Cristina Strachicini Psicóloga

Cristina Strachicini Psicóloga Psicologia baseada em evidências
Cuidado emocional com método
Especialista em ajudar adultos a viver com consciência
📍 Sorocaba | Online

Às vezes, convivemos por tanto tempo com o cansaço, a tensão e o estresse que começamos a tratá-los como parte normal da...
13/08/2026

Às vezes, convivemos por tanto tempo com o cansaço, a tensão e o estresse que começamos a tratá-los como parte normal da rotina.

Quando a tensão nos ombros, o aperto antes das reuniões, a irritabilidade ou a sensação de estar sempre no limite se repetem, podemos deixar de percebê-los como sinais de que algo precisa de atenção.

Aos poucos, aquilo que incomodava passa a parecer apenas “o nosso jeito de funcionar”.

Mas o organismo continua respondendo.
Quando o estresse se mantém por muito tempo e há pouca possibilidade de recuperação, seus efeitos podem aparecer no sono que não descansa, na tensão muscular, na mandíbula apertada, na digestão e naquela sensação de que o corpo nunca consegue realmente desacelerar.

Isso não é simplesmente falta de disciplina ou incapacidade de “dar conta”. Corpo e mente estão em interação constante, e sinais persistentes merecem ser compreendidos dentro do contexto de vida de cada pessoa.

Perceber o que você passou a considerar “normal” pode ser um primeiro passo. Não para se culpar por ter suportado tanto, mas para reconhecer que aguentar não é a mesma coisa que estar bem.

E um cuidado importante: sintomas físicos persistentes não devem ser automaticamente atribuídos ao estresse ou às emoções. Eles merecem avaliação profissional e, quando necessário, investigação médica.

O que você tem chamado de “normal” só porque aprendeu a conviver com isso?

Quando a ansiedade aumenta, tentar simplesmente “se acalmar” pode ser muito difícil. O corpo já está em estado de alerta...
11/08/2026

Quando a ansiedade aumenta, tentar simplesmente “se acalmar” pode ser muito difícil. O corpo já está em estado de alerta, e isso pode tornar mais difícil organizar os pensamentos, avaliar a situação com clareza e escolher como responder.

É por isso que a ordem dos 3 passos deste carrossel não é aleatória:
1. Primeiro, o corpo.
Comece pela respiração. Inspire sem forçar e solte o ar um pouco mais devagar. Repita algumas vezes, respeitando o seu ritmo. Uma respiração mais lenta e confortável pode ajudar a reduzir gradualmente a ativação do organismo.

2. Depois, a atenção.
A ansiedade costuma levar a mente para aquilo que pode acontecer: os conhecidos “e se...?”. Em vez de tentar eliminar esses pensamentos, volte a atenção para o que é concreto no momento presente. Observe onde você está, o que vê, ouve e sente e o que realmente está acontecendo agora.

3. Por fim, a direção.
Depois de cuidar do corpo e trazer a atenção de volta ao presente, pergunte a si mesma: “Qual é o próximo passo possível para mim agora?” Não é preciso resolver tudo de uma vez. Escolha uma ação pequena, concreta e possível. Isso ajuda a criar espaço entre o que você sente e o que faz, favorecendo uma resposta mais consciente em vez de uma reação automática.

A sequência importa: primeiro, você ajuda o corpo a desacelerar; depois, traz a atenção de volta ao presente; e, por fim, escolhe como deseja agir.

Essa prática pode ajudar a atravessar um momento de ansiedade. Mas uma técnica de regulação não substitui a compreensão do que mantém a ansiedade ao longo do tempo.

Se ela se tornou frequente, interfere no sono, aparece antes de reuniões ou compromissos, provoca tensão constante ou começa a limitar sua vida, talvez seja importante olhar além do sintoma.

Na psicoterapia, podemos compreender os gatilhos, os pensamentos, as emoções, as respostas do corpo e os padrões que ajudam a manter esse estado de alerta e construir outras formas de lidar com ele.

Regular o momento é importante. Compreender o padrão também.
Conte comigo.

Me conta, você sabe? Pare para refletir, e me conta aqui nos comentários.
07/08/2026

Me conta, você sabe? Pare para refletir, e me conta aqui nos comentários.

Neste Dia dos Pais, vale lembrar que nem toda depressão se manifesta como tristeza.Existe um fenômeno frequentemente cha...
06/08/2026

Neste Dia dos Pais, vale lembrar que nem toda depressão se manifesta como tristeza.

Existe um fenômeno frequentemente chamado de depressão funcional. Embora não seja um diagnóstico clínico, esse termo é usado para descrever pessoas que continuam trabalhando, cuidando da família e cumprindo suas responsabilidades, mesmo convivendo com um sofrimento emocional importante.

Em muitos homens, esse sofrimento pode aparecer como irritabilidade, explosões de raiva, impaciência, isolamento, excesso de trabalho, uso de álcool ou dificuldade para demonstrar vulnerabilidade. Como continuam “funcionando”, esses sinais muitas vezes são confundidos com estresse, mau humor ou um “temperamento forte”.

Isso não significa que todo homem irritado esteja deprimido. Mas significa que a depressão pode se manifestar de formas diferentes e merece atenção.

Neste Dia dos Pais, talvez o maior gesto de cuidado não seja esperar que ele seja forte o tempo todo.

Talvez seja perguntar, com interesse genuíno: “Como você realmente está?”

Às vezes, por trás da irritação e da aparente força, existe um sofrimento silencioso que nunca encontrou espaço para ser acolhido.

Compartilhe com quem precisa lembrar que cuidar da saúde mental também faz parte de cuidar de quem amamos.

Ninguém existe separado das condições materiais, afetivas, históricas e sociais em que vive.O que pensamos, sentimos e n...
30/07/2026

Ninguém existe separado das condições materiais, afetivas, históricas e sociais em que vive.

O que pensamos, sentimos e nos tornamos não nasce de forma isolada. Vai sendo construído nas relações, nas experiências e nas possibilidades concretas que encontramos ao longo do caminho.

Quando comparamos trajetórias de maneira linear, como se alguém pudesse estar “atrasado” em relação a outra pessoa, ignoramos que cada vida parte de um contexto diferente.

Algumas pessoas tiveram tempo, segurança e apoio para experimentar caminhos. Outras precisaram usar esse mesmo tempo para sobreviver, cuidar de alguém, trabalhar, proteger-se ou reconstruir o que foi quebrado.

Por isso, a ideia de que existe um roteiro certo para a vida adulta é tão limitada. A existência é aberta, imprevisível e plural. Não existe um único jeito válido de viver ou de “dar certo”.

Muitas vezes, o tempo que parece perdido não foi vazio. Ele estava ocupado por batalhas que nem sempre eram visíveis.

Reconhecer isso não apaga a dor nem resolve tudo. Mas pode diminuir a culpa e transformar a forma como você olha para a sua própria história.

“Eu sempre fui assim.”Talvez você tenha aprendido a viver em estado de alerta por tanto tempo que isso passou a parecer ...
29/07/2026

“Eu sempre fui assim.”
Talvez você tenha aprendido a viver em estado de alerta por tanto tempo que isso passou a parecer parte da sua personalidade.

Você funciona, entrega, resolve, antecipa problemas e raramente deixa algo escapar. Por fora, parece eficiência. Por dentro, o organismo pode continuar agindo como se precisasse proteger você o tempo todo.

É por isso que algumas pessoas dormem e não descansam. Acordam com a mandíbula dolorida, percebem o intestino reagir antes de situações importantes ou sentem o corpo inteiro tenso quando finalmente conseguem parar.

Isso não significa que todo sintoma tenha origem emocional. Significa que corpo e mente estão em constante interação.

A Psicossomática contribui para a compreensão dessa relação, enquanto a Psicoterapia Positiva, uma abordagem terapêutica baseada em evidências, busca compreender o sofrimento sem perder de vista os recursos, as fortalezas e as capacidades que podem ser desenvolvidos para promover saúde, bem-estar e uma vida com mais significado.

Um estado prolongado de vigilância pode influenciar o sono, a digestão, a tensão muscular e até a forma como percebemos a dor.

O sintoma é real. E, às vezes, ele também conta uma história que merece ser compreendida.

Estar em alerta pode ter sido necessário em algum momento da sua vida. Reconhecer que hoje é possível desenvolver novas formas de responder às experiências é um passo importante para promover mais equilíbrio, saúde e qualidade de vida.

Você não precisa esperar o corpo gritar para começar a escutá-lo.

Se você deseja compreender melhor a relação entre corpo, emoções e comportamento e descobrir novas formas de cuidar de si, entre em contato pelo link da bio. Será um prazer caminhar com você nesse processo.

Acredito que a psicoterapia é um processo de construção conjunta, em que cada pessoa é compreendida em sua história, seu...
28/07/2026

Acredito que a psicoterapia é um processo de construção conjunta, em que cada pessoa é compreendida em sua história, seus recursos e seus desafios. Por isso, meu trabalho é integrativo e baseado em evidências, reunindo conhecimentos da Psicologia Positiva, da Psicoterapia Positiva, da Terapia Cognitivo-Comportamental, da Psicossomática e de práticas de Mindfulness, sempre respeitando a singularidade de cada paciente.

Não conseguimos controlar tudo o que acontece na vida, mas podemos compreender e transformar a forma como interpretamos e respondemos às experiências.

A Psicologia Positiva e a Psicoterapia Positiva ampliam o olhar para além dos sintomas, valorizando também os recursos pessoais, as fortalezas e os fatores que favorecem bem-estar e qualidade de vida. A Psicossomática contribui para compreender a relação entre mente e corpo, reconhecendo que nossas emoções e experiências podem se manifestar também por meio do organismo.

É nesse espaço de compreensão e transformação que a mudança acontece.

Muitas pessoas chegam à terapia depois de meses, às vezes anos, adiando o cuidado porque a rotina, a distância ou a falta de tempo pareciam obstáculos. Nesse período, questões que começaram pequenas acabam se acumulando.

Se esse é o seu caso, o atendimento online pode facilitar esse primeiro passo.

Atendo presencialmente em Sorocaba e online para pessoas de outras cidades ou que vivem no exterior. Também realizo atendimentos em espanhol.

Se quiser saber como funciona a psicoterapia, a duração das sessões e como organizamos o acompanhamento, entre em contato pelo link da bio.

Ninguém trabalha oito horas seguidas. A gente trabalha oito horas divididas em dezenas de interrupções.Reunião, e-mail, ...
23/07/2026

Ninguém trabalha oito horas seguidas. A gente trabalha oito horas divididas em dezenas de interrupções.

Reunião, e-mail, notificação, a mensagem que chega enquanto você responde outra, a aba que abriu para conferir uma coisa rápida e depois nem lembra por quê. Cada interrupção parece pequena. E é. O problema é a soma delas.

O cérebro não muda de assunto instantaneamente. Ele leva um pouco da tarefa anterior para a próxima.

Ao longo do dia, esse acúmulo consome energia mental e, quando você chega em casa, sobra apenas a sensação de exaustão, sem conseguir explicar exatamente o motivo.

Muita gente acredita que isso significa falta de disposição. Na verdade, pode ser apenas um cérebro sobrecarregado por estímulos constantes.

Existe até uma cena bastante comum: a dor de cabeça aparece no sábado, justamente quando a semana desacelera. Nem sempre é coincidência. Às vezes, é o corpo encontrando espaço para expressar o que foi sustentado durante dias.

Pausa não é simplesmente parar de trabalhar. É interromper, por alguns minutos, a demanda constante por atenção.

Trocar uma reunião pelo feed não é descanso. É apenas trocar a fonte de estímulos.

Experimente dez minutos de silêncio, sem telas. Se isso parecer desconfortável, talvez esse incômodo revele o quanto faz tempo que sua mente não encontra um verdadeiro espaço para descansar.

Ninguém trabalha oito horas seguidas. A gente trabalha oito horas divididas em dezenas de interrupções.Reunião, e-mail, ...
21/07/2026

Ninguém trabalha oito horas seguidas. A gente trabalha oito horas divididas em dezenas de interrupções.

Reunião, e-mail, notificação, a mensagem que chega enquanto você responde outra, a aba que abriu para conferir uma coisa rápida e depois nem lembra por quê. Cada interrupção parece pequena. E é. O problema é a soma delas.

O cérebro não muda de assunto instantaneamente. Ele leva um pouco da tarefa anterior para a próxima. Ao longo do dia, esse acúmulo consome energia mental e, quando você chega em casa, sobra apenas a sensação de exaustão, sem conseguir explicar exatamente o motivo.

Muita gente acredita que isso significa falta de disposição. Na verdade, pode ser apenas um cérebro sobrecarregado por estímulos constantes.

Existe até uma cena bastante comum: a dor de cabeça aparece no sábado, justamente quando a semana desacelera. Nem sempre é coincidência.

Às vezes, é o corpo encontrando espaço para expressar o que foi sustentado durante dias.

Pausa não é simplesmente parar de trabalhar. É interromper, por alguns minutos, a demanda constante por atenção.

Trocar uma reunião pelo feed não é descanso. É apenas trocar a fonte de estímulos.

Experimente dez minutos de silêncio, sem telas. Se isso parecer desconfortável, talvez esse incômodo revele o quanto faz tempo que sua mente não encontra um verdadeiro espaço para descansar.

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