16/07/2026
Me tornar mãe me transformou de um jeito que eu nunca poderia imaginar.
A maternidade me trouxe o maior amor da minha vida, mas também me fez atravessar a fase mais difícil dela. Precisei me perder para descobrir que eu nunca tinha me conhecido de verdade
Aprendi que acelerar não era a resposta. Que a vida, assim como o parto, tem um tempo que não pode ser apressado. E que aceitar e aproveitar esse tempo também é viver.
Hoje sinto que a névoa passou.
Pela primeira vez em muito tempo, estou conseguindo me enxergar de novo. Não como a mulher que eu era antes, mas como a mulher que estou me tornando. Acolhendo todos os meus lados. Os claros e os escuros.
Foi nesse caminho que eu encontrei o jiu-jítsu.
E o maior presente nunca foi a faixa azul.
Foram as pessoas. Principalmente as mulheres que caminharam comigo. Algumas seguiram outros caminhos, outras ficaram. Viraram amigas, irmãs e uma rede de apoio que tornou essa caminhada muito mais leve.
Quando olho para a minha faixa azul, não vejo apenas uma graduação.
Vejo uma mulher que aprendeu que não precisa ser perfeita e nem forte o tempo todo.
E espero que, um dia, o Miguel olhe para essa história e veja muito mais do que uma faixa. Que veja uma mãe que teve coragem de recomeçar, de acolher suas vulnerabilidades e de continuar caminhhando, um dia de cada vez.
A faixa azul representa uma conquista.
Mas a maior delas tem sido aprender a viver em paz e feliz comigo mesma.
Obrigada Gabriel Magenta por estar ao meu lado. Amo vc e nossa família ❤️
Obrigada Ana Beatriz Hernandez por ter me apresentado o Jiu. Obrigada Ana Paula Coelho por ser inspiração e por ter segurado minha mão tantas vezes, obrigada Gilliano Santos Ledo por ser meu mestre e um amigo querido.
❤️