Talita Gomes - Psicóloga

Talita Gomes - Psicóloga Viver com qualidade é o objetivo

A gente aprende, desde cedo, que precisa dar conta.Ser forte. Resolver. Não reclamar. Não demonstrar demais. Seguir em f...
12/08/2026

A gente aprende, desde cedo, que precisa dar conta.

Ser forte. Resolver. Não reclamar. Não demonstrar demais. Seguir em frente, mesmo quando por dentro está tudo pesado.

E, aos poucos, pode parecer que precisar de ajuda, chorar ou admitir que não está bem é sinal de fraqueza.

Mas não é.

Vulnerabilidade também faz parte de ser humano.

E reconhecer os próprios limites não diminui a sua força — pode ser justamente uma forma de cuidar de si.

Nem sempre você precisa conseguir sozinho. Às vezes, o que você precisa é de espaço para falar, ser acolhido e entender o que está acontecendo antes de continuar.

E talvez uma pergunta importante seja:

Você está sendo forte porque escolheu ser ou porque sente que não pode ser diferente?

Cuidar da saúde mental também é aprender que você não precisa estar bem o tempo todo. 🤍

Talita Gomes
Psicóloga
CRP 06/90256

Neste Dia dos Pais, lembramos que família tem muitos formatos — e que nem todo vínculo precisa ser mantido a qualquer cu...
10/08/2026

Neste Dia dos Pais, lembramos que família tem muitos formatos — e que nem todo vínculo precisa ser mantido a qualquer custo.

Às vezes, presença é cuidado.
Às vezes, limite também é.

Que possamos olhar para nossas histórias com mais acolhimento e menos culpa. 🤍

Talita Gomes
Psicóloga
CRP 06/90256

Julho foi um mês em que usei as leituras para atravessar situações muito complexas. De formas muito diferentes, lembro q...
31/07/2026

Julho foi um mês em que usei as leituras para atravessar situações muito complexas. De formas muito diferentes, lembro que a maneira como enxergamos o mundo muda completamente a forma como vivemos nele. (Nessa parte, a psicóloga que habita em mim f**a orgulhosa dos aprendizados.)

"Mundos de Uma Noite Só": Em meio a perdas, violência, segredos e memória, nos lembra que carregamos histórias que começaram muito antes de nós. É um livro sobre ausências, mas, principalmente, sobre aquilo que permanece.

"Neca", escrito em pajubá, transforma a língua em resistência, identidade e afeto. Questiona a literatura, a sociedade e quem tem o direito de contar determinadas histórias. É incômodo e amplia o olhar.

"Mau Hábito" Sobre crescer tentando existir em um corpo que o mundo insiste em negar. Fala sobre pertencimento, exclusão, violência e sobre o desejo profundamente humano de ser visto e amado. É impossível terminar a leitura sem pensar em quantas pessoas ainda precisam lutar para viver algo que deveria ser um direito básico: existir em paz

"Comece a Se Amar" No momento que lucra com a nossa insatisfação, aprender a se tratar com gentileza é quase um ato de resistência. Em tempos de tantas "brigas" pelo corpo perfeito, olhar para tudo o que o corpo carrega é profundamente acolhedor.

"Coisa de Rico" é uma leitura breve, mas muito reflexiva. Me fez pensar em como estamos sempre olhando para o que falta e para o que os outros têm, esquecendo de reconhecer o que já conquistamos. Como o autor diz: "ricos são os outros".

No fim, percebi que todos esses livros, cada um à sua maneira, falam sobre pertencimento: à própria história, ao próprio corpo, à própria identidade e à própria vida.

Este mês, sentindo a ausência dos clubes de leitura (não consegui participar de nenhum), conversando sobre os livros e tentando explicar o que cada um despertou em mim, percebi que estive mergulhada em histórias e realidades diferentes das minhas. E reafirmo: ler amplia nossa capacidade de compreender o outro para, aos poucos, compreendermos melhor a nós mesmos.

Você já leu algum desses títulos? Me conta aqui nos comentários.

Talita Gomes
Psicóloga

Você já se sentiu culpado por algo que aconteceu na sua vida?A culpa pode ser um sentimento importante quando nos ajuda ...
30/07/2026

Você já se sentiu culpado por algo que aconteceu na sua vida?

A culpa pode ser um sentimento importante quando nos ajuda a reconhecer um erro e reparar um dano. Mas ela deixa de cumprir essa função quando se torna constante, desproporcional e passa a definir a forma como enxergamos a nós mesmos.

Muitas vezes, a culpa vem acompanhada de uma autocrítica intensa. Criamos regras rígidas sobre como deveríamos agir, acreditar ou sentir e, quando não correspondemos a essas expectativas, nos julgamos com dureza. Nem sempre, porém, tudo estava sob nosso controle.

Na psicoterapia, é possível compreender de onde vem essa culpa, identif**ar os pensamentos que a mantêm e construir formas mais realistas e equilibradas de olhar para a própria história.

Desenvolver autocompaixão não signif**a deixar de assumir responsabilidades. Signif**a reconhecer os próprios limites, entender que errar faz parte da experiência humana e aprender a se tratar com a mesma compreensão que, muitas vezes, oferecemos às outras pessoas.

Se a culpa tem ocupado um espaço grande na sua vida, talvez seja o momento de olhar para ela com mais curiosidade e menos julgamento.

Você costuma se culpar por situações que estavam, de fato, fora do seu controle?

Talita Gomes
Psicóloga
CRP 06/90256

29/07/2026

Você já disse que aparência não importa, mas, quando se olha no espelho, percebe que ainda mede o próprio valor pelo que vê?

Ou tenta acreditar que "o que importa é o interior", mas se critica por causa do peso, das marcas do tempo ou de alguma característica do seu corpo?

Se isso acontece, talvez o problema não seja o seu corpo.

Talvez seja a forma como você aprendeu, ao longo da vida, que precisava ter determinada aparência para ser aceita, desejada ou admirada.

Quando a autoestima f**a dependente da aparência, ela se torna frágil. Basta o corpo mudar — e ele sempre muda — para a sensação de valor também oscilar.

Seu valor nunca esteve no número da balança, no manequim que veste ou na imagem que o espelho devolve.

Mas compreender isso racionalmente é muito diferente de realmente acreditar.

Por isso, talvez valha a pena se perguntar:

• Você fala consigo da mesma forma que falaria com alguém que ama?
• O conteúdo que você consome todos os dias aproxima você de uma relação mais gentil com o seu corpo ou reforça comparações?
• Quem você seria se, por um momento, deixasse de avaliar o próprio valor apenas pela aparência?

Construir uma relação mais saudável com o próprio corpo não signif**a amar cada detalhe dele o tempo todo.

Signif**a entender que a sua aparência é apenas uma parte de quem você é, e não a medida do seu valor.

💛 E você? Já percebeu o quanto essa crença influencia a forma como se enxerga?

Talita Gomes
Psicóloga
Crp 06/90256

As redes sociais fazem parte da nossa rotina e podem aproximar pessoas, informar e entreter. Mas, quando o uso deixa de ...
29/07/2026

As redes sociais fazem parte da nossa rotina e podem aproximar pessoas, informar e entreter. Mas, quando o uso deixa de ser consciente, elas também podem impactar a nossa saúde mental.

A comparação constante, a sensação de estar sempre "atrasado", a busca por aprovação e a exposição a padrões irreais podem aumentar sentimentos de ansiedade, inadequação e estresse.

Além disso, passar muito tempo conectado — especialmente antes de dormir — pode prejudicar a qualidade do sono e dificultar momentos de descanso e desconexão.

Criar uma relação mais saudável com a tecnologia faz diferença. Estabeleça limites para o tempo de uso, observe como você se sente depois de navegar pelas redes e reserve espaço para atividades que tragam bem-estar também fora das telas.

Lembre-se: nem tudo o que aparece no feed representa a vida como ela realmente é.

E você? Já percebeu que, em alguns momentos, as redes sociais fazem mais mal do que bem?

Talita Gomes
Psicóloga
CRP 06/90256

O perfeccionismo costuma se apresentar como uma qualidade.Mas, muitas vezes, ele vem acompanhado de autocobrança, medo d...
25/07/2026

O perfeccionismo costuma se apresentar como uma qualidade.

Mas, muitas vezes, ele vem acompanhado de autocobrança, medo de errar e da sensação de que nada do que você faz é suficiente.

Na tentativa de fazer tudo perfeitamente, você pode acabar adiando projetos, deixando oportunidades passarem ou vivendo com a impressão constante de que poderia ter feito melhor.

A imperfeição não é um fracasso.

Ela faz parte de qualquer processo de aprendizado, crescimento e mudança.

Nem tudo precisa sair impecável para ter valor.

Às vezes, o que você chama de "erro" foi apenas o caminho possível com os recursos que tinha naquele momento.

Talvez viver com mais leveza comece quando você troca a pergunta "Como posso fazer isso perfeitamente?" por "Como posso fazer isso da melhor forma possível hoje?"

Você costuma se cobrar mais do que cobraria alguém que ama?

Talita Gomes
Psicóloga
CRP 06/90256

Agende Online

Junho passou. Julho também quase foi. E eu me perdi na rotina.Entre atendimentos, estudos, questões de saúde, administra...
23/07/2026

Junho passou. Julho também quase foi. E eu me perdi na rotina.

Entre atendimentos, estudos, questões de saúde, administrativos diários, vida acontecendo e tantas outras prioridades, o post das leituras ficou para depois. Mas acho bonito também respeitar esse ritmo. Nem todo registro precisa acontecer no tempo perfeito.

As leituras, no entanto, permaneceram comigo.

*Virginia Mordida* foi, sem dúvida, a experiência mais desconfortável do mês. Um livro visceral, que não pede licença para existir. Daqueles que incomodam porque nos obrigam a permanecer onde, muitas vezes, gostaríamos de desviar o olhar. Relacionamentos abusivos não vem com anúncio.

*Solitária* é o retrato da vida de milhões de mulheres. Mulheres que são "dadas" a alguém, que aprendem desde cedo que sobreviver é suficiente e que migalhas de cuidado com afeto lhes é apresentado como cuidado e preocupação. Um livro sobre a naturalização das desigualdades e sobre o quanto algumas pessoas só são aceitas enquanto "sabem o seu lugar". Dolorosamente familiar.

*A vegetariana* é um grito. Um grande "chega". Um corpo que, quando já não consegue falar, passa a responder de outras formas. É impossível não pensar em quantas vezes o sofrimento encontra caminhos alternativos para ser ouvido.

*Noites Brancas* foi um respiro entre leituras tão intensas. Um encontro consigo mesmo através do outro. Um lembrete de que compartilhar sonhos, angústias e esperanças cria intimidade, mas também de que, muitas vezes, aquilo que parece absolutamente claro dentro de nós não corresponde à realidade. Quantas histórias construímos apenas na nossa própria cabeça?

Percebo que, sem planejar, as leituras do mês conversaram entre si. Todas, à sua maneira, falam sobre pessoas tentando existir em meio às expectativas, aos silêncios, às relações e aos limites que lhes foram impostos.

Continuo acreditando que a literatura amplia a escuta. Como psicóloga, ela me apresenta mundos que talvez eu nunca conhecesse. Como pessoa, ela me convida a revisitar os meus próprios.

A rotina às vezes me faz atrasar os posts. Mas ainda não conseguiu me fazer abrir mão de compartilhar esse momento.

E você, conhece alguma dessas obras?

Talita Gomes

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