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� Saúde mental de forma leve
� Terapia Cognitivo-Comportamental
� Pós-Graduanda em Psicologia Social

Na última quinta-feira, dia 5, tive a oportunidade de realizar uma palestra na sala de espera do Bolsa Família, a convit...
07/03/2026

Na última quinta-feira, dia 5, tive a oportunidade de realizar uma palestra na sala de espera do Bolsa Família, a convite do coordenador, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O encontro teve como tema “Mulher informada, violência denunciada”, trazendo reflexões importantes sobre informação, direitos e proteção das mulheres.

O momento foi conduzido de forma leve e acolhedora, promovendo um espaço de diálogo e troca. A conversa aconteceu por meio de uma dinâmica, que possibilitou a participação das mulheres presentes e tornou o encontro ainda mais significativo e descontraído. 💜✨

04/03/2026

Criança não deveria carregar clima pesado, tensão de casa ou responsabilidade emocional que não é dela.
Mas quando ninguém explica isso, ela aprende a ficar quieta, e mediar conflitos, a engolir sentimentos para não piorar o ambiente.

25/02/2026

Como psicóloga, é muito importante compreender que a forma como reagimos ao comportamento infantil molda diretamente a forma como a criança aprende a se comunicar com o mundo.

A birra, muitas vezes, não é apenas “mau comportamento”. Ela é uma tentativa, ainda imatura de expressar frustração, cansaço, necessidade de atenção ou dificuldade em lidar com limites. No entanto, quando os adultos cedem sempre que a criança faz birra, acabam reforçando esse comportamento. Sem perceber, ensinam que gritar, chorar excessivamente ou se jogar no chão é uma estratégia eficaz para conseguir o que deseja.

Isso é o que chamamos de reforço negativo do comportamento inadequado: a criança aprende que a birra funciona.

Por outro lado, quando os pais ou cuidadores mantêm o limite com firmeza e calma, e direcionam atenção e elogio aos comportamentos adequados, estão utilizando o reforço positivo. Ou seja, valorizam quando a criança pede de forma respeitosa, quando espera sua vez, quando aceita um “não” com menos resistência. Ao receber atenção, validação e reconhecimento nesses momentos, a criança aprende que existem maneiras mais saudáveis e eficazes de se expressar.

É importante lembrar que ignorar a birra (quando não há risco físico) não significa ignorar a criança. Significa não reforçar o comportamento inadequado, enquanto se oferece acolhimento assim que ela se reorganiza emocionalmente.

Educar não é ceder para evitar conflito, mas ensinar habilidades emocionais. E isso exige constância, paciência e coerência. Crianças precisam de limites claros para se sentirem seguras e de reconhecimento sincero quando conseguem agir de forma adequada.

No fim, o que reforçamos, cresce. Por isso, vale sempre refletir: estou fortalecendo a birra ou estou fortalecendo a habilidade emocional do meu filho?

22/02/2026

Tomar decisões é um dos atos mais importantes do nosso amadurecimento emocional.

Como psicóloga, eu costumo dizer que decidir é, antes de tudo, assumir a autoria da própria vida. Enquanto adiamos escolhas, permanecemos em um lugar de espera, muitas vezes colocando nas circunstâncias ou nas outras pessoas a responsabilidade pelo rumo da nossa história.

Decidir não significa ter certeza absoluta. Significa escolher mesmo diante do medo, da dúvida e da possibilidade de erro. E isso exige coragem. Toda decisão envolve ganhos e perdas, amadurecer é compreender que não existe caminho sem renúncia.

Muitas pessoas evitam decidir por medo de frustrar alguém, de errar ou de sair da zona de conforto. Mas a indecisão prolongada também é uma decisão, a decisão de permanecer onde está. E, às vezes, o que mais gera sofrimento não é a escolha feita, mas a escolha adiada.

Tomar decisões fortalece a autoestima, porque reforça a percepção de que você é capaz de conduzir a própria vida. Mesmo quando o resultado não é o esperado, há aprendizado, crescimento e autoconhecimento.

18/02/2026

Maturidade emocional não significa deixar de sentir, mas aprender a sentir com consciência. Como psicóloga, costumo dizer que ser emocionalmente maduro não é sobre controlar tudo o que acontece dentro de nós, e sim sobre assumir responsabilidade pela forma como lidamos com o que sentimos.

É entender que nossas emoções não são inimigas — elas são sinais. A raiva pode apontar limites desrespeitados, a tristeza pode revelar perdas não elaboradas, a ansiedade pode indicar medos que precisam ser acolhidos. A maturidade surge quando paramos de reagir automaticamente e começamos a refletir antes de agir.

Uma pessoa emocionalmente madura reconhece suas fragilidades sem se envergonhar delas. Consegue pedir desculpas, rever posicionamentos, sustentar um “não” quando necessário e aceitar que nem tudo está sob seu controle. Ela compreende que conflitos fazem parte das relações, mas escolhe dialogar em vez de ferir.

Maturidade emocional também é tolerar frustrações, adiar gratificações e entender que crescer, muitas vezes, dói. É sair do lugar de vítima constante e assumir o protagonismo da própria história.

No fim, amadurecer emocionalmente é um processo contínuo. Não é um ponto de chegada, mas um caminho de autoconhecimento, responsabilidade afetiva e escolhas mais conscientes consigo e com o outro.

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Simão Dias, SE

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