora e escritora.

        trecho escolhido por MARCELA SIQUEIRA • Psicóloga 📚
12/06/2026

trecho escolhido por MARCELA SIQUEIRA • Psicóloga 📚

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Santo Antônio Do Pinhal, SP

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