12/08/2026
Eu sou dermatologista e, mesmo conhecendo de perto os sinais do câncer de pele, este ano precisei vivenciar esse diagnóstico como paciente.
Tudo começou com uma pequena lesão brilhante nas costas. Ela havia surgido há alguns meses e não desaparecia. Após a avaliação de colegas dermatologistas, a suspeita clínica levou à retirada cirúrgica e à análise da lesão.
O resultado confirmou um carcinoma basocelular, o tipo mais frequente de câncer de pele.
Felizmente, ele foi identificado precocemente e tratado. Mas essa experiência reforçou, de uma forma ainda mais pessoal, algo que sempre explico aos meus pacientes: os danos provocados pelo sol são cumulativos.
Por muitos anos, usei protetor solar durante a exposição. Ainda assim, as longas horas ao sol sem proteção durante a infância e a adolescência também fazem parte da história da nossa pele. Algumas consequências podem aparecer somente décadas depois.
Hoje, proteger-me com chapéu, roupas com proteção UV, luvas e protetor solar não representa exagero. Representa consciência e cuidado.
Compartilho essa história para lembrar que nenhum conhecimento ou profissão nos torna imunes. Observe sua pele, preste atenção em feridas ou lesões que não cicatrizam e mantenha suas consultas dermatológicas em dia.
Quando o câncer de pele é reconhecido no início, as possibilidades de tratamento são muito melhores.