Bruno Reis • Médico Psiquiatra

Bruno Reis • Médico Psiquiatra Médico Psiquiatra | RQE 63.462
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02/08/2026

🛜 A internet está deixando as pessoas mais tristes? A ciência responde

Passar horas conectado pode influenciar a saúde mental?

A resposta da ciência é mais complexa do que um simples “sim” ou “não”.

As evidências atuais mostram que maior exposição às redes sociais está associada a um aumento de sintomas depressivos, ansiedade, pior qualidade do sono e maior tendência à comparação social.

Isso não significa que o celular seja a causa da depressão. A relação envolve diversos fatores e depende, principalmente, da maneira como a tecnologia é utilizada.

Alguns sinais merecem atenção:
• dificuldade para se desconectar;
• piora do humor após navegar nas redes;
• redução da qualidade do sono;
• sensação constante de comparação com outras pessoas.

Usar a tecnologia de forma consciente também faz parte do cuidado com a saúde mental.

🧬 Referências científicas

Coyne SM, Rogers AA, Zurcher JD, et al. Does Time Spent Using Social Media Impact Mental Health? An Eight-Year Longitudinal Study. Computers in Human Behavior. 2020.

Odgers CL, Jensen MR. Annual Research Review: Adolescent mental health in the digital age. Journal of Child Psychology and Psychiatry. 2020.

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Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa e não substitui avaliação médica individualizada, diagnóstico ou tratamento profissional.

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💬 Você já percebeu que seu humor muda depois de passar muito tempo nas redes sociais?

VOCÊ ESTÁ TENTANDO RECUPERAR O SONO NO FIM DE SEMANA?💤 Pode não funcionar como você imagina.Você já tentou compensar tod...
01/08/2026

VOCÊ ESTÁ TENTANDO RECUPERAR O SONO NO FIM DE SEMANA?

💤 Pode não funcionar como você imagina.

Você já tentou compensar todo o sono perdido dormindo até tarde no sábado?

A boa notícia é que isso pode aliviar parte da fadiga.

A má notícia é que a ciência mostra que essa estratégia não reverte completamente as alterações provocadas pela privação crônica de sono.

Nosso cérebro funciona melhor quando existe regularidade.

Pequenas mudanças diárias costumam trazer mais benefícios do que grandes compensações ocasionais.

🧬 Referência científica

Depner CM, et al. Weekend recovery sleep fails to prevent metabolic dysregulation during repeated sleep restriction. Current Biology. 2019.

Wittmann M, et al. Social jetlag: misalignment of biological and social time. Chronobiology International. 2006.

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01/08/2026

Dormir até mais tarde no fim de semana realmente compensa o sono perdido? A ciência diz que não é tão simples.



Você já tentou compensar todo o sono perdido dormindo até tarde no sábado?

A boa notícia é que isso pode aliviar parte da fadiga.

A má notícia é que a ciência mostra que essa estratégia não reverte completamente as alterações provocadas pela privação crônica de sono.

Nosso cérebro funciona melhor quando existe regularidade.

Pequenas mudanças diárias costumam trazer mais benefícios do que grandes compensações ocasionais.

🧬 Referência científica
Depner CM, et al. Weekend recovery sleep fails to prevent metabolic dysregulation during repeated sleep restriction. Current Biology. 2019.

Wittmann M, et al. Social jetlag: misalignment of biological and social time. Chronobiology International. 2006.

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01/08/2026

Dormir até mais tarde no fim de semana realmente compensa o sono perdido? A ciência diz que não é tão simples.

31/07/2026

Os diagnósticos de TDAH aumentaram… ou as pessoas estão mais cansadas?


Os diagnósticos de TDAH em adultos aumentaram de forma expressiva nos últimos anos. Mas esse crescimento significa que estamos identificando melhor um transtorno que sempre existiu ou estamos confundindo sintomas de ansiedade, depressão, privação de sono e outras condições com TDAH?

Neste carrossel você entenderá o que os principais estudos científicos mostram sobre o diagnóstico de TDAH em adultos, o debate sobre o chamado “TDAH de início tardio” e por que o diagnóstico diferencial continua sendo uma das etapas mais importantes da avaliação psiquiátrica.

A medicina baseada em evidências mostra que a maioria dos adultos com TDAH apresenta sintomas desde a infância, embora muitos só recebam o diagnóstico anos depois. Ao mesmo tempo, a literatura científica ainda discute um pequeno grupo de pacientes com sintomas iniciados apenas na vida adulta. O consenso atual é que o diagnóstico deve ser individualizado e sempre considerar outras condições clínicas e psiquiátricas.



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🧬 Referências científicas

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33549739/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25998281/
https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry
https://www.bristol.ac.uk/alspac/



⛔️ Limitações da evidência

• Grande parte das evidências é observacional.

• Muitos estudos dependem da recordação retrospectiva dos sintomas da infância, sujeita a viés de memória.

• Os critérios diagnósticos evoluíram ao longo das últimas décadas.

• Ainda não existe consenso se o chamado “TDAH de início tardio” representa um subtipo do transtorno ou outras condições clínicas que mimetizam seus sintomas.

Estamos vivendo uma epidemia de TDAH… ou uma epidemia de pessoas cansadas?Os diagnósticos de TDAH em adultos aumentaram ...
31/07/2026

Estamos vivendo uma epidemia de TDAH… ou uma epidemia de pessoas cansadas?

Os diagnósticos de TDAH em adultos aumentaram de forma expressiva nos últimos anos. Mas esse crescimento significa que estamos identificando melhor um transtorno que sempre existiu ou estamos confundindo sintomas de ansiedade, depressão, privação de sono e outras condições com TDAH?

Neste carrossel você entenderá o que os principais estudos científicos mostram sobre o diagnóstico de TDAH em adultos, o debate sobre o chamado “TDAH de início tardio” e por que o diagnóstico diferencial continua sendo uma das etapas mais importantes da avaliação psiquiátrica.

A medicina baseada em evidências mostra que a maioria dos adultos com TDAH apresenta sintomas desde a infância, embora muitos só recebam o diagnóstico anos depois. Ao mesmo tempo, a literatura científica ainda discute um pequeno grupo de pacientes com sintomas iniciados apenas na vida adulta. O consenso atual é que o diagnóstico deve ser individualizado e sempre considerar outras condições clínicas e psiquiátricas.

💬 Agora eu quero saber: o que preocupa mais você — pessoas vivendo décadas com TDAH sem diagnóstico ou pessoas recebendo um diagnóstico de TDAH quando a verdadeira causa pode ser outra?

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♥️ Seu coração acelerou antes de você ler a mensagem? 🧠Você já percebeu o coração acelerar antes mesmo de abrir uma mens...
30/07/2026

♥️ Seu coração acelerou antes de você ler a mensagem? 🧠

Você já percebeu o coração acelerar antes mesmo de abrir uma mensagem?

Isso acontece porque o cérebro não espera todas as informações para agir. Ele funciona fazendo previsões continuamente.

Para isso, utiliza não apenas aquilo que vemos ou ouvimos, mas também sinais do próprio corpo, como batimentos cardíacos, respiração e tensão muscular. Esse processo é chamado de interocepção e faz parte da forma como construímos nossas emoções.

Quando existe ansiedade, esse sistema tende a ficar mais sensível. Situações ambíguas passam a ser interpretadas como potenciais ameaças, fazendo com que o corpo entre em estado de alerta antes mesmo de entendermos conscientemente o que está acontecendo.

Compreender esse mecanismo não elimina a ansiedade, mas ajuda a entender que ela não é sinal de fraqueza. É um fenômeno neurobiológico que pode ser tratado com estratégias baseadas em evidências.

📚 Referências
• Seth AK, Friston KJ. Active Interoceptive Inference and the Emotional Brain. Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci. 2016.
• Barrett LF. The theory of constructed emotion: an active inference account of interoception and categorization. Soc Cogn Affect Neurosci. 2017.
• Paulus MP, Stein MB. Interoception in anxiety and depression. Brain Struct Funct. 2010.

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Dr. Bruno Reis A. Cunha
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30/07/2026

♥️ Seu coração acelerou antes de você ler a mensagem? 🧠



Você já sentiu o coração acelerar só de olhar uma notificação no celular?

Dr. Bruno Reis • Psiquiatra

Essa reação pode acontecer porque o cérebro interpreta rapidamente sinais do ambiente e do próprio corpo antes mesmo de você ter consciência completa da situação. Esse processo faz parte da comunicação constante entre cérebro e corpo e ajuda a entender por que a ansiedade pode surgir de forma tão automática.

Referência

Khalsa SS, Feinstein JS, Simmons WK, Paulus MP. Interoception and Mental Health: A Roadmap. Biol Psychiatry Cogn Neurosci Neuroimaging. 2018;3(6):501-513. doi:10.1016/j.bpsc.2017.12.004.

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