29/07/2026
Quem dá a nota para a dor é o paciente.
Quando perguntamos:
“De zero a dez, quanto está doendo?”
Zero significa ausência de dor, e dez representa a pior dor que aquela pessoa consegue imaginar. Essa avaliação é importante porque a dor é uma experiência individual: duas pessoas com a mesma doença podem percebê-la de formas completamente diferentes.
A Organização Mundial da Saúde tornou conhecida uma escada analgésica com três etapas para o tratamento da dor relacionada ao câncer:
Degrau 1: analgésicos não opioides, utilizados principalmente para dores mais leves.
Degrau 2: opioides considerados fracos, associados ou não a analgésicos não opioides e medicamentos adjuvantes.
Degrau 3: opioides fortes, indicados quando a dor é intensa ou não foi controlada adequadamente.
Mas essa escada não deve ser seguida de maneira automática ou engessada.
Um paciente que chega com uma dor muito intensa não precisa permanecer sofrendo enquanto passa, obrigatoriamente, por cada degrau. O tratamento precisa ser definido de acordo com a intensidade, a causa da dor, as condições clínicas e a resposta de cada pessoa.
Por isso, não basta prescrever “algum analgésico”. É necessário ouvir, avaliar, tratar e reavaliar.
Quando o paciente diz que sua dor é oito, nove ou dez, essa informação precisa ser levada a sério.
A dor que importa não é aquela que parece intensa para quem observa.
É aquela que o paciente está sentindo.