18/05/2020
Talvez muitos ainda desconheçam essa parte da nossa história onde as pessoas consideradas "loucas", eram afastadas do convívio em sociedade para "tratamento" e colocadas em manicômios. Estes desumanos, cruéis, sem um pingo de autonomia do paciente, com uso de eletrochoques e camisas de força, buscando "tratar" as "anormalidades".
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Vale salientar que além das pessoas que possuíam transtornos mentais, também eram colocadas as que não se encaixavam nos padrões sociais da época. Ou seja, tudo aquilo que fugia da "normalidade" precisava de tratamento. E isso perdurou durante anos.
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Eis que surge a luta antimanicomial enfatizando a importância de tratamentos mais humanizados para as pessoas com transtornos mentais, considerando a sua autonomia em relação ao seu próprio tratamento e indo contra toda desumanização contida nos manicômios, afinal "trancar não é um forma de cuidado". Uma luta que precisa permanecer sempre para que essa realidade jamais retorne.
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E como disse Nise da Silveira (médica psiquiatra que tanto lutou por essa forma de tratamento humanizado), "É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade". Que possamos ser como ela, lutando por nossos direitos e que essa inquietude possa mudar a realidade com mais políticas públicas e que todos nossos direitos sejam garantidos.
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Assistam o documentário "Holocausto Brasileiro" e conheçam um pouco essa triste parte da nossa história.
(MANICÔMIO NUNCA MAIS)
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Antônia Aparecida Victor
Psicóloga - CRP 11/14684