Psicóloga Daniela Almeida

Psicóloga Daniela Almeida Olá, é muito bom de ter por aqui! Aqui você vai encontrar psicologia de gente pra gente.

Verdade seja dita, "tudo bem?" é um comportamento cultural. Parece que você será sem educação se começar um diálogo sem ...
27/09/2020

Verdade seja dita, "tudo bem?" é um comportamento cultural. Parece que você será sem educação se começar um diálogo sem dar bom dia, boa tarde ou boa noite e sem fazer a célebre pergunta.⠀
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Eu sou uma daquelas que sempre esquece das formalidades.⠀⠀
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Agora, imagina o que aconteceria se, pra cada "tudo bem?", você respondesse de acordo com o que estivesse sentindo, será que a pessoa iria continuar a conversa? Será que ela está realmente preocupada em como você se sente ou é só por educação? A verdade é que nem sempre dá pra saber, então, continua-se o ciclo: "estou bem".⠀

Mas esse comportamento se repete não só no começo de uma conversa. Falamos coisas sem estarmos em contato com os nossos reais sentimentos e pensamentos.⠀
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No post anterior falei sobre as incríveis legendas que criamos; de como devemos superar nossos obstáculos, os risos pra dar e vender... mas cá pra nós, quantas vezes realmente sentimos, fazemos aquilo que falamos? E como isso interfere no autoconhecimento?⠀
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Veja bem, não quero que pense que estou indo contra as frases motivacionais, não! Ou que você tenha que sair dizendo tudo que pensa, também não é isso!⠀
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Mas pense se você tem entrado em contato com os sentimentos que são aversivos para você. E mais: você consegue identifica-los em seu ambiente?⠀
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Falamos que está tudo bem, mas na real não está, porque a gente só está com medo de perder o controle, perder pessoas, perder coisas, se perder dentro de nós mesmos por não sabermos como lidar com o que não tá legal. ⠀⠀

Isso porque talvez não fomos ensinados a expor nossos sentimentos, diferenciando-os. ⠀⠀

E isso torna tudo mais difícil, pois como lidar com o desconhecido? Ou como lidar com o “de novo”?⠀
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Não existem respostas prontas, mas uma coisa é certa: repetir falas para si mesmo, sem entrar em contato com você mesmo, não ajuda a encontrar o caminho.⠀
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Meu papel na clínica é ser uma facilitadora para que o cliente conheça e fale sobre aquilo que sente, entre em contato com seus aversivos, porque superação tem a ver com encarar a vulnerabilidade, e não maquia-la, engando-se com falas que não se alinham com seus sentimentos.
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Claro que isso não é fácil.

"O Show de Truman" é a história de um homem que teve toda a sua vida planejada para ser um show. Milhões de pessoas acom...
21/09/2020

"O Show de Truman" é a história de um homem que teve toda a sua vida planejada para ser um show. Milhões de pessoas acompanharam seu nascimento, seus primeiros passos; toda a sua vida era transmetida ao vivo e "sem intervalo comercial".⠀⠀
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Truman não sabia que havia sido adotado por uma empresa e que tudo em sua vida era planejado; até o medo por água foi condicionado para que ele não fosse um aventureiro.⠀⠀
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Será que dá pra fazer alguma ligação com o filme e as redes sociais? Será que somos Truman e não sabemos?⠀⠀
⠀⠀
Sempre fico espantada enquanto estudo o Instagram. Em como tudo é planejado para que passemos cada vez mais tempo na telinha.⠀⠀
⠀⠀
Por isso chamo o Instagram de fábrica da felicidade. Tem feed pra tudo, e venhamos e convenhamos que as vezes faz parecer que a nossa vida é muito sem graça.⠀⠀
⠀⠀
Com isso, não quero dizer "Não às redes sociais", não! Elas são úteis.⠀⠀
⠀⠀
A reflexão que quero propor é: como muitas vezes fabricamos uma vida para termos uma curtida, um comentário ou para não lidarmos com o que não gostamos nela.⠀⠀
⠀⠀
No virtual todos são felizes, os relacionamentos são perfeitos, há sorrisos pra dá e vender, palavra de motivação é o que não falta, tudo é absurdamente maravilhoso.⠀⠀
⠀⠀
Criamos legendas incríveis, mas quais delas de fato aplicamos? Há legenda sobre superação, mas quem está disposto a encarar a dor para, então, superar? ⠀⠀
⠀⠀
Aqui tudo é tão maravilhoso que caímos no erro de esquecer que o que vemos pode ser mera ilusão, ou quando real é um fragmento de algum momento, mas não diz tudo sobre a vida da pessoa.⠀⠀
⠀⠀
Você pode pensar: "É isso mesmo, querem nos manipular!", mas eu pergunto: será que só há um lado da moeda? Eis o outro lado:⠀⠀
⠀⠀⠀
Usamos das redes sociais muitas vezes para não lidar com a nossa realidade. Por exemplo: alguém que tem dificuldade se relacionar com as pessoas, pode trocar o convívio social por amigos virtuais.
⠀⠀
Isso é fuga e esquiva e nela não entramos em contato ou permanecemos com o que é aversivo, mas não aprendemos a lidar e isso empobrece a variabilidade de comportamento, isto é, não aprendemos a emitir novos comportamentos, continuando presos ao show das redes sociais, sem perceber.

"O Show de Truman" é a história de um homem que teve toda a sua vida planejada para ser um show. Milhões de pessoas acom...
21/09/2020

"O Show de Truman" é a história de um homem que teve toda a sua vida planejada para ser um show. Milhões de pessoas acompanharam seu nascimento, seus primeiros passos; toda a sua vida era transmetida ao vivo e "sem intervalo comercial".⠀⠀
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Truman não sabia que havia sido adotado por uma empresa e que tudo em sua vida era planejado; até o medo por água foi condicionado para que ele não fosse um aventureiro.⠀⠀
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Será que dá pra fazer alguma ligação com o filme e as redes sociais? Será que somos Truman e não sabemos?⠀⠀
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Sempre fico espantada enquanto estudo o Instagram. Em como tudo é planejado para que passemos cada vez mais tempo na telinha.⠀⠀
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Por isso chamo o Instagram de fábrica da felicidade. Tem feed pra tudo, e venhamos e convenhamos que as vezes faz parecer que a nossa vida é muito sem graça.⠀⠀
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Com isso, não quero dizer "Não às redes sociais", não! Elas são úteis.⠀⠀
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A reflexão que quero propor é: como muitas vezes fabricamos uma vida para termos uma curtida, um comentário ou para não lidarmos com o que não gostamos nela.⠀⠀
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No virtual todos são felizes, os relacionamentos são perfeitos, há sorrisos pra dá e vender, palavra de motivação é o que não falta, tudo é absurdamente maravilhoso.⠀⠀
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Criamos legendas incríveis, mas quais delas de fato aplicamos? Há legenda sobre superação, mas quem está disposto a encarar a dor para, então, superar? ⠀⠀
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Aqui tudo é tão maravilhoso que caímos no erro de esquecer que o que vemos pode ser mera ilusão, ou quando real é um fragmento de algum momento, mas não diz tudo sobre a vida da pessoa.⠀⠀
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Você pode pensar: "É isso mesmo, querem nos manipular!", mas eu pergunto: será que só há um lado da moeda? Eis o outro lado:⠀⠀
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Usamos das redes sociais muitas vezes para não lidar com a nossa realidade. Por exemplo: alguém que tem dificuldade se relacionar com as pessoas, pode trocar o convívio social por amigos virtuais.⠀⠀
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Isso é fuga e esquiva e nela não entramos em contato ou permanecemos com o que é aversivo, mas não aprendemos a lidar e isso empobrece a variabilidade de comportamento, isto é, não aprendemos a emitir novos comportamentos, continuando presos ao show das redes sociais, sem perceber

Se você fosse alguém que estivesse em um grupo de apoio à pessoas que lutam com o sobrepeso, certamente iria estranhar v...
15/09/2020

Se você fosse alguém que estivesse em um grupo de apoio à pessoas que lutam com o sobrepeso, certamente iria estranhar ver uma mulher magra, aparentemente sem nenhum problema que justificasse sua presença, afinal se essa pessoa está justamente dentro do “padrão” tão almejado, que problema ela poderia ter? Então, é ai que quero falar sobre o setembro amarelo e a Madison de This is us.⠀

Madison sofre com anorexia, não dá pra dizer o que reforçava sua presença no grupo, até onde assisti não é mostrado.⠀

Madison sofria com sua aparência, não era o mesmo sofrimento que a Kate enfrentava, por isso, Kate em determinado momento diz não entender o que Madison fazia naquele local, era como se ela estivesse brincando com a cara de quem realmente estava sofrendo.⠀

Nas temporadas seguintes Kate passa a conviver com Madison, e percebe que o sofrimento de sua amiga não era o mesmo que o seu, mas não deixava de ser sofrimento, só não era como ela conhecia.⠀

O comportamento suicida pode ser prevenido, muitos se perguntam: “como posso ajudar alguém” ou “como saberei identificar que alguma coisa não está legal”, mas eu faço outra pergunta: “por que é tão difícil se abrir?”⠀

Uma das respostas é que temos a tendência de supor que sofrimento é o que nós achamos que é, e quando dizemos a alguém “Isso é frescura” “arrume uma louça para lavar” “Eu passei por tanta coisa e tô aqui, isso ai não é nada perto do que já passei”.⠀

Mesmo  sem intenção, estamos dificultando que alguém que esteja em sofrimento diferente do que julgamos ser merecido de atenção tenha um espaço para pedir ajuda, pois ainda que não saibamos, palavras como essas punem quem está em sofrimento e reforça o comportamento de não se abrir, pois ninguém quer ouvir que aquilo que está sentindo é frescura.⠀

Não espere setembro para pensar como a empatia pode salvar uma vida, não sabemos lidar com tudo, mas podemos aprender. Aprender que o sofrimento é diversificado, pois cada um tem uma história de vida e somos modelados nela, sendo assim, pessoas sofrerão de jeitos diferentes ao que estamos acostumados. ⠀

Então: “como ajudar alguém em sofrimento?”, não minimize a dor do outro só porque ela é diferente da s

Imagine um adolescente que sofre bullying na escola, que cansado de ser um “fracassado” resolve entrar em uma academia d...
10/09/2020

Imagine um adolescente que sofre bullying na escola, que cansado de ser um “fracassado” resolve entrar em uma academia de judô e aprende do seu Sensei que para ser forte é preciso ser “sem compaixão”. ⠀⠀

Esse é Elli um dos personagens da série Cobra Kai disponível na Netflix. Enquanto eu assistia e via a transformação do menino “fracassado” a “valentão”, pensei: “Isso dá uma reflexão sobre comportamento governado por regras”. ⠀⠀


Elli não conseguiu diferenciar que se tornara aquilo que detestava “valentões”, passando a chamar os outros de “fracassados”, ou seja, seu comportamento passou a ser governado pela regra “sem compaixão”, ele não estava mais sensível ao seu ambiente, se tivesse teria percebido que estava fazendo com o outro o que não gostava que fizessem com ele, e as variáveis; pois quando perdeu a namorada por se comportar como “intimidador” com os outros, não conseguiu ter consciência de sua responsabilidade no término. ⠀⠀


E pra piorar a coisa, ele fez da regra que aprendeu uma autorregra.⠀⠀


O comportamento governado por regras não é sensível as variáveis do ambiente. Com isso quero deixar claro que regras não são o problema, pois elas possuem uma função para a nossa sobrevivência. ⠀⠀


“Homem não presta”, é um exemplo de fala que mulheres aprendem e que exerce controle sobre comportamento feminino.⠀


Alguém que aprendeu que “homem não presta” ao se relacionar e acabar se decepcionando, pode fazer da regra de outro uma regra pra si (autorregra) e assim, deixar de entrar em relacionamentos ou evitar compromissos, para não se magoar novamente, ou seja, aqui não há o exercício de diferenciar, que é muito importante para lidarmos com as regras sem ser de maneira inconsciente.⠀⠀

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Viver sob controle de regras sem estarmos sensíveis as variáveis do ambiente ou de termos consciência delas, pode colocar sobre os outros a responsabilidade do “eu”. Não é errado ouvir a opinião das pessoas, mas às vezes, temos dificuldade de lidarmos com o “eu” e queremos que os outros nos digam o que fazer e como fazer; não conseguimos lidar com responsabilidade de cuidar do “eu”.⠀⠀

Auto-observação e a diferenciação ajudam a sabermos qual regra seguir

⠀Vivemos na era:  “Como ELIMINAR o medo?” “Você NÃO precisa da aprovação de ninguém” “Você NÃO precisa de outras pessoas...
23/07/2020


Vivemos na era: “Como ELIMINAR o medo?” “Você NÃO precisa da aprovação de ninguém” “Você NÃO precisa de outras pessoas para ser feliz” “, a lista é gigantesca.⠀

A autoestima é medida por uma visão às vezes utópica da vida, e por quê? O que é estar bem consigo? ⠀

Seria ausência de conflitos? Existe um nível em que não vamos ligar para o que as pessoas dizem ou vamos aprender a direcionar de quais pessoas iremos ligar? Dá pra ser feliz sozinho? ⠀

Mas a vida não é uma relação entre eu e o meu ambiente? Dá mesmo pra não sentir a coisa natural que é o medo?⠀

Essas ideias que chamo de utópicas estão presentes de maneiras bem sutis.⠀

Criamos uma falsa ideia que conflito e felicidade não podem habitar juntos, que estar bem consigo é não depender de pessoas, mas isso é possível?⠀

Não quero dizer que você precise viver sua vida em função dos outros, mas dizer que eles não irão exercer influência em você, a meu ver é utopia. O que precisamos talvez seja aprender a diferenciar qual influencia escolher⠀

“Dani, o que isso tem a ver com eu ser vulnerável?” Tudo!⠀

É porque somos pessoas afetadas pelo nosso ambiente que não dá pra dizer que a felicidade é ausência de conflito, pois ai, você não vai encará-los e lidar com o fato que a felicidade é como uma vila, que tem algumas casas que não são bonitas, mas que fazem parte da vila e você precisa passar por essas casas se quiser conhecer bem a vila.⠀

Você vai viver tão em função de “estar bem” consigo, que não vai se permitir ser afetada pelas pessoas, ou irá para o outro extremo de viver em função dos outros, para “estar bem” consigo sem fazer aquela parte da escolha. E quando as coisas não irem bem, o que é normal de acontecer, você não saberá como digerir isso, e nem precisa saber de imediato, isso faz parte de ser vulnerável, mas você pode encontrar maior dificuldade para lidar ou até nem lidar.⠀

“Mas Dani, é difícil!” Eu sei, mas não encarar a nossa vulnerabilidade leva-nos a não aprendermos a conversar com ela e assim não exercitar meu filho autoconhecimento. ⠀

Eu acredito que somos vulneráveis, é o que digo aos meus clientes no consultório e também acredito que fugir disso não é saudável.

O quero dizer? Você nem sempre é responsável por tudo. Mona passou a acreditar que ao se punir toda vez que se sentisse ...
25/06/2020

O quero dizer? Você nem sempre é responsável por tudo. Mona passou a acreditar que ao se punir toda vez que se sentisse bem, seu pai iria melhorar, e isso a levou para comportamentos destrutivos, a não se desenvolver, pois ela simplesmente deixou de fazer as coisas que gostava por medo. ⠀

Ela não desenvolveu habilidades sociais, não tinha um trabalho, não possuía amigos, ou seja, Mona deixou de viver para poder trazer seu pai de volta, contudo, se punir não trouxe seu pai de volta.⠀

Com isso, não quero dizer que Mona deveria não estar nem aí para seu pai. Não! Existiam maneiras de ajudar seu pai, entretanto nem tudo dependia dela. Será que não haveria uma forma de continuar a vida e tentar dentro daquilo que lhe cabia ajudar seu pai?⠀

Sua mãe, ao perceber que a filha estava com sério déficit de desenvolvimento, decidiu expulsá-la de casa, e aqui Mona se vê obrigada a ter que arrumar um emprego. ⠀

Precisou encarar seu medo de se socializar, pois possuía dificuldade nesse quesito, mas a privação de não ter mais a casa da mãe, em um primeiro momento, fez com que ela tentasse; há outras variáveis. ⠀

Mona aprendeu “pernaX2-1=amor” e foi para um extremo, ela não aprendeu que nem tudo dependeria dela, afinal, se a menina na história não doasse um membro seria responsável pela morte de um familiar, quem sabe do seu próprio pai? Mona se sentia responsável por seu pai.⠀

"Matemática do Amor" é um típico filme de “sessão da tarde”, mas será que não se aplica à nossa realidade? Será que não colocamos sobre nossos ombros responsabilidades que não competem a nós? Será que não “comemos sabão” para nos punir por coisas que não dependem apenas de nós? De fato tudo depende realmente só de você?⠀

Mona percebeu isso e tentou encontrar o equilíbrio, mas teve que aprender a lidar com a Mona que se anulou totalmente e as consequências dessa escolha.⠀

Revisão do texto:⠀





⠀⠀No filme "Matemática do Amor" (2010), há uma cena em que a personagem Mona Gray (Jessica Alba) ouve uma história duran...
23/06/2020



No filme "Matemática do Amor" (2010), há uma cena em que a personagem Mona Gray (Jessica Alba) ouve uma história durante sua festa de aniversário de 10 anos. ⠀

É a história de um reino no qual as pessoas não morrem. Com o passar dos anos, não havendo mais espaço geográfico para as pessoas habitarem, o rei tem a ideia de matar um membro de cada família das pessoas residentes em seu reino.⠀

Um pai diz que não poderia entregar ninguém de sua família, pois eles se amavam, então, sugere que cada membro da família doe alguma parte do seu corpo, assim, com todos os pedaços combinados, equivaleria a uma pessoa a menos no reino. ⠀

A filha se opõe, e ouviu: “Não seja egoísta. Você prefere que um de nós morra?”. A menina ouviu que se não aceitasse a ideia seria egoísta e, ao final, a criança pensa: “perna vezes dois menos um é igual a amor” (pernaX2-1=amor).⠀



A princípio você pode pensar “que lindo”, seria lindo a simbologia do amor se a filha tivesse entendido isso, mas não. Quando o pai diz “Não seja egoísta”, de forma indireta ele deixa claro sua reprovação caso a menina não aceite a proposta, o que poderia significar perder o amor do pai na visão da menina, por exemplo.⠀

O pai de Mona, ainda em sua infância adoece, e ela pensou: “PernaX2-1=amor”, logo em seguida: “Quanto mais eu gostasse de alguma coisa, mais eu me esforçava pra destruir”. ⠀

Ela compreendeu que seria egoísta se sentisse algum prazer e que poderia salvar seu pai se sacrificasse aquilo que mais gostasse. ⠀

Enquanto narra isso, já adulta, a cena discorre, com ela ainda criança, comendo sabão após sentir algum prazer, e isso se repete em sua vida.⠀

Continua...⠀

Revisão do texto:



⠀Ainda seguindo a linha de que somos humanos, quero hoje contar um pouco da minha humanidade e deixar a minha gratidão a...
29/05/2020


Ainda seguindo a linha de que somos humanos, quero hoje contar um pouco da minha humanidade e deixar a minha gratidão a esse serumaninho da foto a quem eu amo e não é pouco.⠀

Você que acompanha meus textos sabe que ao final 99,9% das vezes possui essa descrição “revisão do texto: "

Essa é a Gabriela, cursa letras pela IFSP, mas para mim é Gab SR+, ela é minha amiga e um baita reforçador pra mim.⠀

Ela é quem me ajuda com a correção dos meus textos, pois eu possuo dificuldades com a gramatica. Escrevo desde a adolescência, essa foi a maneira que encontrei para lidar com minhas emoções, contudo nunca fui de publicar meus textos, pois temia e muito o julgamento devido as dificuldades, minha fome em comer as letras ou a minha capacidade de esquecê-las, rs⠀


Por olhar só para isso, achava meus textos ruins, afinal sou humana como você, entretanto aprendi a ver o outro lado. Possuo facilidade para criar textos e amo escrever, desde que você não me dê um caderno, rs⠀


Onde entra a Gab SR+? Ela me ajudou a ver beleza no que eu fazia, quando eu mandava um texto pra ela, lá estava a Gab SR+ acreditando em mim. No começo achava que ela dizia que o texto estava bom, só por ser minha amiga, mas aprendi também a acreditar em sua sinceridade.⠀


Algumas pessoas dão-me retorno de como meus textos as têm ajudado. Sinto-me feliz e lembro-me da minha amiga Gab, pois não estou sozinha nessa, “ninguém chega a nenhum lugar sozinho”. Não sou perfeita, tenho minha humanidade e aprendi que quando mais a negar, mais sofrimento é gerado, o melhor a fazer é encontrar meios pra lidar com ela.⠀


A Gab ama fazer esse trabalho, e eu queria deixar registrado a minha gratidão por ela acreditar em mim e trilhar esse caminho ao meu lado, pela profissional que tem se tornado. É como disse no começo: “ninguém chega a lugar nenhum sozinho⠀


⠀Escrevi sobre “Por que não consigo mudar?”, “Pressa sem direção não ajuda...” e agora “A pressa não é inimiga da perfei...
28/05/2020


Escrevi sobre “Por que não consigo mudar?”, “Pressa sem direção não ajuda...” e agora “A pressa não é inimiga da perfeição”.⠀

Continuo afirmando que existem coisas e situações que, não importa o tamanho da nossa pressa, nós não teremos outra saída a não ser esperar. Minha frase “plante, cuide, cresça e floresça” de maneira implícita remete a essa ideia, mas sabemos que podemos usar adubo para acelerar o crescimento de uma planta, e isso nem sempre é ruim, quando há um bom planejamento.⠀

A minha intenção é falar acerca dos extremos, realmente existe perfeição quando falamos de humanos que somos? Pessoas vivem se desgastando em busca de um corpo perfeito, uma carreira impecável, almejamos relacionamentos magistrais, os filhos têm que ser magníficos, as mães não podem errar, o estudante não pode tirar menos que 10, mas por vezes o 7 que ele tirou, dentro de suas contingências (eventos do seu ambiente), equivale a um 10.⠀

Não, eu não estou dizendo para jogarmos tudo pro ar e fazermos as coisas de qualquer jeito. Não. Eu estou tentando te levar a pensar se a perfeição é alcançável. Por mais que eu tenha uma carreira admirável, ela não é perfeita, e qual o risco que corro de arruiná-la ou destruir a minha saúde se começar a agir como se fosse?⠀

Então, “a pressa não é inimiga da perfeição”, o desejo desacerbado por uma perfeição que me questiono se é alcançável a humanos que somos, essa, sim, é uma arqui-inimiga.⠀

Por que digo isso? Como uma psicóloga, vejo quanto sofrimento é gerado por almejarmos de maneira desacerbada a perfeição, vejo pessoas achando que o medo é de um todo ruim, assim como a ansiedade, tristeza. E quantas vezes eu, como sou humana, assim como você, me vejo querendo ser uma psicóloga perfeita, que não comete erros.⠀

Mas eu sou gente, você é gente, não somos perfeitos, coisas ruins acontecem e vão acontecer, vamos errar, podemos errar, devemos errar, mas precisamos e podemos aprender com os erros.⠀

Sempre falo para os meus clientes sobre a importância de aceitarmos a nossa humanidade, para aprendermos a sermos melhores, e não perfeitos humanos. É assim que começamos o processo terapêutico, cientes de nossa humanidade. ⠀

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