Ricardo Meloni - Psicólogo

Ricardo Meloni - Psicólogo CRP: 06/107743
Psicoterapia com adolescentes e adultos
Tel: (16) 99323-9902 Encontrei na psicologia uma forma de expressar os meus ideais.

Sou um idealista incurável, que acredita no potencial de transformação e de criatividade humana. Sou psicólogo atuante desde 2012, ano de minha formação, pós-graduado em Teorias e Técnicas Psicanalíticas. Também atuo, de forma voluntária, como psicólogo e coordenador pedagógico no Curso Pré-Vestibular Paulo Freire desde o ano de 2012.

O Se Importar com o que o Outro PensaSeria um grande problema se não nos preocupássemos em nada sobre a opinião dos outr...
18/06/2026

O Se Importar com o que o Outro Pensa
Seria um grande problema se não nos preocupássemos em nada sobre a opinião dos outros: nos vestiríamos de qualquer jeito, falaríamos coisas sem pensar nas consequências e nos portaríamos de forma inapropriada em muitas situações, resumindo se importar com a opinião alheia nos torna sociáveis.
O problema é quando esta preocupação se torna excessiva e ao invés de agir como uma ferramenta de socialização ela passa a nos restringir e oprimir. Isto se dá quando se passa a ter como referência mais importante o outro em detrimento de si mesmo. As pessoas com este tipo de preocupação procuram cumprir as toda e qualquer expectativa alheia abrindo mão com muita facilidade de sua próprias necessidades e desejos.
A origem disto pode se dar através de um rigidez na educação na infância, com regras muito rigorosas, dando pouco senão nenhum espaço para a liberdade e espontaneidade, fazendo com que esta criança e posteriormente o adulto se sinta inferior, cabendo a ela apenas o papel de agradar aos outros, sentindo que suas ideias e necessidades tem pouca importância.
Nem sempre isto se dá por conta de uma educação rígida, outra possibilidade da origem disto pode ser por características de personalidades, de origem genética, mas que nem por isso não são passíveis de serem mudadas a partir do autoconhecimento

Qual é a direção que faz você andar pra frente?Esta pode ser uma dúvida pertinente a nossas questões mais intimistas.Esc...
16/06/2026

Qual é a direção que faz você andar pra frente?

Esta pode ser uma dúvida pertinente a nossas questões mais intimistas.

Escolher uma direção para seguir em frente, progredir e não regredir, ainda mais com tantas possibilidades, é uma tarefa complexa.

Mas apenas uma pessoa pode responder essa questão: você.

É solitário quando somos apenas ouvidos, a verdadeira companhia está na escuta.Ouvir todos ouvem, mas nem todos escutam....
11/06/2026

É solitário quando somos apenas ouvidos, a verdadeira companhia está na escuta.
Ouvir todos ouvem, mas nem todos escutam.
Ouvir é uma atividade passiva, escutar é estar atento e aberto à verdadeira compreensão daquilo que é dito.

Algo que acho curioso é a forma como as pessoas tratam o próprio sofrimento psíquico, seja uma depressão profunda ou uma...
09/06/2026

Algo que acho curioso é a forma como as pessoas tratam o próprio sofrimento psíquico, seja uma depressão profunda ou uma dor de cotovelo. Dizem ser coisa da "cabeça", como se isso diminuísse o problema. Rotulam como "frescura" ou "falta do que fazer". Isso se dá por conta da crença de que controlamos TUDO o que sentimos e pensamos, então quando algo "dá errado" nos sentimos incompetentes e culpados.
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Normalmente nos julgamos bem e controlados enquanto estamos funcionais, conseguindo desempenhar as funções e demandas do dia-a-dia, sem interrupções e grandes sofrimentos. O que claramente é um erro: ser funcional nem sempre é sinônimo de saúde mental. Por exemplo, uma pessoa obsessiva pode ser muito produtiva em seu trabalho, em função de sua mania de organização, o que não quer dizer que não exista um sofrimento por trás de toda esta eficiência.
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Comparo a soberba de quem se julga "controlado" com a imagem de alguém que se sente poderoso em apagar e acender a luz com o simples gesto de apertar o interruptor. Sem se dar conta de estar ignorando a fiação da casa, as instalações dos postes, as torres de transmissão e as usinas hidrelétricas que operam, muito além do seu poder de ação, para que ele consiga acender e a apagar a luz. Ainda assim, ele não tem como saber se há alguma gambiarra no meio do caminho, que pode vir a dar problema em algum momento.
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É preciso cuidar da saúde mental, dando a ela a devida importância, pois é a partir de nossas condições cognitivas e emocionais que ponderamos, escolhemos e tomamos decisões. Deixá-la em segundo plano pode levar a arrependimentos e sensações de insatisfação.
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Quem cuida bem de sua saúde mental cuida bem do próprio destino.

Bauman dizia que em tempos em que se busca a satisfação no consumo, onde existe a segurança da promessa: "Satisfação gar...
04/06/2026

Bauman dizia que em tempos em que se busca a satisfação no consumo, onde existe a segurança da promessa: "Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta", acostumou-se a ter "desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço". As relações também foram afetadas, tornando-se produtos, meios de satisfação, sendo substituídas quando exigem ansiedade, suor ou esforço, ou mesmo quando surge um “modelo novo”.
Percebo isso em meu trabalho clínico, os relacionamentos, em especial entre os mais jovens, são caracterizados por dois extremos: uma gritante indiferença ou por grande insegurança e ciúmes. A mesma sociedade que transformou as relações em bens de consumo, fazendo de todos consumidores, transformou, por tabela, a todos em produtos a serem consumidos. A praticidade da troca também trouxe o medo de ser trocado. Isso acarretou no que costumo chamar de relações frágeis.
P/ entender o que quero dizer, imagine que você está em uma casa feita de um isopor fino. Se você encosta na parede, você cai do outro lado, se você pisa c/ um pouco mais de força no chão, a casa toda treme. Como você se sentiria dentro de uma casa dessa? O sentimento que se teria é de ser destrutivo, afinal qualquer movimento um pouco brusco pode por a casa abaixo, gerando fortes sentimentos de culpa.
A casa de isopor representa aqui a sensação que se tem de fragilidade do relacionamento, a insegurança e o medo de ser trocado. Se a casa cair o medo se concretizará. Gerando intermináveis indagações de onde foi que se errou.
Se as relações andam frágeis - não estou dizendo aqui que todas as relações sejam necessariamente frágeis - o que se pode fazer p/ sofrer menos c/ isso?
Se a casa é mesmo tão frágil, será que vale a pena morar nela? Talvez seja melhor pagar pra ver, pode ser que no final das contas não fosse frágil como se pensava. Mas caso venha a cair, pode ser que seja uma boa hora de começar a construir relações mais sólidas.

Já notou que tendemos a ser mais compreensivos e sensíveis com as falhas de outras pessoas, mas que quando somos nós que...
02/06/2026

Já notou que tendemos a ser mais compreensivos e sensíveis com as falhas de outras pessoas, mas que quando somos nós quem falhamos temos dificuldade em aceitar? Somos mais gentis e preocupados com os nossos amigos e familiares, enquanto guardamos para nós próprios cobranças e críticas.
É neste contexto que surge o conceito de autocompaixão, que nada mais é do que o revolucionário ato de nos tratarmos como tratamos o outro, com a mesma compreensão e gentileza. O que não quer dizer que devemos esperar menos de nós mesmos, mas que podemos investir mais energia em nossos projetos do que nas críticas e ataques que fazemos a nós mesmos.
A compaixão vai além da empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, pois tem o desejo genuíno de aliviar o sofrimento do outro. A autocompaixão implica em não nos torturarmos em cobranças e críticas sem sentido, que não produzem nada além de sofrimento.
O exercício da autocompaixão pode contribuir para a diminuição (o que não quer dizer cura) do estresse, ansiedade e até mesmo depressão.

Não adianta ter os melhores ingredientes, a melhor receita e o melhor cozinheiro, se não tivermos a paciência de esperar...
28/05/2026

Não adianta ter os melhores ingredientes, a melhor receita e o melhor cozinheiro, se não tivermos a paciência de esperar o bolo assar, ele ficará intragável.
O mesmo acontece em nossas vidas quando não damos o tempo para as coisas amadurecerem dentro e fora de nós.

É irônico, mas muitas vezes é assim mesmo: quem se acha muito esperto tem mais dificuldade em perceber que foi enganado....
26/05/2026

É irônico, mas muitas vezes é assim mesmo: quem se acha muito esperto tem mais dificuldade em perceber que foi enganado. É preciso humildade e autocrítica para reconhecer que lhe passaram a perna.
Arte de Mostropi

Se você precisa estar sempre acompanhado de uma pessoa de quem gosta e confia, se você se sente incapaz de tomar decisõe...
21/05/2026

Se você precisa estar sempre acompanhado de uma pessoa de quem gosta e confia, se você se sente incapaz de tomar decisões sozinho(a) e se tem uma constante necessidade de aprovação é possível que você seja uma pessoa dependente emocionalmente.
A dependência emocional é um estado em que o indivíduo não se sente suficiente, levando a uma sensação de incapacidade, de descontentamento e de indecisão permanente. Toda esta insegurança leva a projeção de expectativas em outras pessoas que inspirem confiança: como pais, relações amorosas, amizades, etc.
Como estratégia para manter as pessoas por perto é comum que se coloquem sempre em segundo plano, dando preferência às necessidades dos outros em detrimento das suas próprias. O que afeta seus projetos pessoais, em que sempre existe a participação direta do outro.
Outro ponto bastante característico, em relacionamentos amorosos, é o ciúmes excessivo acompanhado da expectativa de atenção constante. Levando, muitas vezes, a posturas possessivas e controladoras com o(a) parceiro(a).
A causas da dependência emocional pode estar associada a superproteção na infância, o que não contribui para o desenvolvimento da autonomia e da independência. Dessa forma a dependência que inicialmente era dos pais, é expandida para outras relações.
É possível deixar para trás a dependência emocional, através da valorização das virtudes e habilidades que se possui e do reconhecimento de conquistas realizadas ao longo da vida. Ajuda profissional pode ser fazer necessário nesse processo.

Carência não é doença, relacionamento não é remédio e a dor não é boa conselheira. Quadrinho: Cartumante
19/05/2026

Carência não é doença, relacionamento não é remédio e a dor não é boa conselheira.
Quadrinho: Cartumante

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