08/07/2026
Você também cresceu acreditando que um dia a vida finalmente "daria certo"?
Junho foi um mês agridoce por aqui.
Quando somos crianças, carregamos a ilusão de que existe um lugar onde tudo será perfeito. Vamos adiando a felicidade para a próxima conquista.
Serei feliz QUANDO...
Serei feliz SE eu tiver...
Serei feliz SE eu conseguir...
Mas a vida vai nos ensinando, às vezes da forma mais dolorosa, que ela não acontece depois de uma conquista. Ela acontece agora. E quase nunca vem em uma única cor.
O mês de junho trouxe sentimentos ambíguos.
Teve meu aniversário.
Teve passeios em família.
Houve também um braço quebrado, uma testa costurada e uma mãe que desmaiou vendo isso (agora eu entendo os maridos que desmaiam durante o parto).
Teve a emoção de ver um teste de gravidez positivo. E também a dor profunda e silenciosa de viver mais uma perda gestacional.
A vida é assim: agridoce.
Há dores que não escolhemos. Há perdas que jamais desejaríamos viver. Mas, mesmo quando não podemos escolher o que nos acontece, ainda existe uma liberdade que ninguém pode nos tirar: a liberdade de escolher a própria atitude em qualquer circunstância.
Não se trata de fingir que a dor não existe, nem de romantizar o sofrimento. Trata-se de reconhecer que, mesmo em meio às lágrimas, ainda podemos escolher onde repousará o nosso olhar.
Talvez amadurecer seja justamente isso: entender que a felicidade não nasce de uma vida perfeita, mas da maneira como decidimos atravessar a vida que temos.
Porque a vida é, sim, agridoce. E, mesmo assim, ainda é bela.