17/07/2026
⏰ 17h37: O Segundo em que Descobri o Quão Descontroladamente Capaz Eu Sou
Exatamente neste minuto, no dia 17 de julho de 2013, o Jorge vinha ao mundo.
Bom, "vinha" é um termo generoso, porque como um bom canceriano raiz e fã do modo soneca, ele resolveu que morar na minha barriga por 42 semanas e 2 dias estava ótimo. Tive que tirá-lo daquele útero quase na base da intimação! E ele já nasceu com aquele clássico mau humor de quem foi acordado antes da hora, soltando o pulmão no mundo (dá para ver a carinha dele de protesto bem ali na foto). 👶🌪️
Corte para o dia de hoje. Aquele bebê gigante agora é um adolescente mergulhado na era digital. E ser mãe solo dele traz um roteiro que muitas de vocês conhecem de cor: a realidade de lidar com um "pai turista" — aquele que até provê o financeiro, mas não educa, não divide a carga mental e não está no front do cotidiano.
Os desafios agora mudaram de figura.
É o malabarismo para frear a precocidade dessa geração que quer fazer tudo, ver tudo e ter acesso a mundos e telas para os quais a mente deles ainda não está madura o suficiente para viver. E no meio disso, onde fico eu?
Fico equilibrando os pratos.
Dando conta de uma agenda profissional esmagadora, uma jornada acadêmica exigente, o papel de provedora, empreendedora e, acima de tudo, mãe presente. Tem dias em que a mente exaure e a síndrome da impostora sussurra que não vamos dar conta.
Mas quer saber de uma verdade terapêutica e visceral? A satisfação de ver a cria crescer e se tornar um ser humano íntegro não tem igual no universo.
Filhos movem uma força estranha, tamanha e absurda dentro de nós. Uma força que, às vezes, assusta de tão gigante, mas que só expande os nossos limites. É a prova viva de que somos infinitamente mais fortes do que nos disseram.