16/05/2026
Durante anos, como médico ortopedista, aconselhei meus pacientes sobre a importância da atividade física, da constância, do movimento e da saúde.Mas a verdade é que, entre plantões, cirurgias, noites mal dormidas e uma rotina exaustiva, eu mesmo não conseguia viver aquilo que pregava.
Até que 2027 chegou… e com ele, uma decisão: virar a chave.
Escolhi me reencontrar em uma atividade com a qual flertei a vida inteira, mas que hoje posso dizer sem hesitar… me apaixonei profundamente: a corrida.
E talvez o mais bonito dessa jornada seja entender que nenhuma grande mudança acontece sozinha. Grande parte dessa transformação tem nome, abraço, incentivo e amor. Minha companheira de vida, que acreditou em mim até nos dias em que eu mesmo duvidava.
Hoje tenho mais disposição, mais saúde, mais clareza mental e, principalmente, mais vida.
Hoje eu já não posso mais dizer apenas: “faça o que eu digo”.Hoje eu posso dizer, com orgulho: “faça o que eu faço”.
Completei 10 km no Parque Nacional das Cataratas.E quem conhece sabe… aquela subida final de 1,5 km parece testar não só as pernas, mas a alma.
Ali eu entendi, de verdade, o que é o famoso runner’s high.Não é apenas sobre correr. É sobre vencer a si mesmo.
E para tornar tudo ainda mais especial, vivi isso ao lado do amor da minha vida… e do meu pai, aos 62 anos, sendo inspiração em cada passada.
Hoje não foi apenas uma medalha colocada no peito.Foi uma medalha impressa na alma.
Venci 10 anos de sedentarismo.E talvez a maior linha de chegada da vida seja justamente aquela onde encontramos novamente quem sempre deveríamos ter sido.