Bruna Leoneli

Bruna Leoneli Informações sobre Psicologia; Psicoterapia; Avaliação Psicológica Atualmente é Psicóloga Clínica, com consultório próprio, localizado na cidade de Santos/SP.

Psicóloga formada pela Universidade Paulista - UNIP, aceita pelo programa de Pós-Graduação do Instituto Albert Einstein, no curso de Psicanálise e Saúde. Atuou como Psicóloga em Instituições com diferentes demandas, entre elas: Sessão Lar Abrigo (SELAB), atendendo ás necessidades de pacientes psicóticos; Casa da Vó Benedita, envolvida com elaboração e aplicação de oficinas de criatividade e grupos

terapêuticos; E Centro de Referência de Assistência á Vítima (CRAVI), participando ativamente de grupos de discussões com equipes multidisciplinares e atendimentos clínicos.

22/05/2026

Esses dias eu estava correndo na esteira, ouvindo meus pensamentos, e refleti o quanto tenho curtido o processo de me tornar boa em algo em que sou ruim.

Comecei a correr sem nenhum motivo específico, sem nenhuma meta. Foi apenas para fazer cardio. E pensando agora, enquanto escrevo, pode ser que eu tenha sido motivada pela frase “gostosas não pulam cardio”. Pois bem, deve ter alguma relação, hahaha!

Fato é: decidi que esse ano eu vou aprender a correr, porque eu gosto de me desafiar e sinto que na vida precisamos estar sempre em movimento.

O que eu só não tinha reparado é que eu também estava fazendo isso na clínica. Sempre flertei com Lacan, mas me apegava àquela frase de que ele não queria ser entendido, então eu me esforçava pouco para entendê-lo. Acontece que isso não foi o suficiente para me manter distante.

Eis que ontem, ao ler o mesmo texto pela milésima vez — tem um exagero de linguagem aqui, mas não se enganem, foi perto disso —, pensei: “Nossa, que poético, que coisa mais linda!”. E então me vi da mesma forma como me vejo com a corrida.

Tenho tentado me tornar boa em algo que sei que ainda não domino totalmente. Se isso vai me fazer gostosa eu não sei, mas que isso faz a vida ser gostosa, disso eu tenho certeza!

Enquanto psicanalista, ocupo diferentes posições. Comecei como analisante — ou paciente, termo que ainda faz sentido por...
20/05/2026

Enquanto psicanalista, ocupo diferentes posições. Comecei como analisante — ou paciente, termo que ainda faz sentido por aqui. Depois, passei para o lugar de analista. E, após algum tempo, tornei-me também supervisora.
 
Ocupando esses lugares, ouço desabafos comuns a quem também os habita: a dissonância entre o modo como a Psicanálise opera e as exigências do mundo atual.
 
Num processo analítico, não existe fórmula mágica, secreta ou rápida. Não tem modelo, não tem padrão-ouro, não tem performance ou resultado garantido. E isso assusta. É um trabalho totalmente artesanal, feito a muitas mãos — as de quem fala, as de quem ouve, as de quem orienta e as de quem se lê.
 
Além de causar espanto, há também um forte ceticismo, principalmente de quem não conhece a técnica e a ética por trás da atuação do psicanalista.
 
Para quem nos busca, é preciso confiança e paciência. E para nós, que acolhemos, também. Estamos ali, num movimento semelhante: o analista, que nada sabe sobre o sujeito do seu analisante, e o analisante, que nada sabe sobre a teoria.
 
Pacientemente, ambos precisam topar o trabalho, que às vezes tangencia a poesia. Ambos precisam suportar os vazios de uma construção.
 
Num mundo que cobra resultados antes mesmo da entrega e que busca um ideal baseado em modelos inalcançáveis, vejo a psicanálise se valer, cada vez mais, da aposta de que ela não é mesmo para todo mundo.
 
Ela é um meio para quem se dispõe à tecitura. A quem busca olhar para si como alguém completamente singular, que a partir de uma escuta, também singular, recria um mundo particular.

Volta e meia ouvimos falar sobre as mudanças de uma geração para outra. E é mesmo notório o quanto nossa forma de viver ...
19/05/2026

Volta e meia ouvimos falar sobre as mudanças de uma geração para outra. E é mesmo notório o quanto nossa forma de viver mudou de 2000 para cá.

Existimos e ocupamos o mundo de maneira bastante diferente. Temos outros gostos, outras ocupações, outras distrações e interesses.

Estive um tanto nostálgica esses dias. Baixei uma playlist com aquelas músicas que ouvia na MTV e no Top 10 da rádio. Corri alguns quilômetros essa semana ao som de músicas que embalaram as “sofrências” adolescentes, enquanto ria disfarçadamente, mas reflexiva…

E eis que chega a Copa. Mais um caldo de nostalgia para a conta. E, claro, mais reflexões ainda.

Pois bem, dentre as atividades da infância, bater bafo é uma delas. Eu adorava. Acho que não só com figurinhas da Copa, mas talvez com tazos e outras cartas.

Isso voltou. E ouvi meus filhos receberem um convite para disputar figurinhas dessa forma. Eu quase me intrometi. Foi por pouco.

Quase falei, antes de pensar: “esse é o tipo de brincadeira da qual alguém sai chorando”.

Reconsiderei. Não terminei a frase e deixei seguir. Fiquei pensando: meus pais não faziam ideia de como isso acontecia. Se eu ganhava, se perdia, se chorava, se ria. Eu simplesmente tinha liberdade para escolher do que brincar, com quem brincar, como brincar.

Antigamente, a gente tinha essa certa liberdade — que hoje penso que era especialmente no sentido de ser. De se tornar.

Claro que os tempos mudam e com muita coisa estou de acordo, mas outras tantas, olhando com cuidado, ficam me parecendo um exagero.

Me questionei se hoje não buscamos proteger tanto nossos filhos — ou as crianças — a ponto de subestimarmos a força delas?

Eu, mais do que ninguém, desejo que o mundo seja um lugar bom e amoroso para os meus. Anseio que as pessoas sejam gentis com eles, mas tenho me lembrado de ser cuidadosa ao agir, para que toda essa vontade não tome um rumo contrário e, ao invés de proteger, se torne um colocar em risco.

Aprender a dar a volta por cima, a continuar, apesar da frustração, seja ela qual for, também é lição! E uma das maiores…

Ao ler este livro, atravessei inúmeras questões — e todas de uma imensidão de dor. Na última década, venho trabalhando c...
12/05/2026

Ao ler este livro, atravessei inúmeras questões — e todas de uma imensidão de dor. Na última década, venho trabalhando com mulheres que sofreram violências em diferentes níveis. Um dado da minha clínica — e provavelmente de muitas outras — é que a maioria esmagadora de nós sofreu abuso em algum nível.

Ler sobre a busca teórica para dar contorno ao que vivenciamos é fundamental e urgente. O que fazemos ao ouvir essas mulheres é oferecer espaço para que elas atravessem com dignidade o lugar onde foram colocadas.

Em uma das páginas finais, é dito: “um lugar onde a linguagem pode nascer como forma de curar a dor resguardada, confinada ao segredo, ultrapassando-a”. A frase remete a um lugar de cuidado e análise: um espaço seguro, construído no vínculo entre dois sujeitos, que possibilita a fala onde coexiste a escuta. A partir disso, abre-se um espaço de criação, uma nova forma de existir. Não esquecendo o que houve, mas compreendendo que é possível existir para além da dor.

Nos artigos que compõem o texto, vemos relatos fortes que nos rasgam a alma, mas em nenhum perdemos a esperança. Vemos que o caminho é árduo, mas possível.

Recomendo a leitura a todas nós que trabalhamos com mulheres, para aprendermos e refletirmos sobre tudo o que nos abarca e afeta — e para que, principalmente, vislumbremos um caminho.

Acho importante frisar que a leitura pode despertar gatilhos. Eu me demorei nela justamente porque, entre um caso e outro, precisei me recompor.

Um dos trechos mais emocionantes do livro é o que um personagem responde ao outro (referência ao filme A Vida Secreta das Palavras) que, para ter uma vida com ela, aprenderia a nadar no rio de lágrimas que ela um dia, talvez, fosse derramar.

Quem sabe ser analista em casos assim seja também se colocar nesse lugar. Ainda que alguém, ali entre as quatro paredes do campo analítico, possa inundar a sala com as lágrimas derramadas, nós nadamos. Nós mergulhamos. E, finalmente, aprendemos a voltar à superfície. E assim, voltamos a respirar.

Abril foi um mês lindo, que poderia ser facilmente traduzido pelos dois primeiros vídeos. Mas vivemos tantos outros mome...
07/05/2026

Abril foi um mês lindo, que poderia ser facilmente traduzido pelos dois primeiros vídeos. Mas vivemos tantos outros momentos bons que valem todos os registros.

Tivemos golaço do meu número 3 e a aprovação da Zizoca no time de alto rendimento da ginástica. Encontros com amigos, festa surpresa preparada com muito amor em poucas horas, risadas, bate-papos sem fim, dias de treinos e muito amor!

Uma vida rica de momentos que fazem tudo valer a pena. Amo escolher os registros do dump do mês justamente por poder deixar marcado o quanto a vida tem sido boa por aqui 🥹✨✨✨

06/05/2026

Verdade seja dita: o que é compartilhado nas redes sociais é apenas um recorte da realidade.

Durante a edição desses diários, relembro cada momento — dos gostosos e divertidos aos de puro perrengue. No video, não cabe o cansaço físico, o desgaste emocional ou as preocupações. Não cabem as reclamações sobre os atrasos nem a raiva ao fim do dia quando um prestador não aparece pela quinta vez (mesmo já tendo recebido!).

Não cabem os batimentos acelerados ao
volante, nem os pedidos baixinhos para Deus: “que hoje tenha vaga, e sem necessidade de baliza, por favor”.
E também não são compartilháveis as vozes da minha cabeça dizendo: “deixa de pedir coisa boba, eu hein... vai a pé…”

Por isso, além do vídeo, a escrita.

Nesse processo de mudança, me conectei com o que reconheço em mim.

Eu sou calma e sou corajosa. E tenho um cara do lado que resolve qualquer problema!

A vida me ensinou, mais uma vez, que não é preciso ser boa para começar. Demos início assim, com tudo andando e sendo feito. Tal qual a vida como ela é.

Logo, nossa clínica se tornará linda, porque começou.

02/05/2026

Filha,

Hoje é dia de celebrar e valorizar seu esforço. Nós sabemos do seu desejo, da sua dedicação, e principalmente, de toda sua entrega até aqui.

É lindo, minha Zizoca, te ver enfrentar seus desafios e crescer em cada um deles.

Que você continue sendo persistente e forte. Que continue encarando toda dificuldade como motivação.

Todos os dias eu repito e vou continuar sempre: eu tenho um imenso orgulho de você, minha pequena gigante!

Que esse novo ciclo seja lindo — com aprendizados, amizades, trocas, respeito, amor e medalhas sim fim, rs.

Se divertaaa, magrela.
Eu te amo. Até o infinito, vai e volta!

27/04/2026

Semana passada comecei a escrever um texto e parei na metade. Já nem me lembro mais o motivo, mas sei que me chamaram para alguma coisa.

Eu queria ter escrito sobre o processo de mudança e adaptação num novo espaço de trabalho.

Logo eu, que me incomodo até se a poltrona está meio centímetro mais pra lá ou mais pra cá, estava prestes a mudar absolutamente tudo.

Não deu tempo de escrever antes e agora, num pequeno intervalo, me proponho a tentar colocar em palavras tudo que essa grande mudança tem mobilizado.

Justo agora. No exato momento em que me levanto, esbarro na mesa e escuto o som do vidro estilhaçando.
Lá se foi minha ampulheta.

E dessa vez “uma ampulheta não é só uma ampulheta” (psicanalistas entenderam 🫣). É um lembrete: tudo leva tempo.

Nos mudamos. Inauguramos sem tudo estar pronto. Algumas entregas atrasaram, alguns prestadores faltaram. Muitas decorações ainda estão por vir.
E o tempo, sempre ele, nos mostra que tudo é processo.

Quando a gente acreditar que está tudo pronto, já sei, será ilusão.

Tudo que é vivo, está sempre em movimento. E por aqui, seguimos nos movimentando.

24/04/2026

Estamos avançando e tá ficando lindo demais 🥹!

Já temos uma nova data: 27/04/2026. Vocês acreditam? Hahahaha

✨faça terapia✨— online, ou a partir de 27.4, na Rua Duque de Caxias, 71 🏡
20/04/2026

✨faça terapia✨

— online, ou a partir de 27.4, na Rua Duque de Caxias, 71 🏡

Estamos vivendo a semana de provas por aqui e, desde a primeira que tiveram, me proponho a sentar junto: ler, discutir, ...
16/04/2026

Estamos vivendo a semana de provas por aqui e, desde a primeira que tiveram, me proponho a sentar junto: ler, discutir, fazer questões e relembrar o estudado.

É gostoso ver, ano após ano, a evolução deles na forma de estudar, na qualidade das respostas e, especialmente este ano, na profundidade dos questionamentos. O uso que fazem do material mudou; saiu do passivo — de quem apenas escuta e decora — para o ativo, de quem compreende, reflete e questiona.

Desde o início da maternidade, entendi que eu tinha muito mais a aprender do que a ensinar, e esta semana não foi diferente.

Enquanto estudávamos Geografia, eu lia sobre as “ações do homem” e as interferências na natureza. Foi quando minha pequena gigante perguntou: “Por que escrevem o tempo inteiro ‘o homem’? Nunca colocam a mulher…”. Expliquei que, quando o texto quer se referir a um grupo de ambos os gêneros, usa-se “o homem” para generalizar.

Na lata, ela disparou: “Então deveriam escrever ‘os seres humanos’”.

Sabemos que as crianças são o futuro, aquelas que vão mudar nossa forma de existir no mundo. Mas, no dia seguinte, por força do hábito, li “os homens” novamente. Desta vez, foi meu pequeno gigante quem me corrigiu: “Ohhh mãe... os seres humanos, as pessoas. Lembra?”.

Eu espero nunca mais esquecer. Não é uma simples mudança de palavra; é uma revolução feita dia a dia, em cada ação que os constitui. É, sobretudo, sobre dar importância às conversas vivas que temos com as crianças que nos rodeiam.

Que a próxima geração saiba e sustente que somos todos seres humanos. E isso é muita coisa!

Endereço

Rua Bahia, 86, Gonzaga/Santos
Santos, SP
11060451

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 20:00
Terça-feira 08:00 - 20:00
Quarta-feira 08:00 - 20:00
Quinta-feira 08:00 - 20:00
Sexta-feira 08:00 - 20:00

Telefone

+5513991364574

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Bruna Leoneli posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Bruna Leoneli:

Compartilhar

Categoria