Dra. Marianna Ferreira

Dra. Marianna Ferreira Pediatra pela Santa Casa de São Paulo
Endocrino Pediatra pelo Instituto da Criança do HCFMUSP

A altura do meu filho depende apenas da genética?Não. A genética ajuda a definir o potencial de crescimento da criança, ...
27/07/2026

A altura do meu filho depende apenas da genética?

Não. A genética ajuda a definir o potencial de crescimento da criança, mas outros fatores determinam se ela conseguirá alcançar a altura esperada.

Na endocrinologia pediátrica, calculamos o chamado alvo genético, uma estimativa baseada na altura dos pais:

Meninos: (altura do pai + altura da mãe + 13) ÷ 2
Meninas: (altura do pai + altura da mãe − 13) ÷ 2

O resultado representa uma altura estimada, com uma variação aproximada de 8,5 cm para mais ou para menos. Não é uma previsão exata, mas uma referência utilizada no acompanhamento do crescimento infantil.

Mesmo que a criança tenha potencial para atingir determinada altura, alguns fatores podem interferir nesse processo:

• sono insuficiente ou desregulado
• alimentação inadequada ou deficiências nutricionais
• doenças crônicas não controladas
• alterações hormonais, como problemas na tireoide ou deficiência do hormônio do crescimento
• puberdade precoce
• uso prolongado de alguns medicamentos

Por isso, dizer que uma criança é baixa apenas porque “puxou o pai” pode fazer com que sinais importantes passem despercebidos.

Mais importante do que observar uma medida isolada é acompanhar a curva e a velocidade de crescimento ao longo do tempo. Se a criança está crescendo menos do que antes, se afastando do padrão esperado ou abaixo do seu alvo genético, é importante investigar.

A avaliação com um endocrinologista pediátrico ajuda a entender se o crescimento está dentro do esperado e se existe algum fator impedindo a criança de alcançar seu potencial.

Sou a Dra. Marianna Ferreira, endocrinologista pediátrica em Sorocaba. Para agendar uma avaliação, acesse o link na bio.

24/07/2026

Como saber se é apenas gordura na mama ou se o broto mamário começou a se desenvolver?

Essa é uma dúvida frequente, principalmente entre famílias de meninas com sobrepeso ou obesidade.

O broto mamário costuma ser percebido como uma pequena estrutura mais firme abaixo da aréola. Porém, quando existe maior quantidade de tecido adiposo na região, essa diferenciação pode ser difícil de fazer apenas observando ou apalpando em casa.

Por isso, a avaliação médica é importante. Durante a consulta, o endocrinologista observa a mama, realiza a palpação e considera outros fatores, como a idade da criança, a velocidade de crescimento e a presença de outros sinais de puberdade.

O excesso de peso pode estar associado ao desenvolvimento puberal mais precoce, mas isso não significa que toda menina com sobrepeso terá puberdade precoce. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

E existe outro cuidado fundamental: essa consulta não pode se transformar em um momento de constrangimento. Comentários sobre o corpo e o peso podem deixar marcas profundas, especialmente em uma fase tão sensível do desenvolvimento.

É possível investigar a saúde da criança e conversar sobre o peso com respeito, acolhimento e sem preconceito.

Na dúvida sobre o aparecimento do broto mamário, procure um endocrinologista infantil.

Quando devo levar meu filho ao endocrinologista pediátrico?Nem sempre uma alteração hormonal aparece primeiro em um exam...
23/07/2026

Quando devo levar meu filho ao endocrinologista pediátrico?

Nem sempre uma alteração hormonal aparece primeiro em um exame. Muitas vezes, os sinais estão no crescimento, no peso, na puberdade ou em mudanças na rotina da criança.

É importante buscar uma avaliação com endocrinologista pediátrico quando a criança:

• cresce mais devagar ou para de crescer
• ganha ou perde peso sem uma explicação clara
• apresenta sinais de puberdade antes ou depois do esperado
• sente sede excessiva, muita fome e vontade frequente de urinar
• tem cansaço, sonolência, irritabilidade ou queda no rendimento escolar
• apresenta pelos em excesso, suor intenso ou manchas escurecidas na pele

Esses sintomas não significam, necessariamente, que exista uma doença hormonal. Mas merecem ser investigados, principalmente quando persistem ou aparecem em conjunto.

Na consulta, avalio a curva de crescimento, o desenvolvimento da criança, sua alimentação, seu histórico familiar e, quando necessário, solicito exames. Cada criança precisa ser compreendida de forma individual, sem comparações e sem diagnósticos precipitados.

Sou a Dra. Marianna Ferreira, endocrinologista pediátrica em Sorocaba, e meu propósito é acompanhar crianças e adolescentes com um olhar acolhedor e baseado em evidências.

Para agendar uma avaliação, acesse o link na bio.

22/07/2026

Mounjaro pode ser usado por adolescentes com obesidade?

Neste momento, o Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, ainda não é uma medicação liberada especificamente para o tratamento da obesidade em adolescentes.

Existem situações relacionadas ao diabetes tipo 2 em que a indicação pode ser considerada, seguindo critérios específicos. Mas isso é diferente de afirmar que todo adolescente com excesso de peso ou obesidade pode usar Mounjaro.

Os estudos com tirzepatida na adolescência têm apresentado resultados promissores, e novas liberações podem surgir futuramente. Até lá, não devemos antecipar indicações nem utilizar a medicação sem acompanhamento especializado.

A obesidade na adolescência é uma doença crônica e precisa ser tratada com seriedade, considerando o crescimento, o desenvolvimento, a alimentação, as condições metabólicas e a realidade de cada paciente.

Por isso, a escolha do tratamento deve ser feita por um endocrinologista, após uma avaliação individualizada. Medicação para obesidade não deve ser usada por conta própria, especialmente durante a adolescência.

21/07/2026

Fórmula, composto lácteo ou leite de vaca após 1 ano?

Essa é uma decisão que deve ser conversada com o pediatra, mas que também pode aparecer no consultório do endocrinologista infantil.

No caso de uma criança maior de 1 ano, que ainda mama no peito e está construindo uma alimentação mais variada, a orientação costuma ser fazer a transição para o leite de vaca integral, em vez de manter o composto lácteo.

O composto lácteo não deixa de ser um alimento processado. Além disso, até os 2 anos, a criança ainda está desenvolvendo o paladar e pode mudar sua relação com diferentes alimentos. Uma alimentação que hoje não está tão boa ainda pode evoluir.

Já as fórmulas infantis, especialmente antes dos 12 meses, podem ser necessárias em situações específicas e precisam de indicação profissional.

A escolha deve ser individualizada e acompanhada pelo pediatra da criança.

15/07/2026

Muitas famílias adiam a busca por ajuda porque têm medo do julgamento.

Mas a obesidade infantil não é falta de força de vontade, falta de cuidado ou responsabilidade dos pais. É uma doença crônica e multifatorial, que precisa ser tratada com conhecimento, acolhimento e acompanhamento especializado.

No meu consultório, você não vai encontrar culpa ou críticas. Vai encontrar um espaço seguro para entender o que está acontecendo com seu filho, investigar as causas e construir um tratamento individualizado, respeitando a história, a rotina e as necessidades de cada criança e adolescente.

O primeiro passo para cuidar da obesidade infantil é trocar o julgamento pelo acolhimento.

Se esse vídeo fez sentido para você, compartilhe com outras famílias. Buscar ajuda é um ato de cuidado e nunca um motivo para sentir vergonha.

Existe agora uma opção de hormônio do crescimento de aplicação semanal e isso muda muito para as famílias que fazem trat...
14/07/2026

Existe agora uma opção de hormônio do crescimento de aplicação semanal e isso muda muito para as famílias que fazem tratamento. O GH tradicional é conhecido há décadas por exigir aplicações diárias, geralmente à noite. Para muitas famílias, essa rotina é um dos pontos mais difíceis do tratamento, principalmente em crianças menores e adolescentes que precisam manter a adesão por anos.

Já existem hoje formulações de GH de longa duração, desenvolvidas para manter níveis estáveis ao longo da semana com uma única aplicação. Os estudos clínicos disponíveis mostram eficácia comparável à do GH diário, em algumas indicações de GH.

O ponto importante: a indicação do tratamento não mudou. O que mudou foi a forma de administrar.

E aqui vale um lembrete que faço sempre no consultório: hormônio do crescimento não é para toda criança baixa. Existem critérios clínicos e laboratoriais bem estabelecidos para indicar o tratamento: deficiência comprovada, algumas síndromes específicas, causas definidas de baixa estatura.

A novidade da aplicação semanal é um avanço real de qualidade de vida para quem tem deficiência de GH, principalmente. Mas a decisão de tratar continua sendo clínica, individual e criteriosa - até para ver se o semanal já foi aprovado na indicação do seu filho(a).

Se você tem dúvida sobre o crescimento do seu filho, vale uma avaliação com endocrinologista pediátrico.

O problema não é onde a curva do seu filho está, é pra onde ela está indo.  Essa é uma das coisas que mais precisa ser d...
13/07/2026

O problema não é onde a curva do seu filho está, é pra onde ela está indo. Essa é uma das coisas que mais precisa ser desmistificada quando o assunto é crescimento infantil.

Uma altura isolada, sem contexto, tem pouco valor clínico. O que realmente importa é onde essa medida se encaixa dentro de uma faixa de normalidade para a idade e o s**o e, principalmente, como ela se comporta ao longo do tempo.

Para isso, usamos a curva de crescimento, que é a principal ferramenta clínica para avaliar se uma criança está crescendo bem. Ela mostra o percentil, a posição da criança em relação a outras da mesma idade e s**o. E aqui está o ponto que quebra uma crença comum: estar em um percentil baixo, por si só, não é problema. Uma criança pode crescer no percentil 10 a vida inteira e ser completamente saudável, se essa é a faixa dela, e se a curva se mantém estável.

O que realmente preocupa é a mudança de direção:
→ Queda de percentil ao longo do tempo (por exemplo, sair do percentil 50 e ir para o 15)
→ Velocidade de crescimento reduzida para a idade
→ Altura muito abaixo do alvo genético calculado
→ Baixa estatura acompanhada de outros sintomas ou sinais

É por isso que a resposta "está tudo bem, ele vai crescer" nem sempre resolve. O que precisa ser avaliado é o traçado da curva, não uma medida isolada. Quando levar ao endocrinologista pediátrico? Se a curva do seu filho vem desacelerando, se ele saiu do percentil habitual, se está muito abaixo do alvo genético, ou simplesmente se você tem dúvida e essa dúvida não foi respondida.

10/07/2026

“Dra., desregular o sono só nas férias, prejudica o crescimento?” Essa é uma dúvida muito comum dos pais, e a resposta é: depende.

Dormir mais tarde em um ou outro dia, durante uma viagem ou uma ocasião especial, não costuma trazer prejuízos para o crescimento da criança.

O problema é quando essa mudança deixa de ser exceção e vira rotina. Dias seguidos dormindo muito tarde podem comprometer a qualidade do sono e, consequentemente, a produção de hormônios importantes para o desenvolvimento, como o hormônio do crescimento (GH).

Esse cuidado merece ainda mais atenção na adolescência, uma fase em que o corpo está passando por muitas mudanças e o sono tem papel fundamental no crescimento e no equilíbrio hormonal.

No vídeo, eu explico quando essa mudança de rotina realmente merece atenção. Assista até o final e compartilhe com outros pais que também ficam com essa dúvida.

07/07/2026

Você provavelmente já ouviu que o Messi usou hormônio do crescimento na infância. E, desde então, muitos pais chegam ao consultório perguntando: “Será que meu filho também deveria tomar?”

A resposta é: depende. E, na maioria das vezes, não.

O GH não é um suplemento para fazer a criança crescer mais, melhorar o desempenho nos esportes ou aumentar a altura por estética. Ele é um medicamento indicado apenas para situações específicas, como deficiência do hormônio do crescimento e outras condições bem estabelecidas pela endocrinologia pediátrica.

Antes de pensar em qualquer tratamento, é fundamental investigar a causa da baixa estatura, avaliar a velocidade de crescimento, a idade óssea e outros fatores que influenciam o desenvolvimento da criança.

No vídeo, eu explico por que o caso do Messi não pode ser usado como regra e quando o hormônio do crescimento realmente é indicado.

Assista até o final e compartilhe com outras famílias que também têm essa dúvida.

Endereço

Rua Rui Coelho De Oliveira Filho 119
Sorocaba, SP
18030163

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